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Desenvolvimento infantil

Atraso de fala e hiperfoco nem sempre significam transtorno

Especialistas da Unimed explicam os marcos esperados para o desenvolvimento da linguagem e como diferenciar interesse intenso de uma simples concentração

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SAÚDE

Foto: Fernando Rodrigues

Características como atraso de fala e hiperfoco são frequentemente associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, a presença desses comportamentos, isoladamente, não significa que a criança tenha algum transtorno. Observar o conjunto de sinais e o desenvolvimento individual é fundamental para saber quando buscar ajuda especializada.

O desenvolvimento da linguagem acontece gradualmente e cada criança possui seu próprio ritmo. Ainda assim, existem marcos que ajudam a acompanhar esse processo.

Até os 6 meses, é esperado que o bebê reaja aos sons, sorria socialmente, vocalize e balbucie. Entre 9 e 12 meses, deve começar a compreender palavras simples, responder ao próprio nome, utilizar gestos e falar as primeiras palavras com significado. Entre 18 e 24 meses, o vocabulário tende a crescer e surgem frases de duas palavras. Aos 3 anos, espera-se que a criança forme frases mais completas e seja compreendida pela maior parte das pessoas.

“É importante lembrar que não observamos apenas a fala, mas também a compreensão da linguagem, o uso de gestos, o contato visual, a intenção de se comunicar e a interação social”, explica a fonoaudióloga da Clínica Multidisciplinar da Unimed Cuiabá, Rosana Mara C. Costa Amorim.

A especialista ressalta que nem toda criança que demora a falar apresenta um transtorno. Em alguns casos, pode haver apenas um atraso isolado, que evolui bem com estímulos adequados.

Por outro lado, sinais como dificuldade para compreender comandos simples, pouca interação social, ausência de gestos comunicativos, dificuldade para brincar de faz de conta, pouco contato visual ou perda de habilidades já adquiridas indicam a necessidade de avaliação especializada.

Entre os fatores que podem estar relacionados ao atraso de fala estão alterações auditivas, transtornos específicos do desenvolvimento da linguagem, atraso global do desenvolvimento, alterações neurológicas, dificuldades motoras orais, prematuridade e pouca estimulação do ambiente.

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O excesso de telas também merece atenção. Segundo Rosana, a criança desenvolve a linguagem principalmente por meio da interação com outras pessoas, durante conversas, brincadeiras, leitura, músicas e experiências compartilhadas. Quando esse contato é substituído por longos períodos diante de celulares, tablets ou televisão, podem ser reduzidas as oportunidades de desenvolver vocabulário, compreensão e habilidades sociais.

Outro comportamento que ganhou popularidade, principalmente nas redes sociais, é o chamado “hiperfoco”. A psicóloga e responsável técnica da Clínica Multidisciplinar, Priscila Aguilera, explica que o termo muitas vezes é utilizado de maneira ampla para descrever qualquer grande interesse. Na prática clínica, porém, é comum utilizar expressões como “interesses restritos” ou “interesses intensos”.

A diferença está na intensidade e na flexibilidade. Enquanto uma pessoa pode se concentrar em um assunto e mudar de atividade quando necessário, nos interesses intensos a dedicação pode ser profunda e difícil de interromper.

“Quando uma pessoa se concentra em algo comum, ela mantém certa flexibilidade mental. Já nos interesses restritos, a entrega é profunda e inflexível. A pessoa fica tão imersa naquele tema que se desliga do ambiente, podendo não responder a chamados ou esquecer de comer”, explica.

Embora sejam frequentes em pessoas neurodivergentes, interesses intensos não são exclusivos do autismo ou do TDAH. O que merece atenção é o impacto desse comportamento na rotina, no autocuidado, nos relacionamentos, nos estudos ou no trabalho.

O interesse também pode ser utilizado de forma positiva. Na infância, temas preferidos, como dinossauros, carros ou personagens, podem ser incorporados às atividades escolares e terapêuticas para estimular a aprendizagem. Na vida adulta, o conhecimento aprofundado sobre determinado assunto pode contribuir para o desenvolvimento profissional.

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Para facilitar a transição entre atividades, Priscila recomenda oferecer previsibilidade e evitar interrupções bruscas. Avisar com antecedência que a atividade está chegando ao fim, fazer transições gradativas e respeitar o encerramento de uma etapa podem reduzir o desconforto.

“Quando o tema de interesse é bem aproveitado, ele se torna uma potente ferramenta de desenvolvimento”, afirma.

Mais importante do que identificar uma característica isolada é observar como ela se manifesta, quais impactos provoca e se existem outros sinais associados. Em caso de dúvidas sobre o desenvolvimento da criança, a orientação é buscar avaliação de profissionais especializados, evitando diagnósticos baseados apenas em comportamentos observados no dia a dia ou em conteúdos das redes sociais.

 

Clínicas Multidisciplinares Unimed Cuiabá

É o núcleo da Unimed Cuiabá responsável pela oferta de terapias especiais, referência em Mato Grosso. Nos locais são ofertados tratamentos a todos os níveis de transtornos do neurodesenvolvimento.

Agendamento: O atendimento é realizado somente mediante agendamento prévio que pode ser realizado  AQUI ou pela Central de Agendamento 3319 3500.

 

Clínica I (Jd Cuiabá)

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 19h

Endereço: Rua das Camélias, nº288 lote 10, 11 e 12 – Jardim Cuiabá, Cuiabá/MT

Telefone: (65) 3612-8800/ (65) 98147-0036

 

Clínica II (Porto)

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 19h e aos sábados das 8h às 12h

Endereço: Rua Cel. Benedito Leite, nº339 – Centro Sul, Cuiabá/MT

Telefone: (65) 3612-8800/ (65) 98126-0329

 

Clínica III (Coxipó)

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 19h

Endereço: Av. Fernando Correa da Costa, Coxipó – Cuiabá/MT

Telefone: (65) 3612-8800/ (65) 98401-3759.

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SAÚDE

Amamentação reduz riscos de câncer de mama e ovário, diabetes e doenças cardiovasculares

A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto

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Foto: Divulgação

Quando um bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele. Mas, enquanto a mãe se adapta a uma nova rotina, enfrenta noites maldormidas, mudanças no corpo e uma série de expectativas, suas próprias necessidades podem acabar em segundo plano. Na amamentação, isso também acontece.

O aleitamento traz benefícios importantes não apenas para o bebê, mas também para a saúde da mulher. A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

No aspecto emocional, o contato pele a pele e a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e a sensação de bem-estar. Com orientação e apoio, a mulher também tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.

Apesar dos benefícios, a amamentação nem sempre acontece de forma simples. A ideia de que deve ser algo natural e instintivo pode fazer com que muitas mulheres escondam suas dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem transformar esse momento em uma experiência difícil.

Nos primeiros dias, alguma sensibilidade nos mamilos pode ser esperada enquanto mãe e bebê se adaptam. Porém, dor intensa, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite estão entre as situações que precisam de atenção.

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Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento.

“Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.

O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende principalmente da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.

Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são alguns dos mitos mais comuns.

“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.

A frequência das mamadas também não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam muitas vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno.

Até os seis meses, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários ao bebê, inclusive em dias quentes. A oferta de outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.

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Cuidados com a mãe

Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.

Mas, além da assistência técnica, a mãe precisa ser ouvida e acolhida. “Muitas mães se sentem frustradas ou culpadas quando enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não conseguirão amamentar. O apoio da família, do parceiro e da equipe de saúde fortalece a confiança da mulher e contribui para a continuidade do aleitamento”, finaliza Nathália.

É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.

 

Encontro Agosto Dourado

No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes.

Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKZd1HU06COMTJJS4jMEOKsew_pYBkKZm_f3XYZJRAnZAtOA/viewform?usp=header

Mais Informações: 3612 8800 opção 2

 

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