Ação conjunta
Prefeitura e UFMT inauguram Unidade de Autoteste de HIV para comunidade acadêmica
SAÚDE
Em uma ação conjunta, a Prefeitura de Sinop e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, inaugurou nesta sexta-feira (27), a Unidade de Autoteste de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), para atendimento da comunidade acadêmica. A inauguração de uma mais unidade especializada na identificação da doença, representa uma expansão dos serviços prestados pelo município, à população.
“Esse projeto é para cuidar do nosso futuro. Dos jovens, dos formandos agora que são patrimônio do nosso município. São eles que vão gerar a economia, a educação, a saúde e tudo aqui. Então precisamos garantir a saúde desses nossos futuros profissionais. Uma ação em parceria com o SAE (Serviço de Atendimento Especializado), que é o serviço público da Prefeitura de Sinop. A extensão desse serviço aqui na UFMT, é uma vitória”, comemorou Jorge Bevilaqua, diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Sinop.
Lúcia Mendes, responsável técnica do SAE, destaca a importância da parceria entre o município e a universidade, na ampliação do serviço de testagem em Sinop, que pode contribuir com a melhor qualidade de saúde aos alunos da UFMT.
“Extremamente importante essa parceria, essa união de forças, para ofertar à população e, agora, à população acadêmica, essa possibilidade de fazer um diagnóstico. Uma testagem, quando necessário, que possibilita um diagnóstico precoce, para que a pessoa possa ter um tratamento, uma qualidade de vida. Então é um projeto extremamente importante e a parceria da universidade, é relevante para o município”, comentou ela.
O professor da UFMT, doutor Cezar Augusto da Silva Flores, responsável pelo projeto no interior da universidade, comemora a parceria com a Prefeitura de Sinop e destaca as funcionalidades da unidade, entre os acadêmicos da instituição de ensino superior.
“Nós vamos ofertar os autotestes para os acadêmicos, estudantes da pós-graduação, estudantes da residência. Além desse serviço, estaremos realizando os testes rápidos para detecção de IST’s [Infecções Sexualmente Transmissíveis], que engloba o HIV, a Sífilis e as hepatites virais. Esse serviço também, agora, está disponível aqui na unidade”, esclareceu.
A motivação de ter uma unidade com esse serviço dentro da instituição de ensino superior, é para facilitar o acesso aos autos testes e testagem rápida, dos jovens que são público alvo dessas doenças. “A população jovem, ainda, hoje, é considerada uma população vulnerável para as IST’s, então pretendemos aproximar essa população desses serviços”.
A unidade funcionará todas as sextas-feiras, com atendimento durante todo o dia (matutino e vespertino). O estudante da instituição pode procurar a unidade localizada na sala 15 do Bloco Xingu II, das 7h30 às 11h e das 13h30 às 17h, e fazer a retirada dos autotestes ou realizar a testagem rápida para as IST’s.
A pesquisa
A unidade servirá, também, para alimentar base de dados de uma pesquisa operacional, intitulada “Implementação e Avaliação de Estratégias de Autoteste de HIV para Prevenção e Diagnóstico Precoce
entre Estudantes Universitários”, sob comando do doutor Cezar. A pesquisa alia tecnologia e educação para combater a propagação do HIV e outras IST’s no ambiente acadêmico. A metodologia do estudo, de natureza quantitativa, foca na aceitação, usabilidade e impacto dos autotestes, além de analisar como essa abordagem pode fortalecer políticas públicas e práticas de saúde preventiva.
O doutor esclarece que a grande inovação está na autonomia do teste, que pode ser feito em casa ou em ambiente privado, sem a necessidade de agendamento em unidades de saúde. O modelo proposto visa reduzir barreiras como o medo do julgamento, a burocracia ou o desconhecimento sobre a importância do diagnóstico precoce.
Além de promover o acesso ao diagnóstico, o estudo pretende fornecer dados relevantes para o SUS e colaborar com a formulação de novas estratégias de prevenção voltadas à população jovem.
SAÚDE
Amamentação reduz riscos de câncer de mama e ovário, diabetes e doenças cardiovasculares
A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto
Quando um bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele. Mas, enquanto a mãe se adapta a uma nova rotina, enfrenta noites maldormidas, mudanças no corpo e uma série de expectativas, suas próprias necessidades podem acabar em segundo plano. Na amamentação, isso também acontece.
O aleitamento traz benefícios importantes não apenas para o bebê, mas também para a saúde da mulher. A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
No aspecto emocional, o contato pele a pele e a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e a sensação de bem-estar. Com orientação e apoio, a mulher também tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.
Apesar dos benefícios, a amamentação nem sempre acontece de forma simples. A ideia de que deve ser algo natural e instintivo pode fazer com que muitas mulheres escondam suas dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem transformar esse momento em uma experiência difícil.
Nos primeiros dias, alguma sensibilidade nos mamilos pode ser esperada enquanto mãe e bebê se adaptam. Porém, dor intensa, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite estão entre as situações que precisam de atenção.
Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento.
“Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.
O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende principalmente da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.
Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são alguns dos mitos mais comuns.
“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.
A frequência das mamadas também não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam muitas vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno.
Até os seis meses, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários ao bebê, inclusive em dias quentes. A oferta de outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.
Cuidados com a mãe
Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.
Mas, além da assistência técnica, a mãe precisa ser ouvida e acolhida. “Muitas mães se sentem frustradas ou culpadas quando enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não conseguirão amamentar. O apoio da família, do parceiro e da equipe de saúde fortalece a confiança da mulher e contribui para a continuidade do aleitamento”, finaliza Nathália.
É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.
Encontro Agosto Dourado
No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.
Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes.
Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKZd1HU06COMTJJS4jMEOKsew_pYBkKZm_f3XYZJRAnZAtOA/viewform?usp=header
Mais Informações: 3612 8800 opção 2
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