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POLÍCIA

Criminoso que abusou sexualmente de menina de 11 anos que voltava da escola em Cuiabá é preso pela PC

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GERAL

Foto: Divulgação

Um homem que abusou sexualmente de uma menina de 11 anos teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (1), em trabalho realizado pelos policiais da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

O investigado de 33 anos teve o mandado de prisão decretado pela Núcleo de Inquérito Policiais (Nipo) da Capital, pelo crime de estupro de vulnerável, com base nas investigações conduzidas pela especializada da Polícia Civil.

O crime ocorreu no mês de novembro de 2023, quando a vítima retornava da escola e foi abordada pelo investigado, que mora a uma quadra de distância da sua residência. Na ocasião, ele abraçou a menor e a levou para dentro de sua residência, onde praticou os abusos, passando as mãos pelo corpo da vítima.

Após o fato, ele falou para a vítima não contar para ninguém sobre o ocorrido e voltar à casa dele mais tarde. O abuso foi descoberto, após uma professora notar o comportamento estranho da menor e perguntar o que havia ocorrido. A vítima contou sobre o abuso e disse que temia que a mãe perdesse a sua guarda, caso descobrissem o ocorrido.

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Assim que o fato foi comunicado à Polícia, os policiais da Deddica iniciaram as investigações, conseguindo identificar o suspeito, sendo representado pela sua prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça e cumprida na manhã desta segunda-feira.

Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi encaminhado à Deddica para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

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GERAL

MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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