ELEIÇÕES 2026 - PESQUISA
Campanha começa com Wellington 11 pontos à frente de Pivetta em MT
GERAL
A campanha eleitoral começou oficialmente, neste domingo (16), com Wellington Fagundes (PL) na liderança e 11 pontos percentuais à frente do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), segundo pesquisa Percent Brasil.
Mais do que a distância entre os dois primeiros colocados, porém, o levantamento revela uma disputa ainda aberta: quase um quarto do eleitorado não escolheu candidato, mesmo quando recebe a lista com os nomes.
Wellington aparece com 32% das intenções de voto, contra 21% de Pivetta e 11% de Natasha Slhessarenko (PSD).
Os demais candidatos ficam em patamares inferiores. Os indecisos representam 24,5%.

A indefinição é muito maior na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos concorrentes: 72,4% não apontam candidato.
A diferença entre as duas modalidades sugere que boa parcela do eleitorado reconhece e escolhe um nome quando confrontada com as alternativas, mas ainda não incorporou espontaneamente essa preferência.
É justamente esse contingente que tende a se transformar em um dos principais alvos das campanhas a partir de agora.
TRÊS CRESCEM – A série da própria PercentBrasil mostra outra característica relevante. Wellington, Pivetta e Natasha cresceram, simultaneamente, nos últimos três levantamentos.
Em junho, Wellington tinha 27%, avançou para 28% em julho e, agora, chega aos 32%.
Pivetta saiu de 17,2% para 18,7% e 21%. Natasha passou de 5,9% para 8,4% e alcançou 11%.
Isso significa que, até aqui, o crescimento de um candidato não ocorreu necessariamente às custas de outro.
Parte da movimentação pode estar associada à redução da indefinição e também às mudanças na configuração da disputa ao longo do período.
Na série Percent, Wellington acumulou cinco pontos de crescimento desde junho.
Pivetta avançou 3,8 pontos, enquanto Natasha apresentou proporcionalmente a maior expansão, praticamente dobrando de 5,9% para 11%.
Pesquisas eleitorais, porém, representam retratos do momento em que as entrevistas são realizadas e comparações precisam considerar metodologia, amostra, margem de erro e composição dos cenários.
DISTÂNCIAS DIFERENTES – A vantagem apontada pela PercentBrasil não se repete com a mesma intensidade em todos os levantamentos recentes.
Na pesquisa Real Time Big Data, realizada entre 7 e 11 de agosto, Wellington registrou 34%, Pivetta 26% e Natasha 13%, diferença de oito pontos entre os dois primeiros.
Já o MT Dados, em levantamento realizado entre 15 e 21 de julho, encontrou cenário de equilíbrio: Pivetta tinha 25,2% e Wellington, 24,3%, diferença inferior à margem de erro de três pontos percentuais. Natasha aparecia com 10,6%.
O Instituto Mais, em pesquisa divulgada no fim de julho, apontou Wellington com 33% e Pivetta com 21%, além de Jayme Campos, então incluído no cenário, com 19%.
A própria PercentBrasil havia registrado, em julho, Wellington com 28% e Pivetta com 18,7%.
As diferenças impedem que os resultados de institutos distintos sejam tratados como uma única série histórica.
Cada levantamento deve ser analisado de acordo com sua metodologia e período de campo.
DISPUTA PELO ELEITOR QUE AINDA NÃO ESCOLHEU – Com o início oficial da campanha, entram no jogo elementos que tiveram alcance limitado durante a pré-campanha: pedido explícito de voto, propaganda eleitoral, caminhadas, mobilizações, maior presença nas ruas e intensificação da comunicação digital.
É nesse ambiente que os 24,5% de indecisos da pesquisa estimulada ganham peso.
Para Wellington, o desafio passa a ser preservar a liderança registrada pela Percent e converter preferência eleitoral em voto consolidado.
Pivetta precisa ampliar seu alcance para reduzir a diferença apontada pelo levantamento.
Natasha, embora distante dos dois primeiros, começa a campanha depois de uma trajetória de crescimento na série da Percent.
Os números mostram, portanto, duas fotografias simultâneas da largada: Wellington começa na frente na PercentBrasil, mas uma parcela relevante do eleitorado ainda está disponível para ser conquistada.
E a espontânea reforça que, para grande parte dos mato-grossenses, a campanha propriamente dita está apenas começando.
SETE EM FEZ AINDA NÃO CITAM NOME DO GOVERNO – A campanha eleitoral começou neste domingo (16) com um paradoxo na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
Ao mesmo tempo em que Wellington Fagundes (PL) lidera o cenário estimulado, com 32% das intenções de voto, sete em cada dez eleitores ainda não conseguem ou não querem citar espontaneamente um candidato quando perguntados em quem pretendem votar.
Na pesquisa espontânea da PercentBrasil, 72,4% dos entrevistados não indicaram um nome.
Quando o pesquisador apresenta a relação dos candidatos, entretanto, a indefinição despenca para 24,5%.
A diferença de quase 48 pontos percentuais entre as duas modalidades ajuda a medir o grau de consolidação das candidaturas neste início de campanha.
Na pesquisa estimulada, Wellington aparece com 32%, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com 21%, e Natasha Slhessarenko (PSD), com 11%.
