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Otimismo

Max Russi crava 6 cadeiras e sonha com 7 deputados do Podemos na ALMT em 2026

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GERAL

Foto: Reprodução

O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, projeta eleger até sete representantes do partido para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. A legenda oficializou 25 candidatos a deputado estadual, entre parlamentares, ex-prefeitos, vereadores, gestores públicos, empresários e lideranças regionais.

Segundo Max, a composição reúne nomes competitivos. “Seis cadeiras eu tenho 100% de certeza de que o Podemos terá. Serão 25% da Assembleia no próximo mandato. Sete cadeiras são o nosso sonho”, declarou.

Para o parlamentar, a presença da legenda em diferentes municípios fortalece o projeto de ampliar a bancada na Assembleia Legislativa.

“Temos candidatos preparados, homens e mulheres que conhecem as necessidades de suas regiões. Meu compromisso é trabalhar para fortalecer cada nome e garantir ao Podemos uma grande representação na Assembleia”, afiançou.

Conheça os candidatos do Podemos a deputado estadual por Mato Grosso:

  • Adelcino Francisco Lopo, o Adelcino Lopo, duas vezes prefeito de Pontal do Araguaia.
  • Alberto Machado, Beto Dois a Um, deputado estadual, músico, produtor cultural e ex-secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.
  • Alessandra Ferreira Croco de Souza, ex-secretária de Promoção e Assistência Social e primeira-dama de Rondonópolis.
  • Alex Rodrigues, vereador por Cuiabá, formado em Políticas Sociais, possui trabalho comunitário na região Sul de Cuiabá.
  • Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, Allan Kardec, professor, foi vereador por Cuiabá, deputado estadual e secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer e de Ciência e Tecnologia.
  • Carlos Fernando Pereira Filho, Carlos Kan, agricultor de Diamantino, foi candidato a prefeito em 2024.
  • Celso Paulo Banazeski, o Celso Banazeski, foi prefeito de Colíder por dois mandatos e secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento Regional.
  • Eliza Salete Bergamin Lima, Salete Bergamin, foi vereadora em Juína.
  • Fabio José Tardin, Fabinho Tardin, deputado estadual, foi gari, vereador e presidente da Câmara de Várzea Grande por dois mandatos.
  • Geovane Gamba, empresário e produtor rural de Alta Floresta.
  • Janailza Taveira Leite, a Janailza Taveira, foi prefeita de São Félix do Araguaia e vice-presidente da AMM.
  • Joize Ponciano Gonçalves Pinheir, a Joize Marques, advogada e vereadora por Colíder, exerce o segundo mandato.
  • Karen Priscila Rocha Antunes Santos, a Karen Rocha, é advogada, foi candidata à Prefeitura de Tangará da Serra.
  • Luiz Gustavo Mariano Machado, o Gustavo Bang, empresário e pecuarista de Nova Xavantina.
  • Marcos Manoel Barbosa, o Marcos Paulista, foi vereador por Lucas do Rio Verde.
  • Mauro Luiz Savi, o Mauro Savi, foi vereador e deputado estadual, foi o parlamentar mais votado de Mato Grosso em 2014.
  • Max Joel Russi, Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa e do Podemos-MT, exerce o terceiro mandato como deputado.
  • Meraldo Figeuiredo Sá, Meraldo Sá, pecurarista, foi prefeito de Acorizal e presidente da AMM.
  • Priscila Dourado Melo da Silva, Priscila Dourado, enfermeira, foi secretária de Assistência Social de Alto Araguaia e suplente de deputada estadual.
  • Rafael Machado, foi prefeito de Campo Novo do Parecis.
  • Dickson Soares Casarin, o sargento Casarin, é policial militar em Sinop.
  • Scheila Pedroso da Silva, a Scheila Pedroso, arquiteta, urbanista, foi secretária de Habitação e de Assistência Social de Sinop e presidente da APDM-MT.
  • Ubiratan Ferreira da Silva, o Bira da Econômica, empresário de Primavera do Leste, presidiu a Aciple por quatro mandatos.
  • Ulysses Lacerda Moraes, o Ulysses Moraes, advogado, foi deputado estadual.
  • Valdeníria Dutra Ferreira, Valdeníria Dutra, vereadora por Cáceres por sete mandatos, suplente de deputada estadual.
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AGRICULTURA

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia

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Foto: Divulgação

Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

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Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

Monitoramento será decisivo

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A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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