Imunização completa
SES alerta municípios para baixa aplicação da segunda dose da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes
GERAL
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta a população e as gestões municipais sobre a baixa adesão da vacinação contra a dengue no público-alvo, de adolescentes de 10 a 14 anos, da campanha de 2024. Segundo dados do Ministério da Saúde, 8% desses jovens completaram o esquema vacinal com a segunda dose no estado.
Até o momento, foram aplicadas 16.938 da primeira e apenas 1.624 da segunda dose em Mato Grosso. Vale ressaltar que a responsabilidade pela aplicação das vacinas é das gestões municipais.
Conforme estabelecido pelo próprio Ministério da Saúde, a distribuição das vacinas é realizada exclusivamente para três Regiões de Saúde de Mato Grosso – Baixada Cuiabana, Tangará da Serra e Sinop -, devido à quantidade de doses enviadas pelo Governo Federal, que totalizaram 45.736 doses para Mato Grosso.
O secretário Juliano Melo reforça que pais e responsáveis devem levar os menores para vacinar. “Precisamos aumentar a adesão do público alvo, os adolescentes, que frequentemente não acessam os serviços de saúde de forma regular e tem o maior número de hospitalizações por dengue”, acrescenta.
A secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde, Alessandra Moraes, aponta que a baixa adesão também pode ser influenciada pela falta de campanhas de conscientização, acessibilidade e confiança nas vacinas. “Estamos implementando capacitações e assessorias para municípios com menores taxas de vacinação, visando garantir a imunização completa dessa população”, explica.
O esquema vacinal contra a dengue requer um intervalo de três meses entre as duas doses e a população deve estar atenta à caderneta de vacinação. A vacinação é essencial, especialmente em um ano com aumento global dos casos de dengue.
Além da vacinação, é importante manter ações preventivas contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A população deve eliminar criadouros, vedar reservatórios de água e usar telas em janelas e portas. “A vacina é uma ferramenta extremamente importante, sobretudo para o público alvo dos adolescentes, mas o combate ao mosquito ainda é a principal estratégia para conter a disseminação da doença entre a população geral”, alerta Alessandra.
Programa Imuniza Mais MT
O programa Imuniza Mais MT foi lançado pelo Governo do Estado em 2021 e tem o objetivo de aumentar a cobertura vacinal em Mato Grosso, com um investimento de R$ 65 milhões em premiações, infraestrutura e capacitações.
“Municípios com melhor desempenho na vacinação recebem incentivos financeiros e estamos investindo na estrutura da Rede Frio da SES para garantir a eficácia da imunização”, conclui o secretário Juliano Melo.
GERAL
MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial
Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.
O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.
Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.
No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².
Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.
Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.
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