3.164 comissionados
Assembleia de MT é prata em número de cargos comissionados no país; 132 por deputado
GERAL
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é a segunda do país em número de servidores não concursados, ficando atrás apenas do Legislativo de Goiás. Atualmente são 3.164 comissionados para atender 24 deputados estaduais, o que representaria 132 funcionários por parlamentar.
A informação foi revelada por um levantamento nacional publicado pela Folha de S.Paulo no domingo (24), evidenciando que o Legislativo mato-grossense mantém uma proporção de cargos de confiança (comissionados) por parlamentar drasticamente superior à praticada no plano federal, já que a Câmara dos Deputados limita o teto a 25 servidores por gabinete.
Em resposta aos dados, a Mesa Diretora da ALMT defendeu a legalidade das contratações, assegurando que toda a estrutura de pessoal cumpre rigorosamente os parâmetros de transparência pública e que os postos são fundamentais para garantir o atendimento das demandas regionais do estado.
O diagnóstico nacional aponta que o descontrole no volume de apadrinhados políticos é uma realidade compartilhada: das 18 Assembleias estaduais que abriram seus dados à reportagem, 14 superam com folga a média adotada em Brasília.
Enquanto Goiás lidera o topo do inchaço com um acumulado impressionante de 5.874 postos de confiança, Mato Grosso consolidou-se logo na sequência desse indicador de assimetria. Depois da Assembleia mato-grossense, vêm as Assembleias Legislativas de Rondônia, com 93 comissionados por deputado, do Tocantins, com 82 para um parlamentar, e do Rio de Janeiro, com relação de cerca de 77 por deputado.
Especialistas em gestão pública ouvidos na reportagem alertaram que estruturas legislativas demasiadamente infladas por indicações políticas comprometem a eficiência técnica e aumentam estatisticamente os riscos de desvios e corrupção.
A nível jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem balizado a questão, exigindo uma proporcionalidade global entre servidores efetivos e comissionados na administração pública, sem obrigar, contudo, que haja uma simetria idêntica ou espelhada em cada setor isolado do governo.
GERAL
Mendes chama WF de ‘cara de pau’ por criticar rodovia MT-170
O ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou, nesta terça-feira (26), que o senador Wellington Fagundes (PL) agiu com “cara de pau” ao criticar a decisão do Governo de Mato Grosso de reassumir a MT-170, no noroeste do estado. Segundo Mendes, o parlamentar teve influência direta sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante anos e não conseguiu tirar do papel as obras da antiga BR-174.
“Vocês vão ver um exemplo de um político cara de pau e que não tem respeito nenhum com a população do nosso Estado”, disparou o ex-governador ao exibir a fala de Wellington criticando o Governo do Estado.
A declaração foi uma resposta direta ao senador, que havia classificado como “um erro” a decisão do Executivo, ainda na gestão de Mendes, de reassumir a rodovia que liga Juína a Colniza, passando por Castanheira, Juruena e Aripuanã, em um trecho de mais de 270 quilômetros.
Mendes lembrou que a via era estadual e foi federalizada em 2008 por influência de Wellington, quando passou a se chamar BR-174, sob a justificativa de que Mato Grosso não teria capacidade financeira para executar as obras.
De acordo com o ex-governador, a rodovia ficou sob responsabilidade do DNIT por 14 anos sem avanços concretos. Em 2022, o Governo do Estado decidiu reassumir a estrada e iniciou a pavimentação, com mais de 200 quilômetros já concluídos.
“Durante esses 14 anos, o que aconteceu na prática com esta BR-174 foi um total abandono: atoleiro, desespero das pessoas que chegavam a demorar ali vários dias, 10 horas, 11 horas para atravessar essa estrada em péssimas condições. O Governo Federal durante 14 anos que teve essa rodovia na sua mão não conseguiu fazer absolutamente nada”, afirmou.
Mendes também afirmou que Wellington tinha forte influência política dentro do DNIT e questionou a falta de resultados durante o período em que a rodovia esteve sob gestão federal.
“Wellington Fagundes foi deputado federal por cinco ou seis mandatos, está no segundo mandato de senador e durante muitos anos ele mandou no DNIT. Era ele que nomeava os representantes do Governo Federal aqui. E por que nada mudou?”, questionou.
O ex-governador reconheceu que uma das empreiteiras responsáveis pelas obras enfrenta problemas de execução, mas disse confiar que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, irão tomar as providências necessárias.
Mendes ainda citou a estadualização da BR-163 como exemplo da capacidade do Governo do Estado em assumir obras federais consideradas travadas.
“Já entregamos mais de 200 quilômetros de duplicação da BR-163. Será que o senador Wellington considera isso também um erro? Salvar a vida das pessoas, melhorar aquela região inteira?”.
O ex-governador também rebateu a fala de Wellington que classificou como “irresponsabilidade” a proposta do Governo do Estado de assumir as obras da BR-158, na região do Araguaia.
“Irresponsabilidade é o que o senhor está falando, criticando aquilo que é bom para a população. Será por quê? Será por quê que o senhor está falando isso agora? Porque é período eleitoral? Não venha falar mentiras e inverdades”.
“Essa rodovia também é do Governo Federal e são mais de 100 quilômetros que atravessam a reserva indígena. O Governo Federal em 3 anos fez apenas 12 quilômetros. E o Governo do Estado em 3 anos fez 3 mil quilômetros de asfalto. Não tem como comparar. E pode ter certeza que vamos continuar errando, na opinião do Wellington, mas acertando ao fazer aquilo que é bom para a população de Mato Grosso”, disse.
-
ESPORTES5 dias atrásPeladão Nortão 2026 começa com 16 partidas
-
GERAL6 dias atrásIndústria de MT registra 2ª maior alta do país
-
GERAL5 dias atrásSES esclarece que SUS não oferta vacina contra meningite do tipo B
-
GERAL6 dias atrásConcessionária apresenta licenciamento para duplicação da BR-163 até o Pará
-
GERAL5 dias atrásSema e PM apreendem peixe irregular no Rio Cuiabá
-
OPINIÃO4 dias atrásCampanhas sob ataque: Cibersegurança como fator de sobrevivência eleitoral – parte 4
-
GERAL4 dias atrásSeduc abre consulta em 24 escolas para ampliar modelo cívico-militares em MT
-
GERAL6 dias atrásPresidente da AL vai recorrer contra decisão que derrubou voto secreto



