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Apaga a luz menino

Engenheiro dá dicas pra evitar conta de luz alta nas férias escolares

Publicado em

ECONOMIA

Foto: Energisa-MT

Julho é sinônimo de férias escolares, crianças mais tempo em casa e temperaturas apropriadas para um banho quente. A soma de tudo isso é uma preocupação comum entre a maioria das famílias: a conta de luz no fim mês.

O engenheiro eletricista, Marcos Colussi, explica que pode parecer difícil, mas simples hábitos de consumo eficiente favorecem o uso racional da energia elétrica.

“Essa mudança de comportamento precisa atingir toda a família, desde as crianças até os idosos, que geralmente passam mais tempo em casa”, enfatiza.

A começar pelas crianças, Marcos lista os hábitos que, praticados diariamente, favorecem o desperdício de energia e o aumento na conta.

“Quanto mais tempo a TV, videogame, computador e outros eletrônicos ficarem ligados, mais energia vão gastar. E mesmo quando são deixados em stand by, continuam consumindo energia. O ideal é estabelecer horários para que a garotada não fique o dia todo nos eletrônicos e retira-los da tomada quando não estiver usando”, afirma.

Ainda sobre o uso dos eletrônicos, o engenheiro explica que se ligados em uma mesma tomada por meio de benjamins (ou T’s), pode haver uma sobrecarga nas instalações. Além do aumento da energia, há o risco de um curto circuito e até um incêndio na residência.

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Para os adultos as dicas vão desde o uso racional de equipamentos como máquina de lavar e ferro de passar, até o controle do tempo do banho no chuveiro elétrico.

“É bem comum que com as crianças de férias aumente a quantidade de roupas sujas. Então, junte a maior quantidade possível para usar a máquina em sua potência máxima. Quando você lava de pouquinho em pouquinho, está desperdiçando água e energia”, analisa.

Quanto ao banho, Marcos relembra que o chuveiro elétrico corresponde a 30% do consumo de energia de uma residência. Se cada membro da família não controlar o tempo debaixo da água quentinha, a soma dos kWh desses banhos longos pode causar um susto ao final do mês.

Por fim, o profissional da Energisa faz um apontamento importante: “Cada família tem hábitos particulares e por isso não é ideal comparar a sua conta de energia com a conta do vizinho. O correto é acompanhar o seu próprio histórico de consumo em kWh com outros períodos do ano para que consiga identificar o que tem influenciado no desperdício de energia na sua casa”, orienta.

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Tem mais dicas e orientações sobre a sua conta de energia nas redes sociais e canais de atendimento da Energisa: www.energisa.com.br e aplicativo Energisa On. Acesse!

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ECONOMIA

Conselho eleva de 30% para 32% teor de etanol na gasolina por 180 dias

Publicados

em

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário de 30% para 32% no teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina. Válida por 180 dias, com possibilidade de prorrogação, a medida visa a reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução do colegiado permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano e leva em conta a instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, “marcado pela volatilidade no abastecimento global”.

“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, destacou a pasta em nota.

Estudos

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi respaldada por testes técnicos feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que mostraram a viabilidade da mistura em veículos leves e motocicletas, sem comprometer o desempenho ou o consumo, mesmo em motores não flex.

Enquanto a nova mistura (E32) entra em vigor, o governo prossegue com avaliações para verificar os efeitos de teores ainda mais elevados, como o E35, ou seja, 35% de etanol anidro misturado à gasolina, com foco na “durabilidade dos componentes automotivos e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”.

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Fornecimento

Ainda com foco na regulação estratégica do mercado de combustíveis, o CNPE aprovou outra resolução que atualiza as diretrizes sobre o fornecimento de biodiesel destinado a atender à mistura obrigatória ao óleo diesel B.

Na prática, a medida impõe barreira à importação do produto, embora se aplique exclusivamente à mistura obrigatória ao diesel B. “A comercialização de biodiesel importado permanece permitida para os demais segmentos previstos na regulamentação vigente”, explicou o ministério, em nota.

Pela nova norma, que ainda será publicada, o biodiesel para a mistura ao óleo diesel B deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o ministério, a decisão foi aprovada com base em estudos técnicos que avaliaram os impactos da importação de biodiesel e que indicaram que a capacidade instalada é suficiente para atender à demanda obrigatória, sem risco de desabastecimento.

Fraudes

O CNPE também aprovou, na reunião desta manhã, novas diretrizes para intensificar o combate a fraudes e a adulterações de combustíveis. A nova resolução do conselho, que ainda será publicada, reconhece como de interesse da Política Energética Nacional as ações fiscalizatórias da ANP com foco na proteção dos consumidores, preservação da concorrência e segurança do abastecimento.

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A norma incentiva a atuação coordenada entre instituições como Ministérios Públicos, Procons, polícias, órgãos fazendários e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A resolução também prevê a atualização dos mecanismos de controle e rastreabilidade do setor, como a implementação da escrituração eletrônica certificada para operações comerciais de postos revendedores e o fortalecimento das capacidades laboratoriais da ANP para garantir a conformidade dos produtos comercializados.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, “a resolução do conselho estabelece medidas para fortalecer a fiscalização, ampliar a rastreabilidade e aperfeiçoar o monitoramento do setor”.

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