37 mil casos
Mato Grosso registrou 39 mortes por dengue em 2024; 11º estado com mais óbitos
GERAL
Mato Grosso registrou 38.068 casos confirmados e 39 mortes por dengue do tipo 1,2 e 4, em 2024. Conforme dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, o estado é 11º no ranking de unidades da federação com mais mortes pela doença. Além disso, MT figura como o 12° estado com maior incidência no Brasil. No total foram registradas 58.264 arboviroses no estado, contando com Zika e Chikungunya.
O último informe epidemiológico semanal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (Ses-MT), publicado em 19 de dezembro, registrou 75.843 notificações de dengue, sendo que destes 42.886 foram registrados como prováveis e mais de 38 mil confirmados, o que não significa que estes outras 4.818 foram descartados.
Na verdade, estes 4 mil casos podem ser apenas inclusivos, quando há investigação para confirmação ou não, ou “ignorados”, quando por algum motivo a equipe de saúde não conseguiu acompanhar a evolução da doença.
As mortes por dengue foram registradas em 24 municípios do estado, sendo que a cidade onde mais houve óbitos pela doença foi Pontes e Lacerda, com 8, seguida por Cuiabá, com 5, Tangará da Serra, com 3, e Primavera do Leste, com 2. Alta Floresta, Alto Garças, Arenápolis, Aripuanã, Campinápolis, Campos Verde, Campos de Júlio, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Confresa, Jaciara, Jauru, Lucas do Rio Verde, Matupá, Nova Lacerda, Nova Olímpia, Santa Rita do Trivelato, São José do Povo e São José do Rio Claro registraram uma morte cada.
Ainda com relação à dengue, com 39 óbitos, o estado figura como o 11º com mais mortes no país, sendo que os primeiros são: São Paulo (1.998), Minas Gerais (1.112) e Paraná (729). Apesar de o número não parecer tão estarrecedor como de outras unidades da federação, ainda é preocupante, uma vez que MT está em 12º no ranking de coeficiente de incidência, com 1177,4.
Isto significa que a frequência de novos casos da doença e o risco da população mato-grossense de desenvolvê-la é muito alta. Conforme o Painel do Ministério da Saúde, 91,18% dos casos graves registrados até agora evoluíram para óbito.
Outras arboviroses
Foram registrados 20.752 casos de outras arboviroses no estado, sendo 317 de Zika e 20.435 de Chikungunya. Por esta última, ocorreram 12 óbitos no estado, nos seguintes municípios: Tangará da Serra (07), Sorriso (02), Cáceres (01), São José do Rio Claro (01) e Várzea Grande (01).
GERAL
MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial
Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.
O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.
Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.
No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².
Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.
Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.
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