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Regime fechado

Homem que perseguiu e estuprou ex-namorada é condenado a 11 anos de prisão em Cuiabá

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GERAL

Foto: Divulgação

A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, condenou Alexandre Franzner Pisetta a 11 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de estupro e perseguição contra a ex-namorada S.L.V..  Além da pena de reclusão, o condenado terá que pagar 15 dias-multa e R$ 15 mil de indenização por danos morais à vítima.

O caso veio à tona quando a vítima usou as redes sociais para denunciar o empresário e divulgou vídeos dos crimes.

Estupro

Segundo a sentença, o estupro ocorreu em 17 de maio de 2025, quando Alexandre trancou a vítima em um estúdio de sobrancelhas localizado dentro da residência e, mediante violência física e grave intimidação, forçou a ex-namorada a manter ato sexual, enquanto proferia frases humilhantes e de cunho sexual. O episódio foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram a resistência da mulher e a contenção física exercida pelo réu.

A vítima relatou ainda ter sido mantida trancada e espancada por mais de duas horas durante o episódio.

Por esse crime, Alexandre foi condenado a 10 anos e 6 meses de reclusão.

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Perseguição

Após o rompimento definitivo do relacionamento, em novembro de 2025, Alexandre passou a perseguir a ex-namorada de forma reiterada. Ele monitorava a rotina da vítima, enviava inúmeras mensagens agressivas e utilizava celulares de terceiros para tentar burlar os bloqueios feitos pela mulher. As perseguições também envolveram ameaças de morte e demonstrações de ciúme possessivo.

Pelo crime de perseguição majorada, conhecido como stalking, Alexandre foi condenado a 9 meses de reclusão.

Com a soma das penas pelos dois crimes, a condenação definitiva ficou estabelecida em 11 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado.

Indenização e prisão mantida

A Justiça também fixou em R$ 15 mil o valor mínimo de indenização por danos morais a ser pago à vítima.

Na decisão, foram consideradas a gravidade dos fatos e as consequências sofridas pela mulher, incluindo profundo abalo psicológico e uma tentativa de suicídio por esgotamento emocional.

A magistrada também decidiu manter a prisão preventiva de Alexandre para garantir a ordem pública e a proteção da vítima. Segundo a decisão, a soltura representaria risco de reiteração criminosa diante do comportamento considerado “persistente e invasivo”.

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Absolvido de descumprir medida protetiva

Alexandre também respondia pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto na Lei Maria da Penha, mas foi absolvido dessa acusação.

A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges considerou haver dúvida razoável sobre a intenção do réu de violar a ordem judicial, uma vez que houve um período em que o casal retomou consensualmente o relacionamento após a concessão das medidas protetivas.

Diante da dúvida quanto à intenção deliberada de descumprir a determinação judicial, foi aplicado o princípio do in dubio pro reo, resultando na absolvição especificamente dessa acusação.

A sentença também determinou que o condenado comprove sua participação em grupo reflexivo no prazo máximo de 120 dias.

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GERAL

Campeão de pôquer é um dos alvos de operação do Gaeco; nomes

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Foto: Reprodução

O empresário e campeão brasileiro de pôquer Leandro Zavodini foi um dos alvos da terceira fase da Operação Safra Desviada, que apura um suposto esquema de desvio de cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen.

A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco) nesta quinta-feira (13).

Esta é a terceira fase da operação, que cumpriu ordens de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 120 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. As medidas foram cumpridas em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã.

Conforme apurado pelo reportagem, além do empresário, também foram alvos nesta fase Pedro Sutilli, Simone Marquetti e as empresas Agrícola Faccio Ltda., Faccio Transportadora Ltda., Agropecuária Catarinense Ltda., Faccio Participações Ltda., Agrícola Maripá Ltda. e Sagel Comércio de Cereais Ltda

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias do Polo de Sinop.

Segundo as investigações do Gaeco, o grupo atuava de forma organizada e utilizava as funções que os investigados ocupavam nas empresas envolvidas para facilitar o desvio de cargas de grãos do Grupo Lermen.

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Leandro Zavodini é produtor rural e proprietário da Agrícola Maripá, sediada em Lucas do Rio Verde. Ele ficou conhecido nacionalmente após vencer campeonatos de pôquer.

Além da investigação sobre o suposto desvio de grãos, o empresário foi alvo, em dezembro de 2025, da Operação Ignis Justiça, que apurou crimes como furto de energia, corrupção, estelionato, adulteração do sistema de medição e fraude processual.

Na ocasião, ele foi preso e posteriormente liberado após o pagamento de R$ 1 milhão em fiança.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e pela concessionária de energia Energisa à época da operação, o volume de energia supostamente desviado pelo empresário seria suficiente para abastecer uma cidade do porte de Chapada dos Guimarães durante cinco meses.

Outras fases da Operação Safra Desviada

A primeira fase da Operação Safra Desviada foi deflagrada pelo Gaeco em fevereiro e apurou o desvio de grãos e prejuízos estimados em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor.

Na ocasião, foram cumpridas 180 medidas cautelares em Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

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Já a segunda fase da Operação Safra Desviada investigou um esquema criminoso de desvios estimados em R$ 28,7 milhões no agronegócio de Mato Grosso.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais contra os investigados, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, além de Presidente Prudente e Álvares Machado, no estado de São Paulo.

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