VÁRZEA GRANDE
A Polícia Federal deflagra operação eleitoral contra compra de votos nas eleições de 2024 em Várzea Grande
Conversa de Bastidor
A Polícia Federal deflagrou operação eleitoral contra compra de votos nas eleições de 2024 em Várzea Grande.
Foram visitadas as residências e a sede da Câmara Municipal da cidade, por causa vereadores Adilson Luiz Mayer de Arruda, mais conhecido como Adilsinho (Republicanos) e Kleber Feitosa (PSB).
Ambos em primeiro mandato, no dia da eleição em outubro de 2024, foram denunciados pela prisão de supostos cabos eleitorais com o santinho dos mesmos, presos em novas de valores de R$ 20,00 e R$ 10,00.
Ambos ainda tem ligações políticas. O primeiro é sobrinho do ex-prefeito e médico Arilson Arruda e o segundo pessoa de confiança do deputado Fábio Tardin (PSB) que também teve cabos eleitorais presos com santinhos em notas de dinheiro, só que nas eleições de 2022, lembrando que Tardin foi vereador e presidente da Câmara de Várzea Grande por mais de uma vez.
Uma das ações da Polícia Federal aconteceu no Residencial de Casas de Luxo, Florais dos Lagos em Cuiabá, mas ainda sem informações de quem seria a residência do visitado.
Mais informações em instantes.

Conversa de Bastidor
Em meio à polêmica sobre ‘penduricalhos’, TJMT garante que não paga carro e combustível a magistrados
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) garantiu que não paga benefícios como carro e auxílio-combustível a juízes e desembargadores. A declaração ocorre em meio a um debate nacional sobre vantagens concedidas à magistratura.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesse domingo (1º), juízes e desembargadores de diferentes tribunais do país estariam recebendo benefícios como lanche, vale-alimentação, plano de saúde, auxílio-creche, carro e motorista.
Claudia Marcia de Carvalho Soares, representante da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), afirmou que “juiz de primeiro grau não tem carro, paga do próprio bolso o combustível, não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café. Desembargador não tem quase nada, a não ser um carro, mal tem lanche”. A declaração foi dada durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), que discutiu a restrição de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”, à categoria.
O julgamento, adiado para o fim de março, ocorre após decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que limitaram a autorização para o pagamento dessas verbas.
A reportagem informa que a Folha tentou contato com os 27 Tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, os seis Tribunais Regionais Federais e os 24 Tribunais Regionais do Trabalho para apurar quais benefícios são concedidos a juízes e desembargadores.
Os Tribunais Regionais do Trabalho responderam de forma conjunta, por meio do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O órgão informou que o padrão é disponibilizar carros para magistrados de segundo grau vinculados às atividades funcionais. Em alguns casos, como nos tribunais de grande porte, o atendimento é individualizado para o transporte de desembargadores.
Sobre lanches, o CSJT confirmou a oferta em alguns casos. “Quando há sessões de manhã e à tarde, alguns regionais disponibilizam lanche aos magistrados e magistradas.” Também foi citada a oferta de planos de saúde ou o ressarcimento de despesas médicas.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) informou que juízes, desembargadores e servidores recebem vale-alimentação de R$ 2 mil e auxílio-saúde que varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,9 mil. Desembargadores também têm direito a veículos funcionais.
Já o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) declarou que apenas o presidente, os vice-presidentes e o corregedor-geral têm carro. A corte informou oferecer auxílio-alimentação, auxílio-saúde e auxílio-creche/babá (com limitação de idade da criança) e, para desembargadores, lanche em dias de julgamento.
No Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), magistrados recebem auxílio-saúde, auxílio-alimentação e auxílio-creche. Além disso, desembargadores podem optar por carro e motorista exclusivamente para o exercício de atividades funcionais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou oferecer auxílio-saúde com reembolso de despesas médicas comprovadas até determinado limite.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) não detalharam os benefícios concedidos.
Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), a corte não paga benefícios além dos determinados pelo CNJ e disponibiliza veículos oficiais para deslocamentos justificados e a trabalho.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que apenas desembargadores têm direito a veículo institucional blindado. O tribunal também citou plano de saúde para servidores e plano de autogestão para magistrados. Além disso, disponibiliza área para o Sesc treinar profissionais na área de alimentação, por meio de um restaurante-escola aberto ao público, cujas refeições são pagas pelos usuários.
Para a Transparência Brasil, embora haja variações nos benefícios concedidos a magistrados em diferentes instituições e níveis de carreira, o montante recebido com indenizações e gratificações viola reiteradamente o teto constitucional.
Custo de R$ 2,5 bilhões
O TJMT é a instituição mais onerosa do sistema de Justiça estadual, com custo de R$ 2,5 bilhões em 2024.
O dado consta em relatório nacional da plataforma JUSTA, divulgado em 23 de fevereiro, e mostra que a estrutura do Judiciário mato-grossense representa a maior parte dos R$ 3,8 bilhões gastos com o setor — que inclui ainda Ministério Público e Defensoria Pública.
O peso do Judiciário nas contas públicas é tão expressivo que o orçamento do TJMT supera a soma de 12 áreas estratégicas do Executivo estadual.
O cenário de altos gastos com pessoal descrito pela plataforma JUSTA, referente ao ano de 2024, enfrenta agora um freio jurídico. O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, confirmou em 23 de fevereiro que a Corte não irá recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento de benefícios excedentes aos membros dos Três Poderes.
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