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De R$ 1 mil A R$ 200 mil

Sete deputados já tiraram dinheiro do bolso para turbinar campanha

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Sete dos 23 candidatos à reeleição em Mato Grosso já colocaram dinheiro do próprio bolso para turbinar as campanhas eleitorais deste ano. Os valores declarados pelos parlamentares variam de R$ 1 mil a R$ 200 mil, conforme levantamento feito pelo GD, baseado nos registros de arrecadação eleitoral.

O maior aporte foi feito pelo deputado Eduardo Botelho (União), que destinou R$ 200 mil em recursos próprios para a própria campanha. Na sequência aparecem o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), com R$ 30 mil, e Paulo Araújo, também com R$ 30 mil.

Diego Guimarães (Republicanos), Fabinho (Podemos), Nininho (Republicanos) e Valmir Moretto (Republicanos) também registraram recursos próprios. Os 3 primeiros fizeram aportes de R$ 20 mil cada, enquanto Moretto declarou R$ 1 mil.

 

Veja quanto cada candidato colocou na própria campanha

Eduardo Botelho – R$ 200 mil
Max Russi – R$ 30 mil
Paulo Araújo – R$ 30 mil
Diego Guimarães – R$ 20 mil
Fabinho – R$ 20 mil
Nininho – R$ 20 mil
Valmir Moretto – R$ 1 mil

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Somados, os 7 candidatos já colocaram R$ 321 mil em recursos próprios nas próprias campanhas.

 

O que pode financiar uma campanha?

A legislação eleitoral permite que candidatas e candidatos utilizem recursos próprios para financiar suas campanhas. Além disso, podem ser utilizados valores provenientes de doações financeiras ou estimáveis em dinheiro feitas por pessoas físicas, recursos de outros partidos e candidatos, além de receitas obtidas com a comercialização de bens e serviços ou com eventos de arrecadação.

Os partidos também podem repassar recursos às campanhas, desde que a origem do dinheiro seja identificada. Entre as fontes permitidas estão o Fundo Partidário, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), doações de pessoas físicas feitas aos partidos, contribuições de filiados, receitas de eventos e comercialização de bens ou serviços, além de rendimentos de locação de bens próprios.

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Avião-laboratório de missão internacional usa Cuiabá como base para medir gases de efeito estufa

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Foto DLR

Uma missão científica internacional está usando Cuiabá como base para sobrevoar o Pantanal e o sul da Bacia Amazônica e medir as concentrações de dióxido de carbono e metano na atmosfera. A campanha reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros e utiliza um avião-laboratório equipado com sensores de alta precisão.

A autorização para a coleta dos dados consta da Portaria nº 2.887 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União.

O documento autoriza a participação de 59 pesquisadores estrangeiros na missão CoMet 3.0 Tropics. O ato foi assinado em 14 de agosto pelo presidente do CNPq, Olival Freire Junior, e tem validade até 20 de dezembro de 2026.

Voos partem de Cuiabá

A campanha utiliza a aeronave de pesquisa HALO, um Gulfstream G550 adaptado para funcionar como laboratório aéreo. Os voos partem de Cuiabá e percorrem áreas do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica.

A portaria registra as coordenadas da base de operações na capital mato-grossense e limita a autorização à coleta de dados científicos nessas regiões.

Os voos começaram em 31 de julho e devem continuar até meados de setembro. A previsão é de aproximadamente 15 missões científicas, com duração de até dez horas cada e média de três voos por semana, conforme informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Embora os voos estejam previstos para terminar em setembro, a autorização permanece válida até dezembro para permitir eventuais mudanças no calendário provocadas por condições meteorológicas ou operacionais.

Missão mede dióxido de carbono e metano

O objetivo da campanha é medir as concentrações e os fluxos de dióxido de carbono e metano, gases relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O avião transporta equipamentos capazes de fazer medições em diferentes altitudes. Entre eles está um sistema lidar, tecnologia que utiliza pulsos de laser para analisar a concentração dos gases na coluna de ar.

Os dados coletados durante os sobrevoos serão comparados com informações obtidas por satélites e por equipamentos instalados no solo. O trabalho deve ajudar a reduzir as incertezas dos modelos climáticos e melhorar as estimativas de emissão e absorção de gases de efeito estufa.

O Pantanal desperta especial interesse dos cientistas por ser uma das maiores áreas alagadas do mundo. A decomposição de matéria orgânica em ambientes com pouco oxigênio pode provocar a liberação natural de metano.

Cooperação entre Brasil e Alemanha

A coordenação brasileira está sob responsabilidade de Dirceu Luís Herdies, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A cooperação internacional é coordenada por Andreas Fix, do Centro Aeroespacial Alemão.

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A lista autorizada pelo CNPq reúne pesquisadores ligados ao Centro Aeroespacial Alemão, ao Instituto Max Planck de Biogeoquímica e às universidades de Bremen e Heidelberg.

A maioria dos integrantes é da Alemanha, mas a missão também conta com pesquisadores da França, Índia, Polônia, Itália, Colômbia, Estados Unidos, Áustria e Espanha.

O grupo atua em áreas como física da atmosfera, sensoriamento remoto, biogeoquímica e experimentos de voo.

Missão recebeu aval do Conselho de Defesa Nacional

Por envolver pesquisadores estrangeiros, sobrevoos e coleta de dados em áreas próximas à faixa de fronteira, a missão recebeu anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional.

O aval foi concedido em 22 de junho e publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte. A exigência está prevista na legislação brasileira para expedições científicas realizadas por estrangeiros em território nacional.

A nova portaria revoga uma autorização publicada em março que tratava do mesmo projeto. Qualquer pedido de prorrogação deverá ser apresentado pela coordenação brasileira com justificativa, relatório técnico das atividades e antecedência mínima de 45 dias em relação ao fim da vigência.

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