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TRAJETÓRIA POLÍTICA

Estar ao lado do presidente Lula mostra, de fato, para que vim na política, diz Fávaro

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GERAL

Foto: Divulgação

Ministro da Agricultura e Pecuária e presidente do diretório do PSD de Mato Grosso, Carlos Fávaro fez uma defesa do campo progressista e destacou avanços do governo do presidente Lula. Ele se reuniu com lideranças de Rondonópolis neste domingo (21), dando sequência a uma série de debates sobre as eleições municipais de 2024. Durante o encontro, a palavra de ordem foi ‘unidade’.

Para defender a união em torno de uma pauta progressista, Fávaro relembrou sua trajetória política. “Quero falar um pouco do momento muito especial que vivo na política, um momento de felicidade como cidadão brasileiro e não é porque sou ministro, muito longe disso, um momento que me remete à minha infância, adolescência”, disse.

“Por um soluço da política, me tornei vice-governador, mas comecei a criar identidade em 2018 quando, de fato, participei de uma eleição de frente, com meu nome, me posicionando. Mas a minha identidade política aflorou e ficou claro para a sociedade aquilo que carrego desde criança, que é ser um político que chegou num assentamento de reforma agrária, que saiu da pequena propriedade, voltada às políticas públicas e sociais mais intensas e isso você encontra no campo progressista”, destacou o ministro.

De acordo com ele, ao tomar a decisão de apoiar o presidente Lula nas eleições de 2022 em um estado bolsonarista, conquistou uma realização pessoal.

“Consegui me realizar pessoalmente, ser a voz da resistência contra os desmandos políticos que o Brasil estava passando… Ter a oportunidade de estar ao lado do presidente Lula foi uma realização pessoal de poder mostrar de fato para que vim na política e de que lado. Essa bandeira cravou, ficou clara, explícita hoje e vai me acompanhar por todo o tempo que eu estiver fazendo parte da política brasileira”, concluiu.

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Após ser chamado pelo presidente Lula, no último dia 8 de janeiro, para debater sobre o cenário eleitoral nos três principais colégios eleitorais de Mato Grosso, Fávaro destacou a proposta de um projeto político progressista para o país e para o estado. Ele ressaltou que, em 2023, o Brasil obteve a menor taxa de desemprego da história, uma inflação controlada, ganho de massa salarial evidente, a reposição da massa salarial, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) acontecendo em todos os estados brasileiros, o maior Plano Safra da história, resgate do respeito e credibilidade internacional que resultaram no recorde da balança comercial e, para o agronegócio, abertura de 78 novos mercados. “Será que as pessoas não compreendem que é fruto de uma boa política internacional abrindo e gerando oportunidades?”, questionou.

Por isso, defendeu que as eleições municipais, que ocorrem em outubro deste ano, têm o importante papel de defender uma política de inclusão social e desenvolvimento econômico. “Vamos fazer política da defesa desses programas, mas não com o liberalismo, não se vendendo a banqueiros, não se vendendo à custa do suor dos trabalhadores, mas incluindo os trabalhadores no crescimento econômico do nosso país”, ressaltou.

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UNIÃO 

Buscando a unidade no campo progressista, Fávaro lembrou que seu partido, há um ano, trabalhava o convite de filiação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (UB), mas abriu mão de uma candidatura viável, tendo em vista que o parlamentar lidera as pesquisas de intenção de voto em Cuiabá, para apoiar a candidatura da Federação Brasil da Esperança, que deve definir o nome para concorrer ao Palácio Alencastro até o fim do mês.

Da mesma forma, em Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado, o PSD definiu pelo apoio à candidatura de reeleição do prefeito Kalil Baracat (MDB), numa composição com o grupo de apoio ao presidente Lula.

Par a discutir a composição em Rondonópolis, Fávaro se reuniu com as principais lideranças do município e três nomes postos para a eleição municipal: o vice-prefeito Aylon Arruda (PSD), o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Ernesto Augustin, o Teti (PT), e o diretor-presidente do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Paulo José (PSB). O encontro contou com a participação do prefeito José Carlos do Pátio (PSB), do ex-prefeito Percival Muniz (MDB) e do ex-governador Rogério Salles (PSDB), além do presidente do diretório do PT em Mato Grosso, deputado Valdir Barranco; a diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide (PT) e o deputado estadual Nininho (PSD), entre outros, fortalecendo uma construção ampla de forças progressistas em torno de um mesmo projeto para o município.

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MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

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Foto: Otmar de Oliveira/Arquivo

Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.

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O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.

Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.

No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².

Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

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Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.

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