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Martelo batido

Com base eleitoral, Garcia será o vice de Pivetta ao Governo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fechou a chapa que irá disputar a reeleição, em Mato Grosso, e escolheu o deputado federal Fábio Garcia (União) como candidato a vice-governador.

A definição pelo nome de Fábio contou com o apoio de 122 prefeitos do estado e foi tomada no fim da tarde desta segunda-feira (3), colocando fim às especulações.

Com essa definição, o Republicanos realiza amanhã, terça-feira (4), a convenção partidária, no Ginásio Dom Aquino, em Cuiabá, a partir das 17h, que oficializará o nome de Fábio.

“Fábio Garcia é um ótimo nome e irá ajudar a manter Mato Grosso no caminho certo. Vamos fazer mais e melhor por esse estado e por todos que vivem aqui. Ele teve o apoio de 122 prefeitos que encontraram em Fábio o perfil certo para ser vice-governador”, afirmou o governador.

Fábio Garcia, que já ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil, é uma das pessoas de confiança de Pivetta, e já tinha seu nome cotado para o cargo.

“Vamos trabalhar muito por Mato Grosso. Agradeço ao governador Pivetta por essa oportunidade e confiança e vamos trabalhar muito para que o momento de desenvolvimento que esse estado vive continue. Não podemos retroagir”, destacou Fábio.

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Até o momento, Pivetta tem em sua coligação o apoio da Federação PSDB/Cidadania e deve ter oficializado no próximo dia 5 o apoio da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

O Podemos e o Avante ainda realizam suas convenções nesta terça e também podem declarar apoio à Pivetta.

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Mesmo com menor área plantada e chuvas atípicas, MT deve bater recorde na produtividade do algodão

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Mesmo com uma redução de 11,11% na área destinada ao cultivo de algodão na safra 2025/26, Mato Grosso caminha para registrar a maior produtividade da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A estimativa é de rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare, superando o recorde anterior de 315,12 arrobas por hectare, alcançado na temporada passada.

A projeção faz parte do Relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo Imea nesta segunda-feira (3). De acordo com o instituto, o desempenho é resultado das condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento da cultura.

Apesar do registro de chuvas atípicas na região oeste do estado, o clima contribuiu para minimizar parte das dificuldades enfrentadas pelos produtores durante o plantio e garantiu um cenário positivo para o desenvolvimento das lavouras.

Mesmo com a produtividade recorde, a retração da área cultivada terá reflexo sobre o volume colhido. O estado deve produzir 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço e 2,67 milhões de toneladas de pluma, volumes cerca de 11% inferiores aos registrados na safra anterior.

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Recuo no cultivo

A redução da área plantada está ligada, principalmente, ao recuo no cultivo do algodão de primeira safra. Segundo o Imea, os elevados custos de produção e os preços menos atrativos no momento da definição do plantio levaram muitos produtores a reduzir os investimentos na cultura.

Mesmo assim, a safra segue com perspectivas positivas. O instituto ressalta que apenas um fator ainda inspira atenção: as chuvas registradas em meados de junho e em agosto, durante a abertura dos capulhos em algumas regiões, podem comprometer pontualmente a qualidade da fibra.

Chuvas atípicas

Em municípios como Sapezal (MT), produtores chegaram a registrar o impacto de chuvas atípicas em um momento decisivo da produção: o da colheita. Esse é o caso do produtor Valcir Scariote, que publicou nas redes sociais o cenário da lavoura após registro de chuva na região.

Nas imagens, Valcir retira o algodão da planta e aperta a pluma com as mãos. A quantidade de água acumulada chama a atenção. “Como vai ficar a qualidade desse algodão? Uma pena, cara. Uma área imensa aqui pronta para ser colhida”, lamenta.

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Mercado aquecido

No mercado internacional, Mato Grosso deve manter forte presença. A expectativa é que 76,3% da pluma produzida no estado, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas, seja destinada às exportações.

O relatório também aponta que mais de 97% dos estoques finais projetados já estão comercializados, indicando baixa disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

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