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Pantanal e na Amazônia

Avião-laboratório de missão internacional usa Cuiabá como base para medir gases de efeito estufa

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GERAL

Foto DLR

Uma missão científica internacional está usando Cuiabá como base para sobrevoar o Pantanal e o sul da Bacia Amazônica e medir as concentrações de dióxido de carbono e metano na atmosfera. A campanha reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros e utiliza um avião-laboratório equipado com sensores de alta precisão.

A autorização para a coleta dos dados consta da Portaria nº 2.887 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União.

O documento autoriza a participação de 59 pesquisadores estrangeiros na missão CoMet 3.0 Tropics. O ato foi assinado em 14 de agosto pelo presidente do CNPq, Olival Freire Junior, e tem validade até 20 de dezembro de 2026.

Voos partem de Cuiabá

A campanha utiliza a aeronave de pesquisa HALO, um Gulfstream G550 adaptado para funcionar como laboratório aéreo. Os voos partem de Cuiabá e percorrem áreas do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica.

A portaria registra as coordenadas da base de operações na capital mato-grossense e limita a autorização à coleta de dados científicos nessas regiões.

Os voos começaram em 31 de julho e devem continuar até meados de setembro. A previsão é de aproximadamente 15 missões científicas, com duração de até dez horas cada e média de três voos por semana, conforme informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Embora os voos estejam previstos para terminar em setembro, a autorização permanece válida até dezembro para permitir eventuais mudanças no calendário provocadas por condições meteorológicas ou operacionais.

Missão mede dióxido de carbono e metano

O objetivo da campanha é medir as concentrações e os fluxos de dióxido de carbono e metano, gases relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O avião transporta equipamentos capazes de fazer medições em diferentes altitudes. Entre eles está um sistema lidar, tecnologia que utiliza pulsos de laser para analisar a concentração dos gases na coluna de ar.

Os dados coletados durante os sobrevoos serão comparados com informações obtidas por satélites e por equipamentos instalados no solo. O trabalho deve ajudar a reduzir as incertezas dos modelos climáticos e melhorar as estimativas de emissão e absorção de gases de efeito estufa.

O Pantanal desperta especial interesse dos cientistas por ser uma das maiores áreas alagadas do mundo. A decomposição de matéria orgânica em ambientes com pouco oxigênio pode provocar a liberação natural de metano.

Cooperação entre Brasil e Alemanha

A coordenação brasileira está sob responsabilidade de Dirceu Luís Herdies, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A cooperação internacional é coordenada por Andreas Fix, do Centro Aeroespacial Alemão.

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A lista autorizada pelo CNPq reúne pesquisadores ligados ao Centro Aeroespacial Alemão, ao Instituto Max Planck de Biogeoquímica e às universidades de Bremen e Heidelberg.

A maioria dos integrantes é da Alemanha, mas a missão também conta com pesquisadores da França, Índia, Polônia, Itália, Colômbia, Estados Unidos, Áustria e Espanha.

O grupo atua em áreas como física da atmosfera, sensoriamento remoto, biogeoquímica e experimentos de voo.

Missão recebeu aval do Conselho de Defesa Nacional

Por envolver pesquisadores estrangeiros, sobrevoos e coleta de dados em áreas próximas à faixa de fronteira, a missão recebeu anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional.

O aval foi concedido em 22 de junho e publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte. A exigência está prevista na legislação brasileira para expedições científicas realizadas por estrangeiros em território nacional.

A nova portaria revoga uma autorização publicada em março que tratava do mesmo projeto. Qualquer pedido de prorrogação deverá ser apresentado pela coordenação brasileira com justificativa, relatório técnico das atividades e antecedência mínima de 45 dias em relação ao fim da vigência.

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Centro-Oeste tem maior avanço na adoção de criptomoedas no Brasil impulsionadas pelo agro

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Foto: Divulgação

O Centro-Oeste se destacou no avanço da adoção de criptomoedas no Brasil, puxado principalmente pelo agronegócio. É o que aponta a 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha.

