Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SUGERE ESTUDO

Jejum intermitente pode estar associado a maior risco de doença cardíaca

Publicado em

SAÚDE

Renato Pirani Ghilardi/Getty Images/Reprodução

Dentre técnicas de emagrecimento que surgem de tempos em tempos, talvez uma das mais famosas seja a do jejum intermitente: passar longos períodos sem se alimentar.

Adeptos do jejum intermitente, a princípio, podem comer de tudo – desde que se alimentem durante um intervalo de tempo reduzido. Os métodos variam. No chamado ” 5/2″, o indivíduo come por cinco dias e jejua por dois. Já no “16/8”, há uma janela de oito horas em que é permitido bater um rango; no restante do dia, boca fechada.

Algumas pesquisas já mostraram que o jejum intermitente pode até ser benéfico para controlar a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue de pacientes com diabetes. Mas a técnica ainda não é consenso científico, sobretudo em relação aos efeitos de longo prazo.

O que nos leva à uma recente pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, que analisaram a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA, que reúne dados de 20 mil adultos entre 2003 e 2018. Os cientistas estudaram a dieta dos participantes e, depois, cruzaram essas informações com os registros de óbito coletados do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (o CDC).

Leia Também:  Mesmo com efetivo acima da média, MT tem maioria das delegacias da mulher sem atendimento 24h

A equipe descobriu que, apesar do jejum intermitente estar associado com benefícios para a longevidade, aqueles que comiam apenas durante uma janela diária de 8 horas não viveram mais do que os que seguiam um estilo mais tradicional de alimentação, comendo durante um intervalo de 12 a 16 horas.

Não só: eles descobriram que aqueles que seguiam um cronograma de alimentação do tipo 16/8, apresentaram 91% mais chance de morrer de alguma doença cardíaca.

Para um dos líderes do estudo, Wenze Zhong, apesar do resultado, o estudo não é necessariamente uma prova de que a restrição de alimentação causou as mortes. Como as dietas dos pacientes eram autodeclaradas (ou seja, nenhum cientista pôde ir lá e conferir que os voluntários se alimentavam de fato da forma que descreveram), as informações podem ter algum nível de imprecisão.

Vários outros motivos precisam ser considerados para essa avaliação, como quais as condições de saúde das pessoas, os tipos de jejum intermitente que adotaram, ou até mesmo algum tipo de restrição no acesso aos alimentos.

Leia Também:  MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

Além disso, outro fator importante para a análise é o hábito alimentar e o estilo de vida de cada indivíduo. Cada vez mais pesquisas mostram que o consumo de alimentos ultraprocessados são prejudiciais à saúde, e que podem influenciar no resultado nesse tipo de estudo.

Ainda faltam mais estudos sobre os possíveis benefícios e malefícios do jejum intermitente. Então fica a dica: se você estiver pensando em adotar essa técnica (ou qualquer outro método de emagrecimento), fale com um nutricionista e mantenha acompanhamento médico. O seu corpo agradece.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

Amamentação reduz riscos de câncer de mama e ovário, diabetes e doenças cardiovasculares

A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto

Publicados

em

Foto: Divulgação

Quando um bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele. Mas, enquanto a mãe se adapta a uma nova rotina, enfrenta noites maldormidas, mudanças no corpo e uma série de expectativas, suas próprias necessidades podem acabar em segundo plano. Na amamentação, isso também acontece.

O aleitamento traz benefícios importantes não apenas para o bebê, mas também para a saúde da mulher. A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

No aspecto emocional, o contato pele a pele e a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e a sensação de bem-estar. Com orientação e apoio, a mulher também tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.

Apesar dos benefícios, a amamentação nem sempre acontece de forma simples. A ideia de que deve ser algo natural e instintivo pode fazer com que muitas mulheres escondam suas dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem transformar esse momento em uma experiência difícil.

Nos primeiros dias, alguma sensibilidade nos mamilos pode ser esperada enquanto mãe e bebê se adaptam. Porém, dor intensa, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite estão entre as situações que precisam de atenção.

Leia Também:  MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento.

“Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.

O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende principalmente da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.

Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são alguns dos mitos mais comuns.

“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.

A frequência das mamadas também não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam muitas vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno.

Até os seis meses, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários ao bebê, inclusive em dias quentes. A oferta de outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.

Leia Também:  Mesmo com efetivo acima da média, MT tem maioria das delegacias da mulher sem atendimento 24h

 

Cuidados com a mãe

Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.

Mas, além da assistência técnica, a mãe precisa ser ouvida e acolhida. “Muitas mães se sentem frustradas ou culpadas quando enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não conseguirão amamentar. O apoio da família, do parceiro e da equipe de saúde fortalece a confiança da mulher e contribui para a continuidade do aleitamento”, finaliza Nathália.

É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.

 

Encontro Agosto Dourado

No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes.

Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKZd1HU06COMTJJS4jMEOKsew_pYBkKZm_f3XYZJRAnZAtOA/viewform?usp=header

Mais Informações: 3612 8800 opção 2

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA