Análise
‘‘Flávio é o virtual presidente da República’’, diz Bruno Soller
Cientista político da Realtime Big Data acha que Lula não tem como reverter o resultado do primeiro turno
POLÍTICA
O cientista político Bruno Soller, da Realtime Big Data, acredita que Flávio Bolsonaro já é o virtual presidente da República, após a análise dos resultados do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
“Eu acho que o Flávio Bolsonaro é o virtual presidente da República. Eu acho que é quase impossível (…) que o Lula consiga reverter essa vantagem do Flávio Bolsonaro”, afirmou Soller em entrevista ao Papo Antagonista.
“A gente fazia um cálculo, ainda no primeiro turno, de que, se o Flávio terminasse até cinco pontos atrás do Lula, o Flávio já seria favorito num segundo turno com uma grande possibilidade virada”, disse Soller.
O cientista político Bruno Soller, da Realtime Big Data, acredita que Flávio Bolsonaro já é o virtual presidente da República, após a análise dos resultados do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
“Eu acho que o Flávio Bolsonaro é o virtual presidente da República. Eu acho que é quase impossível (…) que o Lula consiga reverter essa vantagem do Flávio Bolsonaro”, afirmou Soller em entrevista ao Papo Antagonista.
“A gente fazia um cálculo, ainda no primeiro turno, de que, se o Flávio terminasse até cinco pontos atrás do Lula, o Flávio já seria favorito num segundo turno com uma grande possibilidade virada”, disse Soller.
“Terminando dois pontos na frente, me parece que boa parte desses votos que a gente imaginava que migrariam ainda no segundo turno já migraram para o Flávio no primeiro. E isso tem feito com que o Lula não tenha muito para onde correr. É uma dificuldade muito grande o presidente Lula conseguir reverter essa tendência, e o Flávio é extremamente favorito a ser presidente da República.”
Segundo Soller, para Lula conseguir reverter o resultado, ele precisaria atrair 65% dos votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
“Tem um número matemático. Se a gente juntar todos os votos que tiveram da dita terceira via — que eu odeio esse nome — o Lula precisaria de 65% dos votos dessa turma para reverter o resultado. Isso me parece basicamente impossível. O voto do Caiado ele não vai conseguir reverter. O voto do Renan é muito difícil ele reverter. Do Augusto Cury, talvez. O eleitor do Cury é um pouco mais pobre, mais concentrado nas periferias das grandes cidades. Talvez o Lula consiga ter um diálogo com esse eleitor do escritor. E o eleitor do Zema não teve, né?”, afirmou Soller.
GERAL
Max Russi entrega carta de 18 deputados de MT a Flávio Bolsonaro e candidato pede campanha ativa nas redes
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), entregou hoje (08), ao candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), uma carta de apoio de 18 deputados estaduais que se uniram pela eleição dele no segundo turno. O ato ocorreu em Brasília.
Flávio Bolsonaro pediu que seus aliados em Mato Grosso mantenham as estruturas de campanha funcionando para a disputa do segundo turno contra Lula (PT).
“Não desmobilizem, nas suas redes sociais principalmente”, afirmou Flávio.
O presidenciável também solicitou que os parlamentares mantenham pontos de apoio onde a campanha possa encaminhar materiais e os eleitores possam retirá-los. Ao apresentar o movimento, Max destacou a presença dos aliados nas diferentes regiões do Estado e a articulação entre partidos para ampliar a votação do candidato.
A entrega dá sequência à mobilização anunciada nessa quarta-feira (7), no Hotel Paiaguás, em Cuiabá. Conforme publicou o RepórterMT, Max reuniu lideranças políticas e apresentou a “Carta da Iniciativa Suprapartidária dos Parlamentares Estaduais de Mato Grosso”, que declara apoio à candidatura de Flávio.
O documento reúne propostas de redução da burocracia, responsabilidade fiscal e liberdade econômica. Também defende segurança jurídica no campo, proteção à propriedade, regularização fundiária e maior integração entre União e estados no combate à criminalidade.
Uma das frentes da campanha será convencer os eleitores que faltaram no primeiro turno a comparecer às urnas em 25 de outubro. Segundo Max, quase 600 mil pessoas deixaram de votar em Mato Grosso na primeira etapa.
O deputado avalia que reduzir a abstenção e ampliar o apoio entre quem já votou pode aumentar a vantagem de Flávio no Estado e contribuir para o resultado nacional.
“Nós teríamos condição de, teoricamente, ter 400, 500 mil votos a mais, que em uma eleição disputada pode ser fundamental”, afirmou.
A estimativa é uma projeção do parlamentar. Para buscar esse crescimento, Max anunciou que os deputados deverão atuar em suas bases eleitorais, com a participação de prefeitos e lideranças locais para estimular o comparecimento dos eleitores.
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