APONTA CLIMATOLOGIA
Ar seco e baixa umidade elevam risco de queimadas em Mato Grosso
GERAL
A atuação de uma massa de ar seco associada a um sistema de alta pressão vai manter o tempo firme em toda a região central do Brasil nos próximos dias. Isso reduz a formação de nuvens e impede a possibilidade de chuvas em grande parte da região e causando riscos de incêndios florestais. Além da massa de ar seco, a baixa umidade é outro fator que pode contribuir para os incêndios, segundo a agência ClimaTempo.
Conforme a meteorologia, nos próximos dias, as tardes tendem a ser mais quentes, com a umidade relativa do ar ficando abaixo de 30% em toda a região Cetro-oeste. Em Mato Grosso, no centro-leste do Estado, a situação tende a ser mais crítica, com a umidade variando entre 12% e 20% durante as horas mais quentes do dia, caracterizando situação de alerta. Nesse cenário, vegetação fica seca e mais propícia para queimadas.
Segundo a plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1º de janeiro deste ano até esta quinta-feira (9), Mato Grosso já registra 3.312 focos de queimadas. O número é expressivo e quase se aproximou do total registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 3.845. A diferença é de apenas 13%.
Ações
Em março deste ano, o governo de Mato Grosso apresentou o plano de combate aos incêndios florestais para a temporada deste ano. O Estado vai apostar na integração entre os órgãos de segurança, além do investimento em brigadistas, aeronaves, aceiros e aplicação de R$ 134 milhões.
O dinheiro aplicado será usado, por exemplo, no monitoramento por satélite de focos de calor e a área de desmate, operações para responsabilização de infratores, fiscalização de propriedades e áreas ambientais, prevenção do uso do fogo com ações educativas e combate direto aos incêndios. Haverá ações de comunicação e campanhas contra os incêndios e de proteção da fauna silvestre, como resgates e construção de poços, segundo o Estado.
O planejamento prevê a mobilização de 483 bombeiros militares, além da contratação de 150 brigadistas estaduais e da mobilização de 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.
Também está previsto a locação de 80 viaturas e o uso de 28 máquinas para reforçar as ações operacionais. Na aviação, serão utilizadas duas aeronaves Air Tractor do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM), outras quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
GERAL
El Niño se intensifica e tem 81% de chance de ficar muito forte até o fim do ano
O El Niño se intensificou no último mês e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9/7) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), agência climática dos Estados Unidos.
Segundo a NOAA, se a previsão se confirmar, esse pode ser o El Niño mais intenso desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições. (veja gráfico abaixo)
A agência ressalta, no entanto, que mesmo em anos de El Niño mais intensos os impactos típicos do fenômeno não ocorrem em todas as regiões esperadas, mas eventos mais fortes podem aumentar significativamente a probabilidade de ocorrência dos efeitos esperados.
Além disso, a previsão da NOAA indica que o El Niño persiste e deve se intensificar até o final do ano, com 97% de chance de seguir ativo até junho de 2027.
No Brasil, o fenômeno tende a aumentar a incidência de chuvas no Centro-Sul e causar secas no Norte e Nordeste.
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