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CASO CAPISTRUM

STJ reafirma competência da Justiça Federal em ação contra Emanuel

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POLÍTICA

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu decisão unânime reafirmando a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal decorrente da Operação Capistrum. Essa operação investiga a suposta participação do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e outros indivíduos em um esquema de desvio de verbas na área da saúde da capital mato-grossense.

A decisão foi tomada durante a sessão virtual encerrada nesta segunda-feira (8). O processo anteriormente tramitava no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O prefeito Emanuel Pinheiro obteve uma decisão favorável do ministro-relator, Ribeiro Dantas, em fevereiro deste ano. Essa decisão determinava a transferência dos autos para a Justiça Federal. O motivo dessa transferência é que os recursos destinados ao “Prêmio Saúde”, alvo da investigação, provêm do Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, o Ministério Público Estadual (MPE) argumentou que não havia informações nos autos sobre a fonte de pagamento do benefício. Além disso, destacou que a verba estava sendo fiscalizada há tempos pelo Tribunal de Contas do Estado, o que, na visão do MPE, não justificava a competência da Justiça Federal no caso.

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Apesar do recurso apresentado pelo MPE, os membros do colegiado seguiram o voto do relator, mantendo a decisão questionada. O andamento processual registra: “Conhecido o recurso de Ministério Público do Estado de Mato Grosso e não-provido, por unanimidade, pela Quinta Turma”.

Na Operação Capistrum, além do prefeito Emanuel Pinheiro, a primeira-dama, Márcia Pinheiro, Antônio Monreal Neto, Ivone de Souza e Ricardo Aparecido Ribeiro foram alvos da investigação. Eles são acusados de integrar um esquema que teria causado prejuízos ao erário na ordem de R$ 16 milhões. Esse esquema envolveu a contratação temporária de servidores da Saúde e o pagamento irregular do “prêmio-saúde”.

Emanuel Pinheiro chegou a ser afastado do cargo em outubro de 2022, mas conseguiu retornar à função logo depois.

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POLÍTICA

Coronel Fernanda vê perseguição de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro

Parlamentar diz que impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai e cliente representa um precedente grave e cobra manifestação do Congresso

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Foto: Assessoria

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Para a parlamentar, a medida extrapola os limites jurídicos, viola garantias legais e representa um precedente grave para o exercício da advocacia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada classificou a decisão como um “absurdo” e argumentou que a restrição não afeta apenas a relação entre pai e filho, mas também impede o contato entre advogado e cliente, já que Flávio integra a defesa do ex-presidente.

“Hoje nós vimos um absurdo acontecer, a proibição do Flávio visitar seu pai. E não é só visitar o pai, é visitar o seu cliente, porque o Flávio, além de filho, ele é advogado do presidente Bolsonaro”, disse.

Coronel Fernanda afirmou que a determinação de Moraes afronta direitos assegurados a qualquer pessoa privada de liberdade. Segundo ela, independentemente da condição do preso, a legislação garante o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com seus advogados.

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“Isso nunca aconteceu. Nem o pior bandido deste país já teve seu direito tolhido. O presidente Bolsonaro já está preso, ele tem direito à visita da família e também tem direito à visita do seu advogado”, afirmou.

A deputada também disse que a decisão cria insegurança para toda a advocacia brasileira. Advogada de formação, ela questionou se o Judiciário passará a impedir que profissionais tenham acesso aos próprios clientes.

“É um desrespeito aos advogados. Cadê a prerrogativa nossa de visitar os nossos clientes? Será que nós vamos ser impedidos, como advogados, de falar com o nosso cliente? Isso não podemos admitir”, criticou.

Coronel Fernanda ainda comparou o caso com episódios envolvendo políticos de esquerda e acusou a Justiça de adotar tratamentos distintos conforme o espectro político dos investigados.

“Olha só o PT alguns anos atrás. Quer dizer que para a esquerda pode, para a direita não?”, questionou.

Na avaliação da parlamentar, a decisão tem motivação política e busca enfraquecer o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito deste ano.

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“Isso que aconteceu hoje não é uma questão jurídica, é uma questão política. Nós precisamos que o Congresso Nacional se manifeste em relação a isso e que o próprio STF reveja essa decisão. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça contra a democracia que tanto é defendida pelo Alexandre de Moraes”, concluiu.

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