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Ferrovias

ANTT realiza sessão pública em Cuiabá para tratar do projeto de concessão das ferrovias FICO e FIOL

O empreendimento abrange 34 municípios em três estados brasileiros

Publicado em

ECONOMIA

Foto: Assessoria ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, nesta sexta-feira (14/3), em Cuiabá (MT), a última audiência pública da semana para apresentar e debater com a sociedade o projeto de concessão das ferrovias Integração Centro-Oeste (FICO) e Integração Leste-Oeste (FIOL). O empreendimento ferroviário visa impulsionar o escoamento da produção agrícola da Bahia, Goiás e Mato Grosso em direção ao Porto Sul, na Bahia.

Durante a sessão, a ANTT apresentará detalhes da concessão, que prevê investimentos de R$ 28,7 bilhões e um prazo de operação de 35 anos. “Os investimentos previstos para a concessão das ferrovias FIOL e FICO representam um grande avanço para a infraestrutura de transportes do país, beneficiando diretamente quatro estados brasileiros. Esse corredor ferroviário terá um impacto significativo no escoamento da produção agrícola dessas regiões, proporcionando maior eficiência logística e competitividade no mercado internacional”, ressalta o diretor-geral em exercício da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.

Os encontros anteriores ocorreram em Brasília na segunda-feira (10/3) e em Salvador na quarta-feira (13/3).

 

Investimentos e impactos

O projeto prevê a concessão da infraestrutura ferroviária nos seguintes trechos: FIOL 2, que liga Caetité (BA) a Correntina (BA), com um ramal até Barreiras (BA); FIOL 3, conectando Barreiras (BA) a Mara Rosa (GO), cuja construção ficará a cargo da futura concessionária; e FICO 1, entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT).

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A concessão também poderá incluir o trecho FICO 2, garantindo equilíbrio econômico-financeiro ao contrato. Apenas a construção da FIOL 3 demandará um investimento de aproximadamente R$ 12,3 bilhões, com a criação de 93 mil empregos diretos e indiretos no pico das obras. Na fase de operação, estima-se a geração de até 56 mil postos de trabalho.

Além disso, a operação das ferrovias permitirá uma redução de custos logísticos de cerca de R$ 500 milhões ao ano, beneficiando a exportação de soja, milho, farelo de soja e o transporte de fertilizantes.

 

Consulta pública e participação da sociedade

As audiências públicas são fundamentais para garantir transparência e participação da sociedade na modelagem da concessão ferroviária. “A participação da sociedade é fundamental para que possamos construir um projeto sólido, alinhado às necessidades do setor e ao desenvolvimento econômico do país. As audiências públicas são uma oportunidade para que diferentes segmentos apresentem sugestões e questionamentos, contribuindo diretamente para a modernização da malha ferroviária e a eficiência logística do Brasil”, destaca o superintendente de Concessão da Infraestrutura da ANTT, Marcelo Cardoso da Fonseca.

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Os interessados em participar presencialmente devem comparecer ao local da sessão com 30 minutos de antecedência para credenciamento. Já as contribuições por escrito podem ser enviadas até as 18h de 24 de março pelo Sistema de Participação Pública da ANTT – ParticipANTT, onde também estão disponíveis os documentos do processo.

Serviço:

Cuiabá (MT)

Data: 14 de março (sessão presencial);

Horário: 9h;

Local: Hotel Fazenda Mato Grosso – Sala Martins Pescador – Rua Antônio Dorileo, 1100 – Coxipó;

Capacidade: 300 lugares.

A primeira sessão da AP nº 1/2025 foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da ANTT no YouTube. Assista: https://youtu.be/DHB8xmn8xec

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ECONOMIA

Conselho eleva de 30% para 32% teor de etanol na gasolina por 180 dias

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em

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário de 30% para 32% no teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina. Válida por 180 dias, com possibilidade de prorrogação, a medida visa a reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução do colegiado permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano e leva em conta a instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, “marcado pela volatilidade no abastecimento global”.

“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, destacou a pasta em nota.

Estudos

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi respaldada por testes técnicos feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que mostraram a viabilidade da mistura em veículos leves e motocicletas, sem comprometer o desempenho ou o consumo, mesmo em motores não flex.

Enquanto a nova mistura (E32) entra em vigor, o governo prossegue com avaliações para verificar os efeitos de teores ainda mais elevados, como o E35, ou seja, 35% de etanol anidro misturado à gasolina, com foco na “durabilidade dos componentes automotivos e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”.

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Fornecimento

Ainda com foco na regulação estratégica do mercado de combustíveis, o CNPE aprovou outra resolução que atualiza as diretrizes sobre o fornecimento de biodiesel destinado a atender à mistura obrigatória ao óleo diesel B.

Na prática, a medida impõe barreira à importação do produto, embora se aplique exclusivamente à mistura obrigatória ao diesel B. “A comercialização de biodiesel importado permanece permitida para os demais segmentos previstos na regulamentação vigente”, explicou o ministério, em nota.

Pela nova norma, que ainda será publicada, o biodiesel para a mistura ao óleo diesel B deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o ministério, a decisão foi aprovada com base em estudos técnicos que avaliaram os impactos da importação de biodiesel e que indicaram que a capacidade instalada é suficiente para atender à demanda obrigatória, sem risco de desabastecimento.

Fraudes

O CNPE também aprovou, na reunião desta manhã, novas diretrizes para intensificar o combate a fraudes e a adulterações de combustíveis. A nova resolução do conselho, que ainda será publicada, reconhece como de interesse da Política Energética Nacional as ações fiscalizatórias da ANP com foco na proteção dos consumidores, preservação da concorrência e segurança do abastecimento.

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A norma incentiva a atuação coordenada entre instituições como Ministérios Públicos, Procons, polícias, órgãos fazendários e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A resolução também prevê a atualização dos mecanismos de controle e rastreabilidade do setor, como a implementação da escrituração eletrônica certificada para operações comerciais de postos revendedores e o fortalecimento das capacidades laboratoriais da ANP para garantir a conformidade dos produtos comercializados.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, “a resolução do conselho estabelece medidas para fortalecer a fiscalização, ampliar a rastreabilidade e aperfeiçoar o monitoramento do setor”.

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