Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

CONFRONTO

Ataque em fazenda deixa 3 mortos e 2 feridos na fronteira entre Bolívia e MT

Publicado em

GERAL

Três pessoas morreram e duas ficaram feridas após um ataque armado a uma fazenda na região de San Matías, município boliviano que faz fronteira com Cáceres, a 220 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (29). Uma das vítimas, em estado grave, foi transferida para um hospital em Cáceres, onde permanece internada, segundo a Polícia Militar de Mato Grosso. O caso é investigado pelas autoridades da Bolívia.

De acordo com a Polícia Boliviana, quatro homens armados invadiram a Fazenda Campo Nuevo e efetuaram diversos disparos contra as vítimas. Três pessoas morreram ainda no local, enquanto outras duas foram socorridas com ferimentos.

Ainda não se sabe se as vítimas são brasileiras. A identidade delas não foi divulgada até a última atualização desta reportagem.

Entre as hipóteses investigadas está a possibilidade de um acerto de contas, embora nenhuma motivação tenha sido descartada até o momento.

Após o ataque, as autoridades bolivianas intensificaram as buscas pelos criminosos na região de San Matías, com apoio e intercâmbio de informações entre os órgãos de segurança da Bolívia e do Brasil.

Leia Também:  Onze juízas disputam vaga de desembargadora em MT

Atuação na fronteira

O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) informou que mantém as equipes em estado de prontidão na região de fronteira. Já a Polícia Militar de Mato Grosso destacou que o ataque ocorreu em território boliviano e que, até o momento, não houve necessidade de mudanças nas operações realizadas em Cáceres e municípios da região.

Segundo a corporação, as ações seguem normalmente na cidade. A PM também informou que a fiscalização nas áreas de divisa é realizada em conjunto por órgãos como o Gefron, Polícia Federal, Exército Brasileiro e Marinha, responsáveis pela atuação integrada na faixa de fronteira.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Deputado chama Mauro de traidor na mesa de convenção e vaias tomam conta do espaço

Publicados

em

Foto: Divulgação

O ex-governador Mauro Mendes (União), que preside o União Brasil em Mato Grosso, recebeu sonoras vaias dos seus correligionários durante convenção do partido, nesta quinta-feira (30). Além da reprovação generalizada, ele foi chamado de “traidor” por seu ex-líder de governo, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), o que alimentou ainda mais a indignação e vaias dos presentes. O parlamentar acusou o chefe da sigla de trair o partido ao rifar o projeto de candidatura própria ao governo do Estado, liderado pelo senador Jayme Campos (União).

Em vez de sustentar o nome do senador, o grupo de Mendes articulou o alinhamento e o apoio oficial da legenda à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a camiseta do histórico PFL e empunhando o microfone, Dilmar disparou contra a cúpula partidária no palco. “Nunca na história deste PFL, nunca na história vi o partido traindo o partido!”, disse.

A fala inflamou o plenário, gerando gritos de apoio dos correligionários e uma onda de protestos contra os dirigentes sentados à mesa. Visivelmente constrangido, mas buscando manter o controle da convenção, Mauro Mendes assumiu a palavra logo na sequência para tentar responder ao ataque e conter os manifestantes que gritavam no auditório.

Leia Também:  União Brasil oficializa indicação de seis nomes para chapa de deputado federal da Federação União Progressista em Mato Grosso

Interrompido por sucessivas vaias da militância, Mendes procurou minimizar as acusações, enquadrando a escolha por Pivetta como uma decisão estratégica rotineira.

“Entendo o respeito e a consideração que tenho pelo senador Jayme, já manifestei isso diversas vezes. Entretanto, o partido decidiu que vai apoiar outro. Isso é uma decisão política!”, argumentou o ex-governador ao microfone. Para rebater o argumento de ineditismo do racha trazido por Dal Bosco, Mendes recorreu ao resgate histórico das fusões partidárias que originaram a atual legenda.

“O nosso partido, desde as suas origens históricas, por várias e várias e várias vezes, decidiu apoiar candidaturas de outros partidos. Não é salutar dizer que quem está apoiando não concorda com isso. Isso é uma opção política, de visão conjuntural”, defendeu-se o ex-governador sob clima tenso.

A confusão escancara a complexidade da trajetória política de Dilmar Dal Bosco. Conhecido por sua habilidade de articulação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), o parlamentar vive uma situação emblemática: foi o homem de confiança e líder de governo durante toda a gestão de Mauro Mendes no Palácio Paiaguás e exerce hoje a liderança do governo Pivetta no parlamento estadual.

Leia Também:  Operação mira grupo de MT que aplicava golpes em idosos e bloqueia mais de R$ 10,8 milhões

Apesar de atuar como ponte da gestão estadual, Dal Bosco deixou claro no ato que sua lealdade partidária e pessoal permanece inabalável ao grupo liderado pelos irmãos Jayme e Júlio Campos, caciques fundadores e fiadores do antigo PFL e DEM no estado.

O embate público em Cuiabá sela o ápice da “guerra fria” travada há meses entre o pragmatismo eleitoral de Mauro Mendes e o peso tradicional da oligarquia Campos. Enquanto o grupo de Mendes celebra a composição pragmática com Pivetta, a ala dos Campos sinaliza que a ferida aberta na convenção deixará cicatrizes profundas na fidelidade da base governista durante a campanha.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA