Feminicídio
Delegado: vítima sofria violência constante e nunca denunciou
GERAL
O delegado Uendel Jesus, responsável pelas investigações do feminicídio de Sirley Pereira Gomes, de 42 anos, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá), afirmou que a vítima sofria agressões frequentes do marido, Diogo Tavares, de 42. Ele segue foragido.
O crime ocorreu neste domingo (9) na Fazenda Lagoa Serena, na região rural conhecida como Gleba Cambará.
De acordo com o delegado, o filho mais velho do casal, de 17 anos, foi quem relatou a violência doméstica aos policiais após o crime. Ele ainda afirmou que o pai possuía diversas armas de fogo dentro de casa.
“Segundo informações fornecidas pelo filho, já existia um histórico de violência doméstica entre o casal, contudo, a vítima nunca noticiou qualquer dessas violências ocorridas preteritamente às autoridades”, afirmou.
Após o crime, os policiais militares encontraram três das quatro armas de Diogo: uma garrucha, uma carabina e uma espingarda. A quarta, que seria um revólver calibre .22, não foi localizada.
Reprodução
Diogo Tavares é procurado por cometer feminicidio contra a esposa em Vila Bela da Santíssima Trindade
O delegado afirmou que Diogo fugiu em um Fiat Palio, provavelmente levando a arma que não foi encontrada.
A Polícia Civil faz buscas pelo suspeito e tem como possíveis rotas de fuga os municípios de Conquista D’Oeste e Nova Lacerda, além da Estrada do Sararé, com possível destino à região de garimpo.
O crime
Sirley e Diogo estavam ingerindo bebida alcoólica quando começaram a discutir. Durante a briga, a mulher tentou fugir em direção à casa de uma vizinha e se esconder em um cômodo.
Diogo a perseguiu e efetuou diversos disparos contra Sirley, causando a sua morte no local.
Os dois filhos mais novos do casal, de 14 e 10 anos, presenciaram o crime. O filho mais velho, de 17 anos, não estava na residência no momento dos disparos e chegou posteriormente.
A Polícia Civil e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) foram acionadas para os procedimentos cabíveis. O Conselho Tutelar também foi chamado para acompanhar os três filhos e adotar as medidas de proteção necessárias.
Denúncias sobre o paradeiro de Diogo Tavares podem ser feitas pelos números 197 e (65) 98128-3489.
GERAL
Alvo de operação da PF, Grupo Piccini nega participação em fundos
O Grupo Piccini afirmou que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às suas empresas possui participação nos fundos de investimento citados na Operação Heritage, da Polícia Federal. O posicionamento foi divulgado após o empresário Jovi Piccini ser alvo da investigação. Ele e empresas ligadas ao seu grupo tiveram os bens bloqueados.
A operação apura suspeitas envolvendo a destinação de recursos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca identificar o caminho percorrido por parte do dinheiro por meio de fundos de investimento e seus possíveis beneficiários.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que as empresas do grupo foram “identificadas como responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação”.
Em nota, o Grupo Piccini procurou separar os fatos investigados pela PF das atividades empresariais desenvolvidas pelas companhias da família.
“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo”, afirmou.
O grupo ressaltou ainda que a investigação não envolve indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini. Segundo o comunicado, cada companhia possui estrutura, operação e responsabilidades próprias.
A nota também faz uma negativa direta sobre eventual participação nos fundos mencionados na investigação.
“Decorrer do processo legal”
“O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações”, afirmou.
Apesar da negativa, o grupo não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a incluir Jovi Piccini entre os alvos de bloqueio de bens.
Segundo o comunicado, os esclarecimentos específicos relacionados à investigação serão apresentados no decorrer do processo legal, “pelos meios adequados”, com transparência e respeito às autoridades.
O Grupo Piccini afirmou ainda que adotará as medidas ao seu alcance para colaborar com as apurações e contribuir para que os fatos sejam esclarecidos “o mais breve possível”.
As empresas, conforme a nota, continuam funcionando normalmente e mantendo seus compromissos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. O grupo afirma atuar há mais de 40 anos e diz que seguirá dedicado às suas atividades no agronegócio brasileiro.
Confira a nota do grupo:
“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo.
O Grupo ressalta ainda que a investigação não alcança indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini, que possuem estruturas, operações e responsabilidades próprias.
Todas as atividades empresariais seguem normalmente, assim como os compromissos assumidos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.
Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações.
A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.”
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