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Desenvolvimento econômico

Indústria de MT registra 2ª maior alta do país

Dados apontam avanço da produção, aumento nas contratações e crescimento de 40% nas exportações industriais no início de 2026

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GERAL

Foto: Christiano Antonucci - Secom-MT

Mato Grosso registrou a segunda maior alta da produção industrial do país em março de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compilados pelo DataHub MT, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O Estado apresentou crescimento de 3,6% em relação a fevereiro, empatando com Goiás e ficando atrás apenas do Pará, que teve avanço de 4,5%.

O resultado coloca Mato Grosso entre os destaques nacionais da indústria no período. Entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE, 11 apresentaram crescimento da produção industrial. Além de Mato Grosso e Pará, os maiores avanços foram registrados em Goiás (3,6%) e Espírito Santo (3,5%). No cenário nacional, a produção industrial brasileira teve variação positiva de 0,1% em março.

Com o desempenho registrado no mês, Mato Grosso eliminou a perda acumulada de 1,5% observada nos dois primeiros meses do ano. No acumulado de janeiro a março de 2026, a indústria mato-grossense apresentou crescimento de 5,3%.

O mercado de trabalho industrial também apresentou desempenho positivo. O estoque de empregos do setor em março de 2026, responsável por 15,6% do total de empregos formais do Estado, registrou crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 153.209 postos de trabalho.

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No acumulado do ano até março, a indústria contabilizou saldo de 2.739 empregos, resultado 13,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, que foi de 2.413 vagas.

Os setores industriais com maior saldo de contratações até março deste ano foram fabricação de produtos alimentícios; fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis; fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos; e fabricação de produtos minerais não metálicos.

 

Exportações aceleram

As exportações industriais também seguem em trajetória ascendente. Em 2025, os embarques da indústria de transformação somaram US$ 8,6 bilhões, enquanto a indústria extrativa registrou US$ 215 milhões, com crescimento global de 17,5% em relação a 2024.

A tendência se intensificou em 2026: de janeiro a abril, as exportações industriais cresceram aproximadamente 40% frente ao mesmo período do ano anterior, que havia registrado US$ 2,4 bilhões, sinalizando aquecimento na pauta de produtos industrializados.

O secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, Anderson Lombardi,  avalia que o crescimento das exportações indica uma mudança na qualidade da inserção do Estado no comércio exterior.

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“Mato Grosso exporta cada vez mais produtos com valor agregado. O crescimento de 40% nas exportações industriais neste início de ano mostra que o Estado não está apenas produzindo mais, está vendendo melhor para o mundo.”

Os principais produtos exportados pela indústria de transformação foram carnes (50,24%), soja (35,27%), minérios semimanufaturados (5,89%), aves (2,81%) e suínos (1,2%), que juntos representam 95,4% da pauta. Na indústria extrativa, os destaques foram minérios de chumbo e seus concentrados (44%), minérios de cobre e seus concentrados (30%), minérios de metais preciosos e seus concentrados (24%) e minérios de estanho e seus concentrados, que totalizam 99% dos produtos exportados pelo segmento em 2025.

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Presidente da AL vai recorrer contra decisão que derrubou voto secreto

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) que proibiu, por inconstitucionalidade, a votação secreta em vetos governamentais. A determinação é de terça-feira (19) e alega falta de transparência com o leitor em votação sigilosa.

O deputado declarou que a decisão judicial será seguida pela ALMT enquanto recursos cabíveis junto à Procuradoria tramitem em instâncias superiores.

“Decisão judicial a gente não discute, a gente cumpre. Agora, a gente vai buscar todos os meios, todos os recursos e seguir nessa discussão”, garantiu Russi em coletiva nesta quarta-feira (20).

A polêmica surgiu após um mandado de segurança do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), que questionou as mudanças feitas no veto do Executivo ao reajuste de salários no Judiciário no final de 2025. Segundo relator do processo, desembargador Marcos Vidal, o Legislativo deve seguir o Princípio da Simetria Constitucional, operando com votações abertas, tal qual é previsto na Constituição Federal.

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Max Russi ressalta ainda que a Assembleia utiliza mecanismos internos para debater sobre a manutenção do regimento e sobre a Constituição Estadual, atuando em defesa da legitimidade de normas vigentes antes da intervenção judicial. Mesmo já tendo argumentado que o Judiciário não poderia intervir em competências internas por meio de mandado de segurança.

Entenda o caso

A polêmica surgiu após um mandado de segurança do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), que questionou as mudanças feitas no veto do ex-governador Mauro Mendes ao projeto de reajuste salarial dos servidores do Judiciário em 2025, mantido por votação secreta.

“Não há representação democrática autêntica sem transparência e prestação de contas perante a sociedade”, destacou o magistrado no voto.

Vidal destacou que o voto secreto impede que a população tenha conhecimento das decisões dos parlamentares em temas de interesse público. A decisão do TJMT declarou inconstitucional a expressão “em escrutínio secreto” da Constituição de Mato Grosso.

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