Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

FLAGRANTE

Bope e Polícia Federal apreendem 483 quilos de cocaína e causam prejuízo de R$ 53 milhões ao crime organizado

Publicado em

GERAL

Foto: Divulgação

Ação integrada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Polícia Federal resultou na apreensão de 483 quilos de substância análoga à cocaína, na noite desta quarta-feira (10.10), na BR-364, em Rondonópolis. Um homem de 70 anos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

A apreensão foi realizada após trabalhos conjuntos de investigação das equipes policiais, que identificaram um grande carregamento de drogas vinda de uma propriedade rural em  Santo Antônio de Leverger.

De acordo com as informações, as drogas estavam dentro de um caminhão e seriam destinadas para a cidade de Rondonópolis.

Diante da situação, as equipes do Bope e da Polícia Federal iniciaram diligências pela rodovia BR-364 e conseguiram abordar um caminhão baú com as características suspeitas. O veículo era conduzido por um homem, que não carregava nada de ilícito com ele.

Já em verificação minuciosa no baú do caminhão, os policiais identificaram fortes odores de produtos químicos e localizaram um fundo falso nas laterais dos compartimentos de carga do veículo.

Leia Também:  TJ-MT aprova inscrições de 11 juízas; veja as favoritas à vaga

Com a retirada do material, os policiais encontraram diversos tabletes de drogas, que totalizaram 483 quilos, causando prejuízo estimado em R$ 53 milhões ao crime organizado.

Em situação de flagrante, o condutor do caminhão recebeu voz de prisão. O caminhão e as drogas apreendidas foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências.

Saiba Mais: Empresário Joao Nassif Massufero Izar ou Joao Nassif Izar

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

Publicados

em

Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

Leia Também:  Dez nomes disputam duas vagas de Mato Grosso no Senado

O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

Leia Também:  Ação policial mira investigados por pedofilia e automutilação na internet

Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA