Estrada de Chapada
ICMBio barra duplicação da MT-251 e Governo busca alternativas para liberar obra
O Governo de Mato Grosso considera a obra necessária para melhorar o tráfego e garantir mais segurança aos motoristas que utilizam a estrada entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães
GERAL
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deu parecer contrário à duplicação da MT-251 no trecho que passa dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
A negativa foi comunicada nesta semana e agora a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) avalia os próximos passos para tentar viabilizar a duplicação da rodovia. O Governo de Mato Grosso considera a obra necessária para melhorar o tráfego e garantir mais segurança aos motoristas que utilizam a estrada entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
As informações foram repassadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, ao governador Otaviano Pivetta, durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (14).
O secretário explicou que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reivindicou a responsabilidade do licenciamento ambiental para as obras da estrada dentro do Parque e, então, pediu parecer do ICMBio sobre os projetos. O ICMBio respondeu negativamente para a duplicação da estrada.
“Estamos já pensando no próximo passo, pois estamos falando de vidas humanas. Queremos solucionar de vez essa questão da duplicação, pois essa negativa atrasa as obras que fazem parte da melhoria necessária para a população ir e vir com segurança para Chapada dos Guimarães”, disse o secretário.
Além da duplicação, a Sinfra aguarda a liberação do licenciamento para a construção do túnel no Portão do Inferno. Segundo o secretário, as tratativas continuam para conseguir a autorização para o projeto, considerado pelo Governo do Estado como a solução definitiva para garantir a segurança e a fluidez do tráfego na região.
Atuação ininterrupta
A Sinfra mantém as ações de monitoramento e controle ambiental previstas nas condicionantes das licenças ambientais já emitidas, como execução dos programas de gestão ambiental, gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramento de efluentes líquidos, ruídos e vibrações, emissões atmosféricas, segurança, meio ambiente e saúde do trabalhador, recuperação de áreas degradadas, controle de processos erosivos, monitoramento da supressão de vegetação, conservação da fauna e mitigação de atropelamentos da fauna silvestre.
Além disso, a Secretaria faz o videomonitoramento do local, que auxilia no acompanhamento contínuo das condições da área, especialmente durante o período de chuvas, para controle do tráfego conforme o protocolo de segurança vigente.
GERAL
Campeão de pôquer é um dos alvos de operação do Gaeco; nomes
O empresário e campeão brasileiro de pôquer Leandro Zavodini foi um dos alvos da terceira fase da Operação Safra Desviada, que apura um suposto esquema de desvio de cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen.
A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco) nesta quinta-feira (13).
Esta é a terceira fase da operação, que cumpriu ordens de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 120 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. As medidas foram cumpridas em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã.
Conforme apurado pelo reportagem, além do empresário, também foram alvos nesta fase Pedro Sutilli, Simone Marquetti e as empresas Agrícola Faccio Ltda., Faccio Transportadora Ltda., Agropecuária Catarinense Ltda., Faccio Participações Ltda., Agrícola Maripá Ltda. e Sagel Comércio de Cereais Ltda
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias do Polo de Sinop.
Segundo as investigações do Gaeco, o grupo atuava de forma organizada e utilizava as funções que os investigados ocupavam nas empresas envolvidas para facilitar o desvio de cargas de grãos do Grupo Lermen.
Leandro Zavodini é produtor rural e proprietário da Agrícola Maripá, sediada em Lucas do Rio Verde. Ele ficou conhecido nacionalmente após vencer campeonatos de pôquer.
Além da investigação sobre o suposto desvio de grãos, o empresário foi alvo, em dezembro de 2025, da Operação Ignis Justiça, que apurou crimes como furto de energia, corrupção, estelionato, adulteração do sistema de medição e fraude processual.
Na ocasião, ele foi preso e posteriormente liberado após o pagamento de R$ 1 milhão em fiança.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e pela concessionária de energia Energisa à época da operação, o volume de energia supostamente desviado pelo empresário seria suficiente para abastecer uma cidade do porte de Chapada dos Guimarães durante cinco meses.
Outras fases da Operação Safra Desviada
A primeira fase da Operação Safra Desviada foi deflagrada pelo Gaeco em fevereiro e apurou o desvio de grãos e prejuízos estimados em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor.
Na ocasião, foram cumpridas 180 medidas cautelares em Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.
Já a segunda fase da Operação Safra Desviada investigou um esquema criminoso de desvios estimados em R$ 28,7 milhões no agronegócio de Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais contra os investigados, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, além de Presidente Prudente e Álvares Machado, no estado de São Paulo.
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