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MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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GERAL

Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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Dez nomes disputam duas vagas de Mato Grosso no Senado

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Foto: Divulgação

Mato Grosso terá uma das disputas mais movimentadas pelo Senado nas eleições de 2026. Com o encerramento das convenções partidárias, 10 candidatos foram confirmados para concorrer às duas vagas que estarão em disputa no Estado.

Entre os candidatos estão ex-governadores, senador, deputado federal, deputada estadual, ex-senador e nomes que buscam espaço na política estadual.

Confira quem são os candidatos e os respectivos suplentes:

Janaina Riva (MDB)

Deputada estadual e uma das principais lideranças do MDB em Mato Grosso, Janaina Riva chega à disputa pelo Senado com forte inserção política no Estado. Filha do ex-deputado José Riva, ela construiu sua trajetória na Assembleia Legislativa, onde exerce atualmente o mandato. Janaina terá como primeira suplente Ana Cristina Feldner, também do MDB, e como segundo suplente Ibrahim Zaher, do mesmo partido.

Mauro Mendes (União Brasil)

Ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes deixou o comando do Estado neste ano após dois mandatos e decidiu disputar uma das duas cadeiras de Mato Grosso no Senado. O ex-governador entra na corrida com uma estrutura política construída durante os oito anos à frente do Palácio Paiaguás e com apoio de partidos que integram seu grupo político

O primeiro suplente será Cidinho Santos. A segunda suplência será indicada pelo Podemos.

José Medeiros (PL)

Deputado federal e uma das principais lideranças do bolsonarismo em Mato Grosso, José Medeiros disputa novamente uma vaga no Senado. Medeiros já foi senador por Mato Grosso e busca retornar à Casa onde exerceu mandato entre 2015 e 2019. Sua candidatura está inserida no campo da direita e conta com o apoio do PL.

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Os suplentes são Odílio Balbinotti Filho, na primeira suplência, e Ederson Dal Molin, o Xuxu Dal Molin, na segunda.

Carlos Fávaro (PSD)

Atual senador por Mato Grosso, Carlos Fávaro tenta permanecer no Congresso por mais oito anos.

Ex-vice-governador do Estado, Fávaro chegou ao Senado em 2020, após vencer a eleição suplementar realizada para preencher a vaga deixada por Selma Arruda.

No governo Luiz Inácio Lula da Silva, também ocupou o cargo de ministro da Agricultura e Pecuária.

A chapa terá Alexandre Schenkel como primeiro suplente e Carmen Silvia Campos Machado como segunda suplente.

Antônio Galvan (Avante)

Ex-presidente da Aprosoja Brasil e liderança ligada ao setor produtivo, Antônio Galvan disputa novamente uma vaga no Senado. Conhecido pela atuação no agronegócio e por seu posicionamento político de direita, Galvan já participou de disputas eleitorais anteriores e retorna à corrida majoritária em 2026.

Sua primeira suplente será Aline Franciele de Rezende Duarte, enquanto Saulo Breda Gizelini ocupará a segunda suplência.

Pedro Taques (PSB)

Ex-governador de Mato Grosso e ex-senador, Pedro Taques retorna ao cenário eleitoral em 2026 para disputar novamente uma cadeira no Senado. Taques foi senador pelo Estado entre 2011 e 2014 e, posteriormente, governador de Mato Grosso entre 2015 e 2018. Na chapa, terá Carlos Ernesto Augustin como primeiro suplente e Guelda Cristina de Oliveira Andrade como segunda suplente.

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Coronel Darwin (Democrata)

Darwin Salgado Germano, conhecido como Coronel Darwin, também está na disputa pelo Senado. A chapa conta com Celio Selestrino dos Santos como primeiro suplente e Sargento Leopoldo como segundo suplente.

Nelson Carlos Ferreira Júnior (AGIR)
Nelson Carlos Ferreira Júnior é o segundo nome do AGIR na disputa pelo Senado. Até o momento, os nomes dos suplentes da candidatura não foram informados.

Beny Godoy (AGIR)

O AGIR também lançou Beny Godoy para disputar uma das duas vagas ao Senado. Assim como na candidatura de Nelson Carlos Ferreira Júnior, os nomes dos suplentes ainda não foram informados.

Margareth Buzetti (PP)

Ex-senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti tenta conquistar um novo mandato no Senado. Empresária e política, Buzetti assumiu a cadeira após a saída de Wellington Fagundes para disputar o governo do Estado e posteriormente consolidou sua atuação no Congresso.

A chapa tem como primeira suplente a coronel da Polícia Militar Grasielle Paes Silva Bugalho, filiada ao Progressistas e ex-secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O segundo suplente será Paulo Lucion, produtor rural e filiado ao Podemos.

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