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FEMINICIDA FORAGIDO

Polícia Civil caça homem que matou namorada em Cuiabá; denuncie

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A Polícia Civil está à procura de Fabiano Oliveira Borges, conhecido como “Pépi”, apontado como autor do feminicídio de Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, assassinada com um tiro na nuca na manhã desse sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá.

O homem está foragido e é procurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Em um cartaz que circula pelas redes, a Polícia Civil pede que qualquer informação que possa ajudar na localização do feminicida seja repassada à DHPP pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo telefone (65) 98173-0559.

A identidade do denunciante será mantida em sigilo absoluto.

A vítima foi baleada dentro da kitnet onde morava, e o filho dela, de 3 anos, teria presenciado o crime.

Após o disparo, Fabiano teria trancado a porta e fugido de motocicleta, deixando a criança sozinha no imóvel com a mãe.

O menino e a vítima foram encontrados pelo ex-marido de Ana Cristina, que foi até o local após uma testemunha ligar para ele e dizer que havia ouvido um barulho de tiro vindo da casa da jovem.

Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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O relacionamento entre Ana Cristina e Fabiano tinha aproximadamente um mês. Além da criança de 3 anos, ela deixou outro filho, que tem necessidades especiais.

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Possível premeditação

A investigação do feminicídio é conduzida pelo delegado Bruno Abreu, da DHPP.

Conforme informado por ele, há indícios de que o assassinato tenha sido premeditado, pois Fabiano deixou uma mala com roupas prontas na casa de Ana Cristina, o que indica, segundo o delegado, que ele pretendia criar um álibi e alegar que estaria viajando no horário do crime.

A mala, no entanto, teria sido deixada no imóvel porque o assassino fugiu de motocicleta.

Outro elemento analisado pela investigação é o relato de uma testemunha, que disse que Fabiano esteve na casa da vítima por volta das 18h de sexta-feira (14) e deixou a motocicleta em uma posição considerada incomum.

Na ocasião, Ana Cristina teria contado que pretendia reatar o relacionamento com o ex-marido. Fabiano, então, teria ameaçado a jovem e dito que ela “não ia ficar com ninguém”.

Fabiano é proprietário da Pepicell Assistência Técnica, no bairro Alvorada.

Pedido de ajuda

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Ana Cristina era natural de Viana, no Maranhão. A família está arrecadando dinheiro para custear o traslado do corpo da jovem para o estado de origem.

As doações podem ser feitas pelo Pix 65993341835, em nome de Itamar de Jesus Matos.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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Campanha começa com Wellington 11 pontos à frente de Pivetta em MT

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A campanha eleitoral começou oficialmente, neste domingo (16), com Wellington Fagundes (PL) na liderança e 11 pontos percentuais à frente do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), segundo pesquisa Percent Brasil.

Mais do que a distância entre os dois primeiros colocados, porém, o levantamento revela uma disputa ainda aberta: quase um quarto do eleitorado não escolheu candidato, mesmo quando recebe a lista com os nomes.

Wellington aparece com 32% das intenções de voto, contra 21% de Pivetta e 11% de Natasha Slhessarenko (PSD).

Os demais candidatos ficam em patamares inferiores. Os indecisos representam 24,5%.

INFO pesquisa GOVERNO

A indefinição é muito maior na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos concorrentes: 72,4% não apontam candidato.

A diferença entre as duas modalidades sugere que boa parcela do eleitorado reconhece e escolhe um nome quando confrontada com as alternativas, mas ainda não incorporou espontaneamente essa preferência.

É justamente esse contingente que tende a se transformar em um dos principais alvos das campanhas a partir de agora.

TRÊS CRESCEM – A série da própria PercentBrasil mostra outra característica relevante. Wellington, Pivetta e Natasha cresceram, simultaneamente, nos últimos três levantamentos.

Em junho, Wellington tinha 27%, avançou para 28% em julho e, agora, chega aos 32%.

Pivetta saiu de 17,2% para 18,7% e 21%. Natasha passou de 5,9% para 8,4% e alcançou 11%.

Isso significa que, até aqui, o crescimento de um candidato não ocorreu necessariamente às custas de outro.

Parte da movimentação pode estar associada à redução da indefinição e também às mudanças na configuração da disputa ao longo do período.

Na série Percent, Wellington acumulou cinco pontos de crescimento desde junho.

Pivetta avançou 3,8 pontos, enquanto Natasha apresentou proporcionalmente a maior expansão, praticamente dobrando de 5,9% para 11%.

Pesquisas eleitorais, porém, representam retratos do momento em que as entrevistas são realizadas e comparações precisam considerar metodologia, amostra, margem de erro e composição dos cenários.

DISTÂNCIAS DIFERENTES – A vantagem apontada pela PercentBrasil não se repete com a mesma intensidade em todos os levantamentos recentes.

Na pesquisa Real Time Big Data, realizada entre 7 e 11 de agosto, Wellington registrou 34%, Pivetta 26% e Natasha 13%, diferença de oito pontos entre os dois primeiros.

