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SAÚDE E TECNOLOGIA

Avanços em exames de imagem e técnicas cirúrgicas ampliam o cuidado com o glaucoma

Especialista da Unimed Cuiabá alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, principal causa de cegueira irreversível no mundo

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GERAL

O avanço da tecnologia tem transformado o diagnóstico e o tratamento do glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo. Recursos como inteligência artificial, exames de alta precisão, procedimentos a laser e cirurgias minimamente invasivas têm permitido identificar alterações oculares cada vez mais cedo e ampliar a eficácia do controle da doença.

Na Unimed Cuiabá, pacientes contam com acompanhamento oftalmológico desde exames preventivos até tratamentos de alta complexidade, incluindo tecnologias que auxiliam no diagnóstico precoce. Uma delas é a Tomografia de Coerência Óptica do nervo óptico, capaz de identificar sinais precoces de perda das fibras nervosas antes mesmo de alterações mais severas aparecerem no exame de campo visual.

“A Inteligência Artificial tem se mostrado uma aliada importante na oftalmologia moderna, especialmente na análise de exames de imagem. Ela pode auxiliar na identificação de padrões sutis de perda das fibras do nervo óptico, contribuindo para diagnósticos cada vez mais precoces”, explicou a oftalmologista da Unimed Cuiabá, Lorena Galhardo.

Embora não tenha cura, o glaucoma possui tratamento e controle. Atualmente, além dos colírios hipotensores, existem procedimentos a laser e técnicas minimamente invasivas que auxiliam na redução da pressão ocular, conforme a indicação médica e a cobertura assistencial de cada caso.

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Mesmo com os avanços tecnológicos, o glaucoma ainda preocupa especialistas por evoluir de forma silenciosa. Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontam que cerca de um milhão de brasileiros convivem com a doença e aproximadamente 70% ainda não receberam diagnóstico conclusivo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2040 mais de 111 milhões de pessoas terão glaucoma no mundo. A doença atinge cerca de 4% da população acima dos 40 anos e, apesar de não ter cura, pode ser controlada quando descoberta precocemente.

De acordo com Galhardo, o grande desafio é justamente a ausência de sintomas nas fases iniciais.

“A perda visual começa pelo campo periférico, de forma sutil. Quando o paciente percebe que algo está errado e a visão central já está comprometida, o dano ao nervo óptico costuma ser extenso e irreversível”, destacou.

O glaucoma é uma neuropatia óptica crônica e degenerativa que provoca lesões progressivas no nervo óptico, estrutura responsável por levar as imagens ao cérebro. Em muitos casos, a doença está associada ao aumento da pressão intraocular.

“A pressão ocular elevada é o principal fator de risco, mas não significa necessariamente glaucoma. O diagnóstico só é confirmado quando identificamos lesão no nervo óptico e perda de campo visual”, ressaltou.

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Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar, idade acima dos 40 anos, hipertensão ocular, diabetes, miopia elevada e uso prolongado de corticoides. Pessoas negras também apresentam maior predisposição à doença e podem desenvolver quadros mais precoces e agressivos.

Conforme a médica, ter parentes de primeiro grau com glaucoma aumenta em até dez vezes as chances de desenvolver a doença.

Ao longo do tempo, o glaucoma compromete a visão periférica e, em estágios avançados, pode provocar a chamada “visão tubular”. No dia a dia, o paciente passa a esbarrar em móveis, tropeçar com frequência e apresentar dificuldades para dirigir ou estacionar, muitas vezes sem perceber que a visão já está comprometida.

Para preservar a saúde ocular, a especialista reforça a importância da consulta oftalmológica anual, especialmente após os 40 anos. Além de manter hábitos saudáveis, controlar doenças como diabetes e hipertensão, não fumar e seguir corretamente o tratamento são atitudes fundamentais.

“O glaucoma é silencioso, mas a cegueira pode ser evitada quando o diagnóstico acontece cedo. O cuidado preventivo ainda é a principal ferramenta para preservar a visão e a qualidade de vida”, concluiu.

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Mato Grosso é o sétimo Estado que mais mata no Brasil

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Foto: Divulgação

O cenário de violência em Mato Grosso tem acompanhado a tendência nacional de queda na última década. Entre 2014 e 2024, período analisado pelo Atlas da Violência 2026, houve pouca variação entre os anos, com redução se comparado o início e fim da pesquisa. Sorriso aparece entre as 15 cidades mais letais do país, na 11ª colocação, com 76 assassinatos em 2024. Mato Grosso ocupa a sétima posição no índice de mortes violentas.

Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (26), em 2024, Mato Grosso registrou taxa de 29,1 homicídios a cada 100 mil habitantes. O número está 30% menor do que em 2014, quando o índice era de 42,1.

Já em números absolutos de homicídios registrados, em 2014 o estado teve 1.358 casos. Já em 2024, o volume caiu para 1.102, redução de 18,9%.

Os dados consideram registros oficiais de mortes violentas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (MS). Contudo, o relatório explica que os crimes podem ser mais recorrentes, pois, no momento do registro da morte violenta, ainda não há apuração da intencionalidade do fato. O que posteriormente passa a ser reclassificado como homicídio. Assim, as mortes são cadastradas como homicídios ocultos, o que eleva sutilmente os números.

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Considerando os homicídios ocultos, o relatório traz que Mato Grosso teve 1.409 assassinatos em 2014 e 1.145 dez anos depois. Uma queda de 18,7%, valor muito próximo dos dados oficiais, de 18,9%. A taxa estimada sai de 43,7% e cai para 30,2% em 2024, redução de 30,9%.

Dados nacionais
O relatório mostra que a média nacional foi de 20 mortes a cada 100 mil habitantes, o que coloca Mato Grosso dos números do país.

“A concentração territorial também aparece de forma nítida quando se observa que, em 2024, 50% dos homicídios no país ocorreram em apenas 99 municípios, ou em cerca de 1,8% dos municípios brasileiros. Em termos absolutos, os 10 municípios com maior número de homicídios responderam por 19,4% do total nacional. Trata-se de um padrão que reforça o diagnóstico de que a violência letal no país está longe de se distribuir uniformemente pelo território”, diz trecho do documento.

 

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