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Observe os sinais

É preciso prestar atenção nos sinais. No fundo, nós sempre sabemos qual é a decisão certa a ser tomada

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OPINIÃO

Sempre podemos encontrar o espaço necessário para fazer intervenções relevantes capazes de mudar a nossa vida. Acredite na sua capacidade de ter uma visão holística sobre os cenários existentes em nossas vidas.

Imagine o seguinte cenário: estamos dirigindo um automóvel em uma rodovia qualquer a uma velocidade de 130 km por hora, em direção ao nosso destino, contudo, antes de chegar, nós temos que passar por uma determinada ponte estreita. Ao se aproximar da ponte, começam a surgir várias placas apontando a velocidade da rodovia até chegar a ela; as placas vão sinalizando para uma redução de velocidade: 100, 80, 50, 40 km/h. Porém, não obedecemos aos sinais que estão nas placas. Ao chegar próximo da ponte com a mesma velocidade alta, o carro perde o controle e resulta um acidente.

Essa situação retrata muito bem a visão da nossa vida emocional, principalmente quando envolve autocontrole. Há diversas placas e sinais que tentam nos conduzir para uma saída ou solução mais racional, entretanto, desrespeitamos e não seguimos as orientações dispostas.

A estrada representa a vida a qual estamos percorrendo. O automóvel é o nosso “eu” que tem a capacidade e a possibilidade de dirigir a nossa vida. A velocidade representa a intensidade em que estamos vivendo o hoje. As placas de sinalização representam os sinais para nos conduzir a uma vida mais assertiva. E, por fim, o acidente é uma clara evidência do quanto temos falhado na condução de nossa vida.

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As placas são os sinais que tentam nos levar às melhores escolhas para as nossas vidas, contudo, por fruto da desobediência, achismo, desprezo, falta de zelo, redução de amor, atitudes impensadas, explosões emocionais, descontrole da vida, descalibre de atitudes, mente fechada, prepotência, orgulho, impaciência, egoísmo, acabamos por provocar muitos acidentes emocionais.

Cada um de nós tem a possibilidade de escolher aquilo que é melhor para as nossas vidas, porém, devemos saber que as decisões geram consequências que podem ser boas ou más.

Pode ser que você em determinado momento de sua vida, por receber um “não”, teve uma atitude explosiva, disparando palavras de ofensa contra as pessoas ao seu redor. Passados alguns minutos, se arrependeu daquela atitude imatura. Aqui temos o retrato de um indivíduo que não detém a habilidade do autocontrole.

Até podemos considerar que houve um erro e equívoco da sua parte, porém, nós, seres humanos, desejamos crescer e nos desenvolver para sermos melhores a cada dia, jamais podemos estacionar nessa situação.

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Com muito treino, autoconhecimento, atenção aos detalhes, cuidado com os sinais dos impulsos emocionais projetados, nós podemos gerenciar melhor as nossas emoções. Nós não precisamos manter o padrão de comportamento para as atitudes similares ocorridas no passado, isto é, sermos explosivos e descontrolados emocionalmente.

O meu desejo para você é: fique atento aos sinais emocionais e faça intervenções pontuais para desviar o foco desse problema, de modo a evitar que o pior ocorra. Você é o único que pode dirigir o carro da sua vida. Só você pode frear o seu automóvel a fim de evitar um desastre, portanto, aja com estratégia, inteligência e sabedoria.

 

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. https://francisneyliberato.my.canva.site/

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OPINIÃO

A infância não pode esperar

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Neste 27 de julho, quando celebramos o Dia do Pediatra, mais do que homenagear uma especialidade médica, somos convidados a refletir sobre uma responsabilidade que começa muito antes de qualquer doença aparecer: garantir às nossas crianças a oportunidade de crescer e se desenvolver com saúde e qualidade de vida.

A pediatria tem uma particularidade que a torna única: o paciente nem sempre consegue explicar o que sente, muitas vezes não sabe dizer onde dói e, em algumas situações, sequer percebe que algo está diferente. Por isso, cuidar de uma criança exige conhecimento técnico, mas também escuta, observação, sensibilidade e proximidade com a família.

O olhar do pediatra precisa enxergar além da queixa, uma consulta não deve ser apenas uma resposta para uma febre, uma tosse ou uma dor. Ela também é uma oportunidade para acompanhar o crescimento, observar o desenvolvimento, avaliar hábitos, orientar a alimentação, conferir a vacinação e conversar sobre aspectos que fazem parte da rotina daquela criança.

É nesse acompanhamento contínuo que a prevenção ganha força.

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Uma criança acompanhada de perto permite que mudanças sejam percebidas com mais rapidez. Alterações no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, problemas relacionados ao sono, questões nutricionais ou sinais que indiquem a necessidade de uma avaliação especializada podem ser identificados mais cedo. E, na saúde, reconhecer um problema no momento certo pode mudar completamente o caminho a ser seguido.

Por isso, o cuidado pediátrico não deve ser lembrado somente quando a criança adoece.

Como médico e pediatra, aprendi que cada criança traz consigo uma realidade diferente. Não existe cuidado verdadeiramente integral sem considerar o ambiente em que ela vive, as relações que estabelece e as condições que influenciam sua saúde. Por isso, o diálogo com os pais e responsáveis é parte essencial do nosso trabalho.

Neste Dia do Pediatra, minha homenagem vai para todos os profissionais que escolheram dedicar sua trajetória à infância. Mas também deixo um convite às famílias: não esperem a doença para procurar cuidado. O acompanhamento regular, a prevenção e a orientação médica são investimentos que podem produzir resultados para toda a vida.

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A infância passa rápido. O cuidado, quando chega no tempo certo, pode deixar marcas para sempre.

 

*Mohamed Kassen Omais, é médico pediatra e diretor de Provimentos de Saúde da Unimed Cuiabá.

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