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ELEIÇÕES 2024

Domingos Kennedy propõe a criação da Controladoria do Prefeito para acompanhar contratos e serviços públicos em Cuiabá

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POLÍTICA

Com o objetivo de levar sua experiência de gestão empresarial para a prefeitura de Cuiabá, o candidato a prefeito Domingos Kennedy (MDB) vai criar a Controladoria do Prefeito. O departamento terá como função analisar os contratos e serviços públicos realizados pela gestão municipal e verificar o cumprimento dos contratos feitos com a prefeitura.

“Essa Controladoria será composta por um contador/auditor, um economista, um engenheiro especialista e diversos outros profissionais técnicos. Eles irão trabalhar diretamente comigo. Se for verificado que há alguma coisa errada, nós iremos determinar uma análise para verificar o problema. Por exemplo: ‘o asfalto está perfeito? Quantos centímetros tem esse asfalto? Está sendo feito como precificado e especificado na licitação?’, se não estiver correto, vai ter que fazer de novo e honrar o contrato”, explicou Domingos Kennedy em entrevista concedida ao site Veja Bem MT.

Muito além de dar um bom serviço à população de Cuiabá, Kennedy afirma que isso trará transparência à gestão municipal, afinal, os cuiabanos poderão acompanhar como os serviços estão sendo prestados e de que forma eles serão analisados pelo prefeito.

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Um outro exemplo citado por Kennedy são os serviços de recapeamento de asfalto feito pela Águas Cuiabá. Embora a concessionária esteja cumprindo o contrato quanto aos serviços de saneamento básico e de distribuição de água, uma reclamação recorrente da população são os buracos deixados pela empresa nos bairros da cidade.

O candidato explica que, a Controladoria do Prefeito irá trabalhar junto à Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Arsec) para fazer com que a concessionária cumpra as cláusulas contratuais.

“Se não fizer um trabalho de qualidade, se rasgar o asfalto e não fizer um produto ali de qualidade, vai ser multada. Se ela cortou, rasgou, a obrigação é fazer um asfalto de qualidade ali. Eu vou determinar que a Arsec fiscalize os serviços e exija o cumprimento correto do contrato”, disse Domingos Kennedy.

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POLÍTICA

Coronel Fernanda vê perseguição de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro

Parlamentar diz que impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai e cliente representa um precedente grave e cobra manifestação do Congresso

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Foto: Assessoria

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Para a parlamentar, a medida extrapola os limites jurídicos, viola garantias legais e representa um precedente grave para o exercício da advocacia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada classificou a decisão como um “absurdo” e argumentou que a restrição não afeta apenas a relação entre pai e filho, mas também impede o contato entre advogado e cliente, já que Flávio integra a defesa do ex-presidente.

“Hoje nós vimos um absurdo acontecer, a proibição do Flávio visitar seu pai. E não é só visitar o pai, é visitar o seu cliente, porque o Flávio, além de filho, ele é advogado do presidente Bolsonaro”, disse.

Coronel Fernanda afirmou que a determinação de Moraes afronta direitos assegurados a qualquer pessoa privada de liberdade. Segundo ela, independentemente da condição do preso, a legislação garante o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com seus advogados.

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“Isso nunca aconteceu. Nem o pior bandido deste país já teve seu direito tolhido. O presidente Bolsonaro já está preso, ele tem direito à visita da família e também tem direito à visita do seu advogado”, afirmou.

A deputada também disse que a decisão cria insegurança para toda a advocacia brasileira. Advogada de formação, ela questionou se o Judiciário passará a impedir que profissionais tenham acesso aos próprios clientes.

“É um desrespeito aos advogados. Cadê a prerrogativa nossa de visitar os nossos clientes? Será que nós vamos ser impedidos, como advogados, de falar com o nosso cliente? Isso não podemos admitir”, criticou.

Coronel Fernanda ainda comparou o caso com episódios envolvendo políticos de esquerda e acusou a Justiça de adotar tratamentos distintos conforme o espectro político dos investigados.

“Olha só o PT alguns anos atrás. Quer dizer que para a esquerda pode, para a direita não?”, questionou.

Na avaliação da parlamentar, a decisão tem motivação política e busca enfraquecer o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito deste ano.

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“Isso que aconteceu hoje não é uma questão jurídica, é uma questão política. Nós precisamos que o Congresso Nacional se manifeste em relação a isso e que o próprio STF reveja essa decisão. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça contra a democracia que tanto é defendida pelo Alexandre de Moraes”, concluiu.

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