Artigo
Dá-lhe de comer
É necessário ter fé para agradar o coração de Deus.
OPINIÃO
É nossa missão ajudar aos necessitados. Se Deus nos concede a cada dia bênçãos, é indispensável que tenhamos um coração coerente e transmitamos esses frutos ao nosso próximo. Deus confia em nossa responsabilidade de repartir o pão com os carentes deste mundo.
Jamais devemos titubear quanto a ordem de Jesus: “ide e ajudai as pessoas!”. O amor ao próximo se traduz quando partilhamos esse “pão” com os outros.
O que é dividir o pão? Dividir é dar de comer, de beber, de ajudar com roupas, com recursos financeiros, fazer visitas aos doentes e encarcerados, é compartilhar o nosso tempo com o semelhante; é instruir e pregar sobre o Seu amor para todos.
No milagre da multiplicação dos pães e peixes, o discípulo André, mesmo já pertencendo ao grupo de Jesus, e já ter vistos outros milagres, teve momentos que se esmoreceu do poder do Mestre.
Na Bíblia, em Mateus 14:14-21, diz assim: “Quando Jesus saiu do barco e viu aquela grande multidão, ficou com muita pena deles e curou os doentes que estavam ali. De tardinha, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: — Já é tarde, e este lugar é deserto. Mande essa gente embora, a fim de que vão aos povoados e comprem alguma coisa para comer. Mas Jesus respondeu: — Eles não precisam ir embora. Deem vocês mesmos comida a eles. Eles disseram: — Só temos aqui cinco pães e dois peixes. — Pois tragam para mim! — disse Jesus. Então mandou o povo sentar-se na grama. Depois pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Partiu os pães, entregou-os aos discípulos, e estes distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças”.
O texto de João 6:8-9, expõe a situação de André: “Então um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?”.
Nenhuma dádiva é insignificante em suas mãos. André preparou o vinho para que Cristo fizesse o milagre acontecer.
Estar perto ou ao lado de Cristo não significa dizer que não haverá incredulidades, uma vez que a capacidade humana é limitada para compreender Seu poder, todavia, a fé é o meio pelo qual cremos mesmo sem antes visualizarmos. André já tinha vivenciado alguns milagres, e mesmo assim, duvidou do poder do Criador.
Vale lembrar que André viu João Batista falar sobre Jesus e creu no mesmo instante, conforme registrado em João 1:40: “André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido”. Nesse momento o seu olhar repousou no Poder de Cristo. Em síntese: André, no primeiro encontro com Cristo, olhou para Jesus e achou a solução para sua vida. Nessa situação, o discípulo olhou para as circunstâncias e para o povo, e não vislumbrou nenhuma solução. Qual é o foco da sua vida? Você olha para Jesus ou para as adversidades da vida?
É fácil acreditar no poder de Deus quando as coisas vão bem, porém, e quando nos sentimos desamparados? Quando estamos sobrecarregados e doentes? Quando a morte leva os nossos entes queridos? Quando tudo falha?
O livro “Beneficência social”, de Ellen G. White, nos exorta: “Necessidades são supridas quando repartimos — Cristo, por intermédio do profeta, mandou que: “Repartas o teu pão com o faminto”, e fartes a “alma aflita”; “vendo o nu o cubras”, e “recolhas em casa os pobres desterrados.” Ordenou-nos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Quantas vezes, porém, nosso coração sucumbe e falha-nos a fé, ao vermos quão grande é a necessidade, quão limitados os meios em nossas mãos! Como André, ao olhar aos cinco pães de cevada e os dois peixinhos, exclamamos: “Que é isto para tantos?” Hesitamos frequentemente, não dispostos a dar tudo o que temos, temendo gastar e ser gastos por outros. Mas Jesus nos manda: “Dai-lhes vós de comer.” Sua ordem é uma promessa; e em Seu apoio está o mesmo poder que alimentou a multidão ao pé do mar. No ato de Cristo, de suprir as necessidades temporais de uma faminta massa de povo, está envolvida profunda lição espiritual para todos os Seus obreiros. Cristo recebeu do Pai; passou-o aos discípulos; eles o entregaram à multidão; e o povo uns aos outros. Assim todos quantos se acham ligados a Cristo devem receber dEle o Pão da vida, o alimento celestial, e passá-lo a outros”.
Jesus estava sempre próximo dos mais necessitados. Ele não deixava que faltasse nada para os seus filhos. É necessário alimentar fisicamente as pessoas, como também, alimentar espiritualidade a alma desamparada. No livro “O desejado de todas as nações”, explica: “Aquele que ensinou ao povo o meio de conseguir a paz e a felicidade, era tão solícito por suas necessidades materiais como pelas espirituais. O povo estava cansado e fraco. Havia mães com criancinhas nos braços, e pequenos pendurados às saias. Muitos tinham permanecido de pé por horas. Haviam estado tão intensamente interessados nas palavras de Cristo, que nem uma vez pensaram em sentar-se e era tão grande a multidão que havia perigo de pisarem-se uns aos outros. Jesus lhes deu oportunidade de descansar, mandando-os sentar-se. Havia no lugar muita relva, e todos podiam