Já o MT Dados, em levantamento realizado entre 15 e 21 de julho, encontrou cenário de equilíbrio: Pivetta tinha 25,2% e Wellington, 24,3%, diferença inferior à margem de erro de três pontos percentuais. Natasha aparecia com 10,6%.

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O Instituto Mais, em pesquisa divulgada no fim de julho, apontou Wellington com 33% e Pivetta com 21%, além de Jayme Campos, então incluído no cenário, com 19%.

A própria PercentBrasil havia registrado, em julho, Wellington com 28% e Pivetta com 18,7%.

As diferenças impedem que os resultados de institutos distintos sejam tratados como uma única série histórica.

Cada levantamento deve ser analisado de acordo com sua metodologia e período de campo.

DISPUTA PELO ELEITOR QUE AINDA NÃO ESCOLHEU – Com o início oficial da campanha, entram no jogo elementos que tiveram alcance limitado durante a pré-campanha: pedido explícito de voto, propaganda eleitoral, caminhadas, mobilizações, maior presença nas ruas e intensificação da comunicação digital.

É nesse ambiente que os 24,5% de indecisos da pesquisa estimulada ganham peso.

Para Wellington, o desafio passa a ser preservar a liderança registrada pela Percent e converter preferência eleitoral em voto consolidado.

Pivetta precisa ampliar seu alcance para reduzir a diferença apontada pelo levantamento.

Natasha, embora distante dos dois primeiros, começa a campanha depois de uma trajetória de crescimento na série da Percent.

Os números mostram, portanto, duas fotografias simultâneas da largada: Wellington começa na frente na PercentBrasil, mas uma parcela relevante do eleitorado ainda está disponível para ser conquistada.

E a espontânea reforça que, para grande parte dos mato-grossenses, a campanha propriamente dita está apenas começando.

SETE EM FEZ AINDA NÃO CITAM NOME DO GOVERNO – A campanha eleitoral começou  neste domingo (16) com um paradoxo na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Ao mesmo tempo em que Wellington Fagundes (PL) lidera o cenário estimulado, com 32% das intenções de voto, sete em cada dez eleitores ainda não conseguem ou não querem citar espontaneamente um candidato quando perguntados em quem pretendem votar.

Na pesquisa espontânea da PercentBrasil, 72,4% dos entrevistados não indicaram um nome.

Quando o pesquisador apresenta a relação dos candidatos, entretanto, a indefinição despenca para 24,5%.

A diferença de quase 48 pontos percentuais entre as duas modalidades ajuda a medir o grau de consolidação das candidaturas neste início de campanha.

Na pesquisa estimulada, Wellington aparece com 32%, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com 21%, e Natasha Slhessarenko (PSD), com 11%.

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O resultado dá ao candidato do PL uma vantagem de 11 pontos sobre Pivetta.

A espontânea produz uma fotografia diferente porque exige que o eleitor se lembre e indique sozinho o candidato, sem receber previamente uma lista de opções.

CAMPANHA AINDA TEM ESPAÇO – A comparação coloca uma questão importante para a próxima etapa da eleição: até que ponto a liderança registrada na pesquisa estimulada representa uma preferência já consolidada?

O levantamento não permite concluir que os 72,4% estejam necessariamente disponíveis para qualquer candidatura.

Parte desses eleitores pode ter preferência, mas não mencionar espontaneamente o nome; outros podem decidir apenas após maior exposição à campanha.

Por isso, espontânea e estimulada medem situações diferentes e não devem ser tratadas como se uma anulasse a outra.

O que os números mostram é que a lembrança espontânea dos candidatos ainda é significativamente menor do que a intenção de voto registrada quando os nomes são apresentados.

Para Wellington, o desafio será transformar a liderança estimulada em uma preferência cada vez mais consolidada.

Para Pivetta e Natasha, a elevada indefinição espontânea representa espaço para ampliar conhecimento e tentar alterar a atual distribuição das intenções de voto.

CAMPANHA MUDA O AMBIENTE – A partir deste domingo, os candidatos podem pedir votos oficialmente e intensificar propaganda, caminhadas, reuniões, entrevistas e comunicação pelas redes sociais.

Esse novo ambiente tende a aumentar a exposição dos concorrentes justamente entre os eleitores que ainda não associam espontaneamente um nome à disputa.

A série recente da PercentBrasil já registra crescimento dos três principais candidatos na pesquisa estimulada.

Wellington passou de 27% em junho para 28% em julho e 32% em agosto.

Pivetta avançou de 17,2% para 18,7% e 21%, enquanto Natasha saiu de 5,9% para 8,4% e 11%.

Os três cresceram simultaneamente, um sinal de que parte da movimentação até agora ocorre à medida que o eleitorado começa a formar sua escolha, e não necessariamente por transferência direta de votos entre os principais adversários.

Com 72,4% sem citar espontaneamente um candidato, portanto, a largada oficial ocorre com uma liderança definida na estimulada, mas com parcela expressiva do eleitorado ainda sem uma escolha suficientemente consolidada para aparecer quando nenhuma alternativa é apresentada.

A disputa das próximas semanas será justamente por transformar reconhecimento de nomes em preferência — e preferência em voto consolidado.

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