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ALERTA

Garimpos concentram 65% dos casos de malária registrados em MT

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GERAL

Foto: Divulgação

Após duas mortes em decorrência de malária serem registradas no estado no ano de 2023, Secretaria de Saúde emitiu um alerta para o aumento da doença em municípios com áreas de garimpo.

Em dados levantados pela Vigilância Epistemológica estadual é possível identificar que dos 1.105 casos de malária registrados no estado, 65% foram concentrados em áreas de garimpo e 8% em áreas indígenas.

Segundo o professor aposentado da UFMT e pesquisador na área da infectologia, Cor Jesus,  o aumento de casos de malária nessas áreas é resultado da soma de baixas condições socioeconômicas, dificuldade de monitoramento por órgãos sanitários e das condições climáticas favoráveis para o mosquito transmissor.

“Muitos garimpos brasileiros, e alguns em Mato Grosso, são implantados em terras indígenas e, por isto, são clandestinos e ilegais. Por estarem nessas condições, as autoridades de saúde dos municípios que os albergam não têm o devido compromisso de atuarem rapidamente nesses espaços, haja vista que são da governabilidade estadual ou federal. Esse atraso na implantação de medidas de controle da transmissão resulta em elevação do número de casos e, portanto, das fontes de infecção, fechando o ciclo vicioso”, diz o médico, que realiza pesquisas no Hospital Júlio Muller e no Instituto Butantã.

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Doença infecciosa febril aguda, a malária é transmitida no Brasil principalmente por mosquitos da espécie  Anopheles darlingi. De acordo com Cor Jesus, as condições ambientais em Mato Grosso contribuem para a alta concentração do mosquito.

“A densidade de mosquitos vetores nas áreas de garimpo, que sempre envolvem modificação ambiental e da bacia hidrográfica, é geralmente maior do que aquela observada em outros sítios ecológicos”, explica.

Contudo, Cor Jesus ressalta que a transmissão da doença só ocorre por vetores já infectados por outros pacientes com malária.

Com tratamento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente infectado pode apresentar sintomas como febre, calafrio, dor de cabeça, dor nas costas, dor nas juntas, náusea e vômitos, a partir de 14 dias após a picada do inseto.

“Qualquer pessoa que tenha estado em área de garimpo ou de alta taxa de malária e apresentar um dos sintomas, deve ficar atento pois pode ser malária. Em Cuiabá, um serviço de referência que funciona muito bem é o Ambulatório de Infectologia do Hospital Júlio Müller. Ao procurar imediatamente a UPA, para não atrasar o diagnóstico, diminui a probabilidade da doença ficar grave” alerta Cor Jesus.

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GERAL

Alvo de operação da PF, Grupo Piccini nega participação em fundos

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O Grupo Piccini afirmou que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às suas empresas possui participação nos fundos de investimento citados na Operação Heritage, da Polícia Federal. O posicionamento foi divulgado após o empresário Jovi Piccini ser alvo da investigação. Ele e empresas ligadas ao seu grupo tiveram os bens bloqueados.

A operação apura suspeitas envolvendo a destinação de recursos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca identificar o caminho percorrido por parte do dinheiro por meio de fundos de investimento e seus possíveis beneficiários.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que as empresas do grupo foram “identificadas como responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação”.

Em nota, o Grupo Piccini procurou separar os fatos investigados pela PF das atividades empresariais desenvolvidas pelas companhias da família.

“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo”, afirmou.

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O grupo ressaltou ainda que a investigação não envolve indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini. Segundo o comunicado, cada companhia possui estrutura, operação e responsabilidades próprias.

A nota também faz uma negativa direta sobre eventual participação nos fundos mencionados na investigação.

“Decorrer do processo legal”

“O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações”, afirmou.

Apesar da negativa, o grupo não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a incluir Jovi Piccini entre os alvos de bloqueio de bens.

Segundo o comunicado, os esclarecimentos específicos relacionados à investigação serão apresentados no decorrer do processo legal, “pelos meios adequados”, com transparência e respeito às autoridades.

O Grupo Piccini afirmou ainda que adotará as medidas ao seu alcance para colaborar com as apurações e contribuir para que os fatos sejam esclarecidos “o mais breve possível”.

As empresas, conforme a nota, continuam funcionando normalmente e mantendo seus compromissos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. O grupo afirma atuar há mais de 40 anos e diz que seguirá dedicado às suas atividades no agronegócio brasileiro.

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Confira a nota do grupo:

“O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo.

O Grupo ressalta ainda que a investigação não alcança indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini, que possuem estruturas, operações e responsabilidades próprias.

Todas as atividades empresariais seguem normalmente, assim como os compromissos assumidos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.

Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações.

A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.”

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