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Remineralizador

Rocha extraída em MT vira insumo para nutrir lavouras de soja, milho e algodão

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GERAL

Foto: Divulgação

Mato Grosso terá, a partir de setembro, uma nova produção de remineralizador de solo feito com rochas extraídas no próprio estado. Uma mineradora vai iniciar em Juara a primeira fase industrial de moagem do material, com investimento estimado entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões e capacidade inicial de 100 mil toneladas por ano.

A operação tem como proposta reduzir um dos principais custos associados ao uso do pó de rocha nas lavouras: o transporte. Atualmente, produtores mato-grossenses que utilizam determinados insumos minerais recorrem também a fornecedores de outros estados, como Goiás e Minas Gerais.

Segundo informações divulgadas pela mineradora Maripá, a localização das jazidas e da planta industrial em Mato Grosso permitirá atender produtores de polos agrícolas do estado com menores distâncias de transporte. A empresa informa ainda que a capacidade prevista para o primeiro ano já está comprometida pela demanda de produtores da região.

A projeção de faturamento da operação é de R$ 100 milhões.

Rochas viram nutrientes para lavouras

O remineralizador será produzido a partir da combinação de duas rochas encontradas na região: diorito de potássio e gabro norito. A composição reúne minerais como potássio, cálcio, magnésio e silício.

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A aplicação é recomendada antes do plantio da soja e pode beneficiar culturas subsequentes, como milho e algodão. O produto também é destinado a lavouras de arroz, cana-de-açúcar e áreas de pastagem.

No sistema de plantio direto, o remineralizador pode ser utilizado em conjunto com plantas de cobertura, como as braquiárias, auxiliando na ciclagem e na disponibilização gradual de potássio para as plantas.

Os valores projetados para o produto variam de R$ 170 a R$ 300 por tonelada.

Produção pode chegar a 600 mil toneladas

No primeiro ano, a planta terá capacidade para processar 100 mil toneladas. O plano de expansão prevê elevar a produção para 300 mil toneladas anuais nos próximos três anos. A partir do quinto ano, a previsão é atingir 600 mil toneladas por ano.

O projeto prevê investimento direto entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões e deve ampliar a movimentação econômica e a arrecadação gerada pela atividade mineral em Juara.

A proposta da empresa é aproximar a produção do insumo das regiões agrícolas de Mato Grosso e diminuir a dependência de produtos transportados de outros estados, reduzindo principalmente os custos logísticos.

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Alvo de operação da PF, Grupo Piccini nega participação em fundos

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O Grupo Piccini afirmou que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às suas empresas possui participação nos fundos de investimento citados na Operação Heritage, da Polícia Federal. O posicionamento foi divulgado após o empresário Jovi Piccini ser alvo da investigação. Ele e empresas ligadas ao seu grupo tiveram os bens bloqueados.

A operação apura suspeitas envolvendo a destinação de recursos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca identificar o caminho percorrido por parte do dinheiro por meio de fundos de investimento e seus possíveis beneficiários.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que as empresas do grupo foram “identificadas como responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação”.

Em nota, o Grupo Piccini procurou separar os fatos investigados pela PF das atividades empresariais desenvolvidas pelas companhias da família.

“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo”, afirmou.

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O grupo ressaltou ainda que a investigação não envolve indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini. Segundo o comunicado, cada companhia possui estrutura, operação e responsabilidades próprias.

A nota também faz uma negativa direta sobre eventual participação nos fundos mencionados na investigação.

“Decorrer do processo legal”

“O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações”, afirmou.

Apesar da negativa, o grupo não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a incluir Jovi Piccini entre os alvos de bloqueio de bens.

Segundo o comunicado, os esclarecimentos específicos relacionados à investigação serão apresentados no decorrer do processo legal, “pelos meios adequados”, com transparência e respeito às autoridades.

O Grupo Piccini afirmou ainda que adotará as medidas ao seu alcance para colaborar com as apurações e contribuir para que os fatos sejam esclarecidos “o mais breve possível”.

As empresas, conforme a nota, continuam funcionando normalmente e mantendo seus compromissos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. O grupo afirma atuar há mais de 40 anos e diz que seguirá dedicado às suas atividades no agronegócio brasileiro.

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Confira a nota do grupo:

“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo.

O Grupo ressalta ainda que a investigação não alcança indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini, que possuem estruturas, operações e responsabilidades próprias.

Todas as atividades empresariais seguem normalmente, assim como os compromissos assumidos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.

Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações.

A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.”

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