Reação
Coronel Fernanda vê perseguição de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro
Parlamentar diz que impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai e cliente representa um precedente grave e cobra manifestação do Congresso
POLÍTICA
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Para a parlamentar, a medida extrapola os limites jurídicos, viola garantias legais e representa um precedente grave para o exercício da advocacia.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada classificou a decisão como um “absurdo” e argumentou que a restrição não afeta apenas a relação entre pai e filho, mas também impede o contato entre advogado e cliente, já que Flávio integra a defesa do ex-presidente.
“Hoje nós vimos um absurdo acontecer, a proibição do Flávio visitar seu pai. E não é só visitar o pai, é visitar o seu cliente, porque o Flávio, além de filho, ele é advogado do presidente Bolsonaro”, disse.
Coronel Fernanda afirmou que a determinação de Moraes afronta direitos assegurados a qualquer pessoa privada de liberdade. Segundo ela, independentemente da condição do preso, a legislação garante o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com seus advogados.
“Isso nunca aconteceu. Nem o pior bandido deste país já teve seu direito tolhido. O presidente Bolsonaro já está preso, ele tem direito à visita da família e também tem direito à visita do seu advogado”, afirmou.
A deputada também disse que a decisão cria insegurança para toda a advocacia brasileira. Advogada de formação, ela questionou se o Judiciário passará a impedir que profissionais tenham acesso aos próprios clientes.
“É um desrespeito aos advogados. Cadê a prerrogativa nossa de visitar os nossos clientes? Será que nós vamos ser impedidos, como advogados, de falar com o nosso cliente? Isso não podemos admitir”, criticou.
Coronel Fernanda ainda comparou o caso com episódios envolvendo políticos de esquerda e acusou a Justiça de adotar tratamentos distintos conforme o espectro político dos investigados.
“Olha só o PT alguns anos atrás. Quer dizer que para a esquerda pode, para a direita não?”, questionou.
Na avaliação da parlamentar, a decisão tem motivação política e busca enfraquecer o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito deste ano.
“Isso que aconteceu hoje não é uma questão jurídica, é uma questão política. Nós precisamos que o Congresso Nacional se manifeste em relação a isso e que o próprio STF reveja essa decisão. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça contra a democracia que tanto é defendida pelo Alexandre de Moraes”, concluiu.
POLÍTICA
Candidata de Mato Grosso concorre à Presidência do Brasil só com R$ 7,5 mil
A candidata de Mato Grosso à Presidência da República, Clariana Zacarkim Barão (DC), disputa o Palácio do Planalto com uma campanha de caixa enxuto. Até o momento, finalizando a segunda semana de campanha, a candidata conta com R$ 7,5 mil em recursos disponíveis para a campanha, conforme os dados de arrecadação apresentados à Justiça Eleitoral.
O valor coloca Clariana entre as campanhas presidenciais com menor volume de recursos nesta eleição. Do total, R$ 5 mil foram destinados à própria campanha, enquanto outros R$ 2,5 mil foram repassados por Lara de Araújo Amorim.
O cenário diferencia-se quando comparado ao caixa dos candidatos que aparecem na dianteira da disputa. Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, conta com cerca de R$ 42 milhões, enquanto Lula (PT) soma mais de R$ 35,2 milhões em recursos de campanha.
A diferença também é expressiva em relação a outros concorrentes. Romeu Zema (Novo) aparece com R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) tem aproximadamente R$ 1,29 milhão e Ronaldo Caiado (PSD) soma R$ 600 mil. Entre os presidenciáveis listados, também há candidatos que ainda não apresentaram prestação de contas à Justiça Eleitoral, como Pablo Marçal, Rui Costa (PCO) e Samara (UP).
Clariana Barão declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,82 milhão. Com o valor, ela aparece na 8ª posição entre os 11 candidatos que declararam bens
O patrimônio de Clariana está concentrado principalmente em imóveis e um veículo de luxo. Entre os bens registrados estão três casas, avaliadas em R$ 979,5 mil, R$ 107,4 mil e R$ 90,9 mil; um apartamento de R$ 261,7 mil; além de uma fração de terreno avaliada em R$ 5 mil.
A candidata também declarou possuir uma Land Rover Discovery Sport, avaliada em R$ 376 mil. Completa a relação com um depósito em conta corrente de R$ 151,70.
Na comparação com os demais candidatos, Clariana fica atrás de nomes como Pablo Marçal, que declarou R$ 7,4 bilhões; Augusto Cury, com R$ 242,2 milhões; Romeu Zema, com R$ 178,7 milhões; Ronaldo Caiado, com R$ 52,5 milhões; Wilson Grassi, com R$ 50 milhões; Flávio Bolsonaro, com R$ 8,18 milhões; e Luiz Inácio Lula da Silva, com R$ 4,77 milhões.
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