Lei do minuto
MPF abre procedimento para fiscalizar atendimento a vítimas de violência sexual em MT
GERAL
O Ministério Público Federal iniciou um procedimento administrativo para verificar se unidades de saúde em Mato Grosso estão cumprindo a Lei nº 12.845/2013, conhecida como Lei do Minuto Seguinte, que garante assistência imediata a vítimas de violência sexual. A medida foi formalizada no dia 23 de março por meio de portaria assinada pela procuradora da República Denise Nunes Rocha Müller Slhessarenko.
A legislação federal determina que hospitais ofereçam atendimento emergencial, gratuito e completo, incluindo suporte médico, psicológico e medidas para prevenção de agravos. O serviço deve ser prestado de forma sigilosa e não depende da apresentação de boletim de ocorrência para ser iniciado.
Ao justificar a abertura do procedimento, o MPF apontou falhas na estrutura de fiscalização e acompanhamento da política pública no estado. Segundo o órgão, os dados disponíveis até o momento não comprovam a existência de diretrizes estaduais consolidadas nem de mecanismos eficazes que assegurem a aplicação uniforme da lei em todas as regiões.
Na portaria, o Ministério Público destaca que a norma federal garante o atendimento obrigatório e integral às vítimas, reforçando a necessidade de atuação coordenada do poder público para assegurar esse direito.
O órgão também mencionou a Lei Estadual nº 11.202/2020, que obriga unidades do Sistema Único de Saúde em Mato Grosso a divulgarem, por meio de cartazes, informações sobre os direitos assegurados às vítimas de violência sexual.
Com a investigação em andamento, o MPF deve acompanhar de forma contínua as providências adotadas pelos gestores públicos para garantir que o atendimento previsto na legislação seja efetivamente disponibilizado à população.
GERAL
Alvo de operação da PF, Grupo Piccini nega participação em fundos
O Grupo Piccini afirmou que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às suas empresas possui participação nos fundos de investimento citados na Operação Heritage, da Polícia Federal. O posicionamento foi divulgado após o empresário Jovi Piccini ser alvo da investigação. Ele e empresas ligadas ao seu grupo tiveram os bens bloqueados.
A operação apura suspeitas envolvendo a destinação de recursos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca identificar o caminho percorrido por parte do dinheiro por meio de fundos de investimento e seus possíveis beneficiários.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que as empresas do grupo foram “identificadas como responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação”.
Em nota, o Grupo Piccini procurou separar os fatos investigados pela PF das atividades empresariais desenvolvidas pelas companhias da família.
“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo”, afirmou.
O grupo ressaltou ainda que a investigação não envolve indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini. Segundo o comunicado, cada companhia possui estrutura, operação e responsabilidades próprias.
A nota também faz uma negativa direta sobre eventual participação nos fundos mencionados na investigação.
“Decorrer do processo legal”
“O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações”, afirmou.
Apesar da negativa, o grupo não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a incluir Jovi Piccini entre os alvos de bloqueio de bens.
Segundo o comunicado, os esclarecimentos específicos relacionados à investigação serão apresentados no decorrer do processo legal, “pelos meios adequados”, com transparência e respeito às autoridades.
O Grupo Piccini afirmou ainda que adotará as medidas ao seu alcance para colaborar com as apurações e contribuir para que os fatos sejam esclarecidos “o mais breve possível”.
As empresas, conforme a nota, continuam funcionando normalmente e mantendo seus compromissos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. O grupo afirma atuar há mais de 40 anos e diz que seguirá dedicado às suas atividades no agronegócio brasileiro.
Confira a nota do grupo:
“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo.
O Grupo ressalta ainda que a investigação não alcança indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini, que possuem estruturas, operações e responsabilidades próprias.
Todas as atividades empresariais seguem normalmente, assim como os compromissos assumidos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.
Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações.
A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.”
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