O resultado dá ao candidato do PL uma vantagem de 11 pontos sobre Pivetta.
A espontânea produz uma fotografia diferente porque exige que o eleitor se lembre e indique sozinho o candidato, sem receber previamente uma lista de opções.
CAMPANHA AINDA TEM ESPAÇO – A comparação coloca uma questão importante para a próxima etapa da eleição: até que ponto a liderança registrada na pesquisa estimulada representa uma preferência já consolidada?
O levantamento não permite concluir que os 72,4% estejam necessariamente disponíveis para qualquer candidatura.
Parte desses eleitores pode ter preferência, mas não mencionar espontaneamente o nome; outros podem decidir apenas após maior exposição à campanha.
Por isso, espontânea e estimulada medem situações diferentes e não devem ser tratadas como se uma anulasse a outra.
O que os números mostram é que a lembrança espontânea dos candidatos ainda é significativamente menor do que a intenção de voto registrada quando os nomes são apresentados.
Para Wellington, o desafio será transformar a liderança estimulada em uma preferência cada vez mais consolidada.
Para Pivetta e Natasha, a elevada indefinição espontânea representa espaço para ampliar conhecimento e tentar alterar a atual distribuição das intenções de voto.
CAMPANHA MUDA O AMBIENTE – A partir deste domingo, os candidatos podem pedir votos oficialmente e intensificar propaganda, caminhadas, reuniões, entrevistas e comunicação pelas redes sociais.
Esse novo ambiente tende a aumentar a exposição dos concorrentes justamente entre os eleitores que ainda não associam espontaneamente um nome à disputa.
A série recente da PercentBrasil já registra crescimento dos três principais candidatos na pesquisa estimulada.
Wellington passou de 27% em junho para 28% em julho e 32% em agosto.
Pivetta avançou de 17,2% para 18,7% e 21%, enquanto Natasha saiu de 5,9% para 8,4% e 11%.
Os três cresceram simultaneamente, um sinal de que parte da movimentação até agora ocorre à medida que o eleitorado começa a formar sua escolha, e não necessariamente por transferência direta de votos entre os principais adversários.
Com 72,4% sem citar espontaneamente um candidato, portanto, a largada oficial ocorre com uma liderança definida na estimulada, mas com parcela expressiva do eleitorado ainda sem uma escolha suficientemente consolidada para aparecer quando nenhuma alternativa é apresentada.
A disputa das próximas semanas será justamente por transformar reconhecimento de nomes em preferência — e preferência em voto consolidado.
GERAL
Carne bovina de MT chega a 88 países e gera 2,4 bilhões de dólares em exportações
A carne bovina produzida em Mato Grosso chegou a 88 países no primeiro semestre de 2026 e movimentou 2,4 bilhões de dólares em exportações. O resultado mostra avanço em relação ao mesmo período do ano passado, quando os frigoríficos do estado venderam a proteína para 77 mercados e faturaram 1,47 bilhão de dólares.
Além do aumento no número de destinos e na receita, o valor médio pago pela carne mato-grossense também subiu. A tonelada foi negociada, em média, por 6,1 mil dólares neste ano, ante 5,1 mil dólares no primeiro semestre de 2025.
A expansão reforça o peso da pecuária na pauta de exportações de Mato Grosso e ocorre ao mesmo tempo em que a indústria frigorífica amplia a presença da produção estadual em mercados internacionais.
China segue como principal compradora
A China permanece como o principal destino da carne bovina de Mato Grosso e comprou 282,4 mil toneladas no período. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 41 mil toneladas, seguidos pelo Chile, com 31 mil toneladas.
Também estão entre os dez maiores compradores Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.
Grande parte da produção exportada deixa o país pelos portos de Paranaguá, no Paraná, e Santos, em São Paulo, dois dos principais corredores utilizados pelos frigoríficos mato-grossenses para acessar o mercado externo.
Mais mercados reduzem dependência
A lista de compradores vai além dos grandes consumidores. A carne produzida em Mato Grosso também chegou a países com volumes menores, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.
Para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a ampliação dos destinos reduz a dependência de poucos compradores e diminui a exposição da cadeia produtiva às oscilações de mercados específicos.
A diversificação também pode dar maior previsibilidade aos frigoríficos e pecuaristas e abrir espaço para mercados que pagam mais por determinados padrões de qualidade da carne.
-
SAÚDE6 dias atrásAtraso de fala e hiperfoco nem sempre significam transtorno
-
OPINIÃO7 dias atrásReforma tributária, desafios e oportunidades
-
GERAL6 dias atrásEm MT, 4.635 vidas perdidas para o AVC em um ano expõem o perigo do calor extremo
-
OPINIÃO5 dias atrásDia do Advogado: o importante é inovar
-
OPINIÃO5 dias atrásTécnicas comportamentais
-
GERAL7 dias atrásPF afirma que empresas de bilionário financiaram créditos da Oi
-
GERAL6 dias atrásAlvo de operação da PF, Grupo Piccini nega participação em fundos
-
GERAL7 dias atrásCNJ arquiva ação contra seis desembargadores de MT em disputa por terra de R$ 350 milhões