O levantamento mostra que os ativos digitais estão avançando para além dos investimentos e da especulação financeira e começam a ganhar espaço em atividades da economia real. Nesse cenário, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento da adoção entre as regiões brasileiras, segundo a pesquisa.

Apesar do destaque regional, o estudo divulgado não informa o percentual específico de moradores do Centro-Oeste que possuem ou já possuíram criptomoedas. Em todo o país, 17,2% da população possui ou já possuiu ativos digitais, o equivalente a quase 29 milhões de brasileiros.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros em maio deste ano e foi realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha, com patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex.

Conhecimento sobre criptomoedas cresce

Além do aumento da adoção, mais brasileiros afirmam conhecer as criptomoedas. O índice chegou a 66,4% da população, cerca de dois em cada três brasileiros.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em 2025, houve crescimento de 10,1 pontos percentuais no nível de conhecimento sobre os ativos digitais. O avanço foi maior entre pessoas com apenas o Ensino Fundamental, segundo o levantamento.

Ainda assim, o mercado encontra barreiras para conquistar novos investidores. Entre aqueles que conhecem criptomoedas, mas nunca investiram, 77% apontaram a complexidade de utilização da tecnologia como obstáculo. A falta de informação foi mencionada por 42%.

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Segundo a Paradigma Education, a pesquisa busca dimensionar a participação do Brasil no mercado global de criptomoedas e acompanhar a evolução da adoção da tecnologia no país.

Região teve o maior avanço na adoção de ativos digitais no Brasil, impulsionado principalmente pelo agronegócio.

  • 17,2% dos brasileiros possuem ou já possuíram criptomoedas.
  • 29 milhões de brasileiros já tiveram contato com ativos digitais.
  • 66,4% da população afirma conhecer criptomoedas.
  • 83% dos investidores usam aplicativos de bancos como uma das formas de acessar criptomoedas.
  • 37% dos entrevistados do Centro-Oeste citam o aumento de impostos como preocupação.
  • 29,3% no Centro-Oeste temem um eventual novo confisco do dinheiro guardado.

Fonte: 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 137 municípios.

Bancos viram principal porta de entrada

Outra mudança identificada pela pesquisa está na forma como os brasileiros compram criptomoedas. Entre os investidores, 83% apontaram aplicativos de bancos como uma das formas utilizadas para acessar os ativos digitais.

Como a pergunta permitia mais de uma resposta, 26% também mencionaram carteiras próprias e 20% disseram comprar ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas.

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O levantamento também identificou potencial para expansão desse mercado. Entre os brasileiros familiarizados com criptomoedas, três em cada dez pretendem investir nos próximos dois anos. Entre quem já possui ativos digitais, a proporção chega a 63%.

Quando questionados sobre investimentos de longo prazo com maior potencial de retorno, 43% daqueles que conhecem criptomoedas escolheram ações negociadas em bolsa. A poupança apareceu com 30% e as criptomoedas, com 24%.

Centro-Oeste lidera preocupação com impostos

O levantamento também investigou as principais preocupações econômicas dos brasileiros. Enquanto a inflação se destaca entre as preocupações no país e chega a 43,1% no Sudeste, o Centro-Oeste registra o maior percentual de entrevistados preocupados com um possível aumento de impostos: 37%.

A região também lidera o temor de um eventual novo confisco do dinheiro guardado, preocupação mencionada por 29,3% dos entrevistados do Centro-Oeste.

Criptomoedas entram no debate eleitoral

A pesquisa também identificou reflexos do crescimento do mercado de ativos digitais sobre o cenário eleitoral.

Segundo o levantamento, 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas.

Para a ABCripto, o aumento da confiança e da utilização dos ativos digitais faz com que os investidores também passem a cobrar representação e posicionamento dos candidatos sobre o setor.

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