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FALTA DE MEDICAMENTOS

Relatório revela problemas na Saúde de Cuiabá após Intervenção

Publicado em

POLÍTICA

A equipe recém-instaurada na gestão da Secretaria de Saúde de Cuiabá enfrenta uma dura realidade, conforme relatório preliminar apresentado nesta segunda-feira (1º). O documento, encaminhado ao prefeito Emanuel Pinheiro, destaca a falta crítica de medicamentos, incluindo itens básicos como dipirona e soro, além de sérios problemas com a escala de médicos. O diagnóstico expõe um cenário preocupante após a retomada da gestão municipal, evidenciando desafios que demandam soluções urgentes.

Equipe municipal revela desafios emergentes após retomada da Saúde de Cuiabá

O relatório, resultante da avaliação da gestão municipal no primeiro dia de retomada, destaca a escassez de medicamentos essenciais, problemas estruturais nas farmácias do município e falhas no sistema de informação da Saúde em Cuiabá. Esses entraves, herdados da intervenção anterior, demandam atenção imediata para garantir a continuidade do atendimento à população.

A entrega formal da Secretaria Municipal de Saúde pela Intervenção Estadual no último domingo (31.12) foi seguida pelo levantamento da equipe designada por Emanuel Pinheiro. O relatório, assinado pelo especialista em saúde Oscarlino Alves e pelo médico Anderson de Souza Ferreira Torres Araújo, aponta para desafios significativos que afetam áreas cruciais da saúde pública em Cuiabá.

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Pontos Críticos Destacados no Relatório:

  1. Medicamentos Essenciais em Falta:
    • O relatório aponta a ausência crítica de medicamentos, incluindo dipirona e soro, comprometendo o atendimento básico à população.
  2. Problemas na Escala de Médicos:
    • A escala de médicos enfrenta desafios, resultando em prejuízos ao tempo de espera dos usuários por atendimento.
  3. Sistema de Informação Inoperante:
    • O sistema de informação mostra-se inoperante nas UPAs e Policlínica do Pedra 90, impactando o fluxo de atendimento e o controle de estoque.
  4. Desafios na Transferência de Pacientes:
    • Pacientes, especialmente na área de psiquiatria, enfrentam dificuldades na transferência para unidades de referência, resultando em internações prolongadas em UPAs.
  5. Escassez de Itens nas Farmácias:
    • Faltam diversos itens nas farmácias, comprometendo o funcionamento regular das unidades e impactando o atendimento aos usuários.

A Prefeitura de Cuiabá, ciente da complexidade da situação, destaca a necessidade de medidas imediatas para enfrentar os desafios identificados e assegurar um serviço de saúde eficiente à população. O prefeito Emanuel Pinheiro reforçou o compromisso de prestar contas à comunidade, buscando soluções que restabeleçam a normalidade no sistema de saúde municipal.

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O que diz a Intervenção?

O Gabinete de Intervenção esclarece que:

– Entregou a Saúde de Cuiabá com todas as unidades abastecidas com medicamentos para os próximos 20 dias. Caso tenha havido maior demanda pontual em alguma unidade por medicamento, o Centro de Distribuição possui estoque suficiente para manutenção dos atendimentos;

– As escalas de médicos completas foram preenchidas para os próximos 15 dias em todas as unidades. No entanto, em caso de falta de profissionais, agora cabe à Prefeitura de Cuiabá a manutenção das mesmas;

– O Gabinete de Intervenção reforça que a situação de como a Saúde foi entregue para a Prefeitura de Cuiabá no dia 31 de dezembro é de conhecimento dos órgãos de controle, como Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Ministério Público.

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POLÍTICA

Coronel Fernanda vê perseguição de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro

Parlamentar diz que impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai e cliente representa um precedente grave e cobra manifestação do Congresso

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Foto: Assessoria

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Para a parlamentar, a medida extrapola os limites jurídicos, viola garantias legais e representa um precedente grave para o exercício da advocacia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada classificou a decisão como um “absurdo” e argumentou que a restrição não afeta apenas a relação entre pai e filho, mas também impede o contato entre advogado e cliente, já que Flávio integra a defesa do ex-presidente.

“Hoje nós vimos um absurdo acontecer, a proibição do Flávio visitar seu pai. E não é só visitar o pai, é visitar o seu cliente, porque o Flávio, além de filho, ele é advogado do presidente Bolsonaro”, disse.

Coronel Fernanda afirmou que a determinação de Moraes afronta direitos assegurados a qualquer pessoa privada de liberdade. Segundo ela, independentemente da condição do preso, a legislação garante o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com seus advogados.

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“Isso nunca aconteceu. Nem o pior bandido deste país já teve seu direito tolhido. O presidente Bolsonaro já está preso, ele tem direito à visita da família e também tem direito à visita do seu advogado”, afirmou.

A deputada também disse que a decisão cria insegurança para toda a advocacia brasileira. Advogada de formação, ela questionou se o Judiciário passará a impedir que profissionais tenham acesso aos próprios clientes.

“É um desrespeito aos advogados. Cadê a prerrogativa nossa de visitar os nossos clientes? Será que nós vamos ser impedidos, como advogados, de falar com o nosso cliente? Isso não podemos admitir”, criticou.

Coronel Fernanda ainda comparou o caso com episódios envolvendo políticos de esquerda e acusou a Justiça de adotar tratamentos distintos conforme o espectro político dos investigados.

“Olha só o PT alguns anos atrás. Quer dizer que para a esquerda pode, para a direita não?”, questionou.

Na avaliação da parlamentar, a decisão tem motivação política e busca enfraquecer o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito deste ano.

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“Isso que aconteceu hoje não é uma questão jurídica, é uma questão política. Nós precisamos que o Congresso Nacional se manifeste em relação a isso e que o próprio STF reveja essa decisão. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça contra a democracia que tanto é defendida pelo Alexandre de Moraes”, concluiu.

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