ASSASSINATO EM CUIABÁ
Ministério Público pede prisão de advogado e mais dois por comprar arma que matou Zampieri
GERAL
O Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ingressou com um recurso em sentido estrito perante o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para tentar reverter a decisão judicial que negou a prisão preventiva do advogado Peterson Venites Komel Júnior, de Salézia Maria Pereira de Oliveira e de Mario Jorge Bucater.
O trio, que foi alvo da 7ª Fase da Operação Sisamnes, é denunciado por integrar a organização criminosa montada para executar o advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, na Capital.
O recurso é assinado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo (21ª Promotoria Criminal de Cuiabá), Vinícius Gahyva Martins (1ª Promotoria Criminal) e Élide Manzini de Campos (2ª Promotoria Criminal).
Eles contestam o entendimento da juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que, ao receber a denúncia, manteve os três submetidos apenas a medidas cautelares diversas da prisão, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, sob a justificativa de que as restrições já haviam sido impostas anteriormente pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, o órgão ministerial rebate a tese de que o trio exercia papel secundário e alega que a manutenção deles em liberdade representa um risco para a garantia da ordem pública e para a instrução do processo.
“Não se está diante de integrantes periféricos de uma associação criminosa comum. Os autos revelam que os recorridos integram organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas e comandada por agente com formação militar, voltada, entre outras finalidades, para a prática de homicídios sob encomenda“, argumentaram os promotores.
Disputa por terra de R$ 100 milhões
De acordo com o Ministério Público, a quadrilha era liderada pelo coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e teria sido contratada pelo casal de fazendeiros Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo.
A motivação do crime foi uma disputa jurídica por uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões, localizada no município de Paranatinga. Ao todo, nove pessoas foram denunciadas na ação penal.
A denúncia aponta que, embora o trio não tenha puxado o gatilho, a participação deles foi fundamental na engrenagem do grupo. O advogado Peterson é acusado de atuar diretamente na aquisição de armas de fogo, no recrutamento de novos membros e no monitoramento logístico dos passos da vítima.
Por outro lado, Salézia e Mario Bucater teriam dado o suporte financeiro necessário para pagar pelo silêncio dos executores materiais logo após o assassinato, dificultando que as investigações chegassem aos nomes dos mandantes da execução.
Além de exigir o regime fechado, os promotores se posicionaram contra o pedido de Peterson para retirar o monitoramento eletrônico e reverter a proibição de deixar Cuiabá.
A defesa do advogado alegou que a tornozeleira eletrônica prejudica o exercício da profissão e representaria antecipação de pena. O Ministério Público rebateu os argumentos, apontando que o cumprimento das cautelares é apenas uma obrigação judicial e que o desconforto profissional não se sobrepõe ao interesse público.
O Ministério Público também se opôs à suspensão do prazo para a apresentação da resposta à acusação e defendeu que o iPhone 15 e o notebook Dell apreendidos com Peterson permaneçam sob custódia, mesmo após já terem sido periciados pela Polícia Federal (PF), por entender que os eletrônicos ainda servem como prova na instrução criminal.
GERAL
Mauro Mendes lidera preferência de primeiro voto ao Senado; Janaina mantém segundo voto
Pesquisa divulgada pelo Instituto Data Index aponta que o ex-governador Mauro Mendes (União) lidera as intenções do primeiro voto para Senado em Mato Grosso.
Na modalidade estimulada Mauro aparece com 36% da preferência dos mato-grossenses. Para o segundo voto a deputada Janaina Riva (MDB) é a mais lembrada pelo eleitorado com 14% da preferência.
Conforme o Data Index, para o primeiro voto Mauro Mendes é seguido pela deputada Janaina Riva com 17%. Na sequência surgem o deputado José Medeiros (PL) com 13%, o ex-governador Pedro Taques (PSB) com 11%, o senador Carlos Fávaro (PSD) com 10,05% e Antônio Galvan (Avante) com 3%.
Já no segundo voto, Janaina Riva tem 14% e é é seguida por José Medeiros com 12%, Carlos Fávaro com 11,5%, Pedro Taques com 10, Mauro Mendes com 8% e Antônio Galvan com 2%.
A pesquisa indica ainda que 3,5% dos entrevistados declaram votar nulo. No cenário de incisos 6% não sabem em quem votar no primeiro voto. No segundo voto, o índice sobe para 39%.
A pesquisa Data Index foi realizada entre os dias 01 e 04 de julho de 2026, tem margem de erro estimada em aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça eleitoral sob o protocolo MT-04153-2026.
Reprodução

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