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Vaga de Juíza no TRE

TJ-MT aprova 23 advogadas, indefere 5 e registra uma renúncia

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GERAL

Foto: Victor Ostetti/MidiaNews

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador José Zuquim Nogueira, homologou as inscrições de 23 advogadas para a formação da lista tríplice destinada ao preenchimento de uma vaga de juíza-membro substituta, na classe jurista, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

As inscrições foram abertas em 19 de junho, por meio de edital exclusivo para mulheres advogadas. A homologação foi publicada na sexta-feira (7).

Ao todo, 29 advogadas se inscreveram. Cinco, porém, tiveram as candidaturas indeferidas por não atenderem integralmente às exigências documentais previstas no edital (veja a lista completa ao final da matéria).

A advogada Juliana Zafino Isidoro Ferreira Mendes, por sua vez, renunciou à participação no processo.

A vaga foi aberta em razão do término, em 22 de outubro de 2026, do biênio do atual ocupante do cargo, o jurista Welder Queiroz dos Santos.

A escolha das três candidatas que irão compor a lista tríplice será feita pelo Pleno do TJ-MT, em sessão pública, por meio de votação aberta, nominal e fundamentada.

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Antes da votação, cada candidata poderá fazer uma sustentação oral de até cinco minutos para apresentar sua trajetória e defender sua candidatura, sem possibilidade de representação por terceiros. Em caso de empate, terá preferência a candidata com inscrição mais antiga na Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).

Concluída essa etapa, o Tribunal de Justiça encaminhará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a lista com as três advogadas mais votadas. O TSE, então, a submeterá à Presidência da República, responsável pela nomeação da nova juíza-membro substituta.

Inscrições deferidas:

  1. Ana Cristina Maia Miranda;
  2. Angélica Rodrigues Maciel Felizardo;
  3. Bárbara Souza Silva Monteiro;
  4. Camila Ramos Coelho Mayer;
  5. Carla Alexandra Guerra Baizan Fernandes;
  6. Egisane Alves de Oliveira Piotrowski;
  7. Ellen Marcele Barbosa Guedes Tambelini;
  8. Estéfani Castro Gomes Góes de Araújo;
  9. Fabiani Pereira de Souza Dall Alba;
  10. Hígara Huiane Carinhena VandonideMoura;
  11. Juliana Camila Figueiredo Santos de Lima;
  12. Kamila Michiko Teischmann;
  13. Lorine Sanches Vieira;
  14. Mara YaneBarros Samaniego;
  15. Mauryanne Conceição de Arruda;
  16. Rita de Cássia Ancelmo Bueno;
  17. Rosana Laura de Castro Farias Ramires;
  18. Sedali Guimarães Frossard;
  19. Silvana Gregório Lima;
  20. Simone Fátima Bertol;
  21. Tatiane de Barros Ramalho;
  22. Teresinha Aparecida Braga Menezes;
  23. Wislayne Santos da Silva Andrade.
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Inscrições indeferidas:

  1. Ana Carolina Federici de Almeida Mack;
  2. Juliene Ariane Moreira de Souza;
  3. Nalian Borges Cintra Machado;
  4. VanessaPelegrini; e
  5. VanuzaErruan Rocha Porofo dos Santos
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GERAL

MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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