Sinop
Visita de Bolsonaro terá motociata e chegada de trator
Programação incluiu passeio pela Norte Show e jantar com autoridades
POLÍTICA
O ex-presidente presidente da República, Jair Bolsonaro, estará em Sinop amanhã, quarta-feira (17). Essa será a segunda vez que ele vem até o município. A primeira foi em setembro de 2020, quando o então presidente visitou a usina de etanol de milho da Inpasa. Agora, a presença atende a um convite feito pelos organizadores da Norte Show, uma feira agropecuária e industrial realizada na cidade.
A chegada de Bolsonaro está prevista para as 13h15, no Aeroporto João Batista Figueiredo. Ele vem com um voo comercial. Nesta terça-feira empresas que operam voos comerciais entraram em contato com clientes que tem voos programados para a tarde de quarta-feira, pedindo para que comparecessem no aeroporto com até 4 horas de antecedência, prevendo o alto fluxo de pessoas para recepcionar o ex-presidente.
Segundo a presidente do PL em Sinop, Rosana Martinelli, foi organizada uma recepção no aeroporto, com apoiadores e simpatizantes de Bolsonaro. Do aeroporto eles partem em motociata para o centro da cidade. “Ficará a cargo dele [Bolsonaro] as paradas que serão feitas no trajeto”, explicou Rosana.
A comitiva com as motos ruma para Praça da Bíblica, onde está marcado um ato público para as 14h30. Bolsonaro deve fazer um pronunciamento na praça, que fica na principal avenida da cidade.
Após o ato, o ex-presidente embarca em um caminhão em direção ao Parque de Exposição da Acrinorte, onde é realizada a Norte Show. Ele entrará no parque com um trator. Sua chegada na feira é prevista para as 16h. Dentro do parque ele circulará e visitará os estandes com uma camionete aberta.
Depois do passeio pela Norte Show, foi marcado um jantar, no Centro de Eventos DMD. O evento agendado para as 19h contará com a presença de prefeitos e lideranças políticas da região, representantes de sindicatos rurais e associações.
Bolsonaro passará a noite em Sinop e deixa a cidade na manhã de quinta-feira, as 9h, em voo comercial.
– Dorme em Sinop e as 9h da manhã de quinta-feira vai embora;
POLÍTICA
Coronel Fernanda vê perseguição de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro
Parlamentar diz que impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai e cliente representa um precedente grave e cobra manifestação do Congresso
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Para a parlamentar, a medida extrapola os limites jurídicos, viola garantias legais e representa um precedente grave para o exercício da advocacia.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada classificou a decisão como um “absurdo” e argumentou que a restrição não afeta apenas a relação entre pai e filho, mas também impede o contato entre advogado e cliente, já que Flávio integra a defesa do ex-presidente.
“Hoje nós vimos um absurdo acontecer, a proibição do Flávio visitar seu pai. E não é só visitar o pai, é visitar o seu cliente, porque o Flávio, além de filho, ele é advogado do presidente Bolsonaro”, disse.
Coronel Fernanda afirmou que a determinação de Moraes afronta direitos assegurados a qualquer pessoa privada de liberdade. Segundo ela, independentemente da condição do preso, a legislação garante o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com seus advogados.
“Isso nunca aconteceu. Nem o pior bandido deste país já teve seu direito tolhido. O presidente Bolsonaro já está preso, ele tem direito à visita da família e também tem direito à visita do seu advogado”, afirmou.
A deputada também disse que a decisão cria insegurança para toda a advocacia brasileira. Advogada de formação, ela questionou se o Judiciário passará a impedir que profissionais tenham acesso aos próprios clientes.
“É um desrespeito aos advogados. Cadê a prerrogativa nossa de visitar os nossos clientes? Será que nós vamos ser impedidos, como advogados, de falar com o nosso cliente? Isso não podemos admitir”, criticou.
Coronel Fernanda ainda comparou o caso com episódios envolvendo políticos de esquerda e acusou a Justiça de adotar tratamentos distintos conforme o espectro político dos investigados.
“Olha só o PT alguns anos atrás. Quer dizer que para a esquerda pode, para a direita não?”, questionou.
Na avaliação da parlamentar, a decisão tem motivação política e busca enfraquecer o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito deste ano.
“Isso que aconteceu hoje não é uma questão jurídica, é uma questão política. Nós precisamos que o Congresso Nacional se manifeste em relação a isso e que o próprio STF reveja essa decisão. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça contra a democracia que tanto é defendida pelo Alexandre de Moraes”, concluiu.
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