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ATENÇÃO DOADORES

Quem teve dengue pode ou não pode doar sangue? Entenda

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GERAL

Foto: Michel Alvim | Secom-MT

O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgaram uma nota técnica conjunta nesta terça-feira (5) em que afirmaram risco de transmissão da dengue por transfusão de sangue. Por esse motivo, os dois órgãos defendem um intervalo para os doadores realizarem novas transfusões.

Segundo o documento, serviços de hemoterapia podem decidir aplicar novos requisitos na avaliação
da triagem clínica do candidato a doação de sangue, mas os critérios abaixo devem ser prioritariamente considerados:

  • Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos vírus da dengue (DENV), após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após a recuperação clínica completa (assintomáticos);
  • Candidatos à doação de sangue, que apresentem diagnóstico de dengue hemorrágica deverão ser considerados inaptos por 06 meses (180 dias) após a recuperação clínica completa (assintomáticos);
  • Candidatos à doação de sangue que tiveram contato sexual com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de dengue nos últimos 30 dias, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após o último contato sexual com essas pessoas;
  • Candidatos à doação de sangue que fizeram uso de vacinas para dengue deverão ser considerados inaptos por 30 dias após a vacinação.
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Conforme a Anvisa, as evidências científicas mostraram que há uma probabilidade de 38% de que uma pessoa infectada desenvolva a doença após a transfusão. E isso também é válido em relação a vacina, já que é um imunizante produzido de vírus vivo.

VACINAÇÃO EM MT

O Brasil conforme o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde alcançou a marca de 1,2 milhão de casos prováveis de dengue.

Mato Grosso está mais uma vez de fora dos estados anunciados pelo Ministério da Saúde para receber lotes da vacina. Nessa terça (5) os números de infectados no Estado segundo o painel é de 8,8 mil.

Segundo o ministério, as 37 regiões que já receberam o imunizante são consideradas endêmicas para a doença. A nova remessa vai completar ao todo a lista de 521 municípios, com previsão de entrega na primeira quinzena de março.

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GERAL

MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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