AGRO
Safra recorde faz preço do milho cair em Mato Grosso
AGRONEGÓCIO
A expectativa de uma safra recorde de milho em Mato Grosso já começa a impactar o mercado. Com a colheita da segunda safra avançando e uma produção estimada em 53,35 milhões de toneladas, o aumento da oferta tem pressionado os preços pagos ao produtor no estado.
Segundo o boletim semanal divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio da saca de milho ficou em R$ 40,44 entre os dias 29 de junho e 3 de julho, uma queda de 1,53% em relação à semana anterior.
O cenário é resultado do avanço da colheita, que já alcançou 44,27% da área cultivada até a última sexta-feira (3), aliado ao bom desempenho das lavouras. Com mais milho disponível no mercado, as cotações seguem pressionadas.
Apesar da tendência de baixa, o Imea destaca fatores que podem amenizar essa pressão nos próximos meses. A abertura de duas novas usinas de etanol de milho em Mato Grosso deve ampliar o consumo interno do cereal. Além disso, problemas climáticos registrados em estados como Goiás e Minas Gerais podem aumentar a procura pelo milho mato-grossense para abastecer outros mercados. Ainda assim, a oferta continua superior ao ritmo de absorção da demanda.
No mercado externo, Mato Grosso manteve a liderança nas exportações brasileiras de milho na safra 2024/25. O estado embarcou 24,35 milhões de toneladas, volume 2,34% superior ao registrado no ciclo anterior e equivalente a 57,48% de todas as exportações nacionais.
Os principais destinos do milho produzido em Mato Grosso foram Egito, Irã e Vietnã, que juntos importaram 11,29 milhões de toneladas. O Egito liderou as compras, com 5,43 milhões de toneladas, alta de 40,37% em comparação com a safra anterior. O Irã adquiriu 3,10 milhões de toneladas, enquanto o Vietnã importou 2,76 milhões de toneladas.
Com o encerramento das exportações da safra 2024/25, o mercado agora volta as atenções para os embarques da temporada 2025/26, que devem ganhar ritmo à medida que a colheita avança em Mato Grosso.
No acumulado da safra, o Brasil exportou 42,38 milhões de toneladas, crescimento de 11,88% em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Imea, o desempenho foi impulsionado pela maior disponibilidade do cereal e pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
AGRICULTURA
Colheita do algodão começa em Mato Grosso com expectativa de alta produtividade
Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.
O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.
A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.
Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.
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