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Estimativa

Com 99% da safra colhida, MT se aproxima de recorde histórico no milho

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Mato Grosso está na reta final da colheita do milho segunda safra 2025/26. Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que 99,10% da área destinada à cultura já havia sido colhida até esta sexta-feira (7). Com os trabalhos praticamente encerrados, o estado se aproxima de uma nova safra recorde.

Segundo o levantamento, apenas as regiões Sudeste e Centro-Sul ainda possuem áreas de milho a serem colhidas. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o fim da primeira quinzena de agosto.

O maior atraso está concentrado na região Sudeste. De acordo com o analista do Imea, Henrique Eggers, mais de 30% da área da região foi semeada fora da janela considerada ideal, o que acabou impactando também o período de colheita.

A expansão da área cultivada e o desempenho das lavouras ao longo do ciclo contribuíram para a revisão positiva da estimativa de produção. O Imea elevou a projeção da safra 2025/26 para 57,3 milhões de toneladas de milho em Mato Grosso.

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Maior área cultivada

A área destinada ao milho segunda safra também cresceu. Na última atualização, o instituto estimou 7,43 milhões de hectares cultivados, alta de 2,4% em relação à temporada anterior.

Mesmo com o aumento da produção estimada, a produtividade média foi mantida em 128,66 sacas por hectare. O indicador ainda deverá passar por uma última atualização antes do fechamento oficial dos dados da temporada.

Enquanto isso, os produtores das regiões que tiveram o plantio mais tardio seguem concentrados na conclusão dos trabalhos. A expectativa do Imea é que Mato Grosso encerre oficialmente a colheita do milho segunda safra até o final da primeira quinzena de agosto.

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MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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