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Representação

População parda e preta representam mais de 70% do eleitorado de Mato Grosso

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GERAL

Foto: divulgação

Mais de 70% do eleitorado de Mato Grosso é formado por pessoas pretas e pardas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores que se declaram pardos somam 592.272 pessoas (59,85%), enquanto os que se declaram pretos são 101.003 (10,21%), totalizando 693.275 eleitores, o equivalente a 70,06% dos votantes no estado.

Na sequência aparecem os eleitores que se declaram brancos, com 268.726 pessoas (27,16%). Já os indígenas representam 21.459 eleitores (2,17%), enquanto os amarelos somam 6.098 pessoas (0,62%).

Apesar de hoje a população preta e parda ser maioria entre os eleitores mato-grossenses, esse cenário é resultado de uma longa trajetória de luta pelo direito ao voto. Durante grande parte da história do Brasil, critérios como renda, gênero e alfabetização restringiram a participação de milhões de pessoas nas eleições.

Segundo a advogada Alexandra de Moura Nogueira, integrante do Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso e conselheira estadual da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), a primeira Constituição brasileira, promulgada em 1824, estabeleceu um sistema eleitoral indireto e censitário, que limitava o direito ao voto a uma pequena parcela da população.

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Na prática, apenas homens livres que atendessem aos critérios de idade e renda podiam votar.

“O sistema eleitoral funcionou de forma muito diferente ao longo da história do país. No início do Império, o voto era reservado a uma parcela muito pequena da população”, explica.

Lei Saraiva ampliou restrições ao voto

Alexandra explica que a exclusão aumentou com a Lei Saraiva, de 1881, que criou o título de eleitor, regulamentou o alistamento eleitoral e proibiu o voto dos analfabetos. Com isso, o número de eleitores caiu significativamente.

Segundo ela, como o acesso à educação era praticamente restrito às elites, a medida atingiu principalmente a população negra. Para a advogada, parte dos pesquisadores entende que a proibição do voto dos analfabetos antecipou a exclusão política da população negra.

Alexandra ressalta que o fim da escravidão, em 1888, não garantiu a inclusão da população negra na vida política do país. Segundo ela, a ausência de políticas de reparação, o racismo e a dificuldade de acesso à educação, à terra e ao mercado de trabalho continuaram limitando o exercício da cidadania.

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“A ausência de políticas de reparação e de oportunidades manteve essa população afastada da participação política por muitos anos”, afirmou.

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Cuiabana é cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro

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A cuiabana Marina Candia Figueiredo (PSDB) está no radar do PL para compor chapa com Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente da República nas eleições de 2026.

A articulação, divulgada pelo jornal O Globo, integra a estratégia em selecionar um nome feminino para o posto e construir pontes com legendas de centro.

Formada em Direito e Administração, Marina é esposa do ex-prefeito de Maceió (AL), JHC, e tem atuação voltada a projetos sociais e de engajamento feminino.

Se o arranjo for homologado pelas convenções partidárias, que se encerram nesta quarta-feira (5), a administradora se tornará a primeira mulher nascida em Cuiabá a figurar em uma chapa presidencial na história do país.

O movimento, contudo, enfrenta resistências internas no PSDB, que avalia adotar postura de neutralidade na corrida presidencial.

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