Nos próximos dias
SES distribui 96 mil doses de vacina contra a gripe aos municípios
Com a meta de vacinar 1,4 milhão de mato-grossenses em 2025, Estado vai receber do Ministério da Saúde mais 244 mil doses contra a influenza nas próximas semanas
SAÚDE
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu 96 mil doses do imunizante contra a gripe (influenza) do Ministério da Saúde, que serão distribuídas aos 142 municípios a partir desta terça-feira (25.3). O Governo Federal informou a entrega de mais 244 mil doses ao Estado nas próximas semanas, além de outras entregas futuras.
A estratégia do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Em Mato Grosso, a meta é vacinar 1.427.428 pessoas contra a influenza neste ano.
A vacinação contra a gripe tem o objetivo de reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população-alvo para a vacinação em 2025, e pode ajudar a reduzir a sobrecarga dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a vacinação ocorrerá a partir do dia 7 de abril e continuará durante todo o ano de 2025. A vacina integra o Calendário Nacional de Vacinação para as crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses de idade, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
“É claro que nesses meses em que nós temos um aumento de casos, provavelmente, vai haver uma busca maior da população, então vamos enfatizar que as pessoas façam a vacinação neste momento. Mas, a cada novo envio de doses do Ministério da Saúde, nós imediatamente distribuímos aos municípios. E, caso o município ainda tenha um quantitativo em estoque, avaliamos a entrega posterior de novas doses”, explicou.
São considerados grupos prioritários a serem vacinados contra a gripe: trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, pessoas em situação de rua, profissionais das forças de segurança e salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, trabalhadores dos correios, a população carcerária, funcionários do sistema carcerário e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.
A orientação da SES-MT é que a vacinação seja feita tanto em postos fixos quanto volantes, com o intuito de alcançar aqueles que mais precisam ser vacinados. Além disso, os municípios devem ofertar a vacinação em instituições de longa permanência para idosos, centros de convivência de idosos e creches e escolas pré-escolares, entre outros locais.
O Ministério da Saúde sugere a realização do dia “D” de divulgação e mobilização nacional no dia 10 de maio de 2025.
SAÚDE
Amamentação reduz riscos de câncer de mama e ovário, diabetes e doenças cardiovasculares
A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto
Quando um bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele. Mas, enquanto a mãe se adapta a uma nova rotina, enfrenta noites maldormidas, mudanças no corpo e uma série de expectativas, suas próprias necessidades podem acabar em segundo plano. Na amamentação, isso também acontece.
O aleitamento traz benefícios importantes não apenas para o bebê, mas também para a saúde da mulher. A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
No aspecto emocional, o contato pele a pele e a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e a sensação de bem-estar. Com orientação e apoio, a mulher também tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.
Apesar dos benefícios, a amamentação nem sempre acontece de forma simples. A ideia de que deve ser algo natural e instintivo pode fazer com que muitas mulheres escondam suas dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem transformar esse momento em uma experiência difícil.
Nos primeiros dias, alguma sensibilidade nos mamilos pode ser esperada enquanto mãe e bebê se adaptam. Porém, dor intensa, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite estão entre as situações que precisam de atenção.
Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento.
“Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.
O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende principalmente da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.
Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são alguns dos mitos mais comuns.
“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.
A frequência das mamadas também não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam muitas vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno.
Até os seis meses, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários ao bebê, inclusive em dias quentes. A oferta de outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.
Cuidados com a mãe
Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.
Mas, além da assistência técnica, a mãe precisa ser ouvida e acolhida. “Muitas mães se sentem frustradas ou culpadas quando enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não conseguirão amamentar. O apoio da família, do parceiro e da equipe de saúde fortalece a confiança da mulher e contribui para a continuidade do aleitamento”, finaliza Nathália.
É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.
Encontro Agosto Dourado
No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.
Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes.
Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKZd1HU06COMTJJS4jMEOKsew_pYBkKZm_f3XYZJRAnZAtOA/viewform?usp=header
Mais Informações: 3612 8800 opção 2
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