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Estímulo ao setor agropecuário

Governo federal lança Plano Safra 2026/2027 de R$ 525,1 bilhões

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GERAL

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola.

Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.

Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões,

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, um dos principais avanços do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial.

No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota inferior aos 10% até então aplicados.

O Plano Safra também reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, concedendo descontos na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas.

O desconto pode chegar a 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis.

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O programa também estimula a gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.

Resultados

Durante cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que, com o atual plano, o governo federal atingiu o objetivo de não só ampliar o volume de recursos para o setor, mas, principalmente, reduzir as taxas de juros.

“O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo”, disse Alckmin, comemorando os bons resultados que a agropecuária alcançou no último período, “mesmo com o tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Sobrou, da diferença entre o que exportamos e o que importamos, R$ 149,2 bilhões. Isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira”, apontou o presidente em exercício.

Ele assegurou que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade.

Ao classificar o agronegócio como “um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional”, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu a importância de políticas públicas “proporcionais aos desafios”.

“Talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história”, lembrou André de Paula.

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O ministro ressaltou ainda que a taxa de juros de custeio empresarial baixou de 14% para 12,5%.

Confiança

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que servidores federais de todas as pastas envolvidas passaram as últimas semanas “trabalhado dia e noite para conseguir compilar e harmonizar as necessidades e os interesses do agronegócio com as contas públicas e as possibilidades financeiras de a União custear um Plano Safra recorde”.

“A cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB [a soma de todas as riquezas produzidas no país] nacional. E é muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de planos safras subsequentes e o compromisso das equipes de governo de debater temas espinhosos, como a renegociação das dívidas rurais e o seguro rural”, acrescentou Durigan, ao destacar que a venda de produtos agrícolas representam metade de todas as exportações brasileiras.

Representante do setor produtivo no lançamento do Plano Safra, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa (maior biorrefinaria de grãos da América Latina), Guilherme Nolasco, destacou que, “ao apoiar os produtores, o país apoia uma importante cadeia de negócios, responsável por desenvolver a indústria, pesquisa e a logística nacionais, gerando empregos e incrementando a inovação e a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”.

“O Plano Safra é mais do que crédito. É confiança em quem planta, investe e trabalha. Do pequeno ao grande produtor, e também das cooperativas que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional”, declarou Nolasco.

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SES distribui vacina Pneumo 20 aos municípios de Mato Grosso

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Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu 14.700 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente do Ministério da Saúde e já distribuiu aos Escritórios Regionais de Saúde, responsáveis pelo abastecimento dos municípios. A vacina começou a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae.

“É muito importante que os pais levem as crianças pequenas aos postos de saúde para se vacinarem, pois a imunização contribui para a redução de doenças graves, hospitalizações e mortes”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Arcanjo Dias, a vacina passa a integrar o calendário de rotina para crianças menores de 5 anos de idade, conforme orientação do Ministério da Saúde.

“A vacina Pneumo 20 não protege contra a meningite meningocócica do sorogrupo B, conhecida como meningite B, mas oferece proteção contra 20 sorotipos do pneumococo e previne doenças graves, como pneumonia, meningite pneumocócica e outras infecções invasivas. Por isso, é fundamental que as crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias sejam vacinadas”, afirmou.

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A vacina também protege contra a otite média, doença que pode causar perda auditiva e infecção generalizada que pode levar à morte.

“A Pneumo 20 pode custar mais de R$ 500 na rede privada e agora está disponível, gratuitamente, para a população. Então esta é mais uma conquista do SUS a ser comemorada”, acrescentou o superintendente.

Vacinação já começou em Mato Grosso

A vacinação está sendo realizada pelos municípios, nas salas de vacinação, conforme o recebimento das doses e a organização da rede local. Na Baixada Cuiabana, a grande maioria dos municípios retirou as doses e está apta a iniciar a imunização.

Segundo as prefeituras, a vacina já está disponível nas 25 unidades de saúde de Várzea Grande e nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá.

As doses são ofertadas aos seguintes grupos prioritários: crianças menores de 5 anos, povos indígenas sem histórico vacinal com pneumo conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados, e pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

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Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), a Pneumo 20 substituirá as vacinas pneumocócicas 13-valente (Pneumo 13) e polissacarídica 23-valente (Pneumo 23) para os públicos contemplados pelos critérios vigentes.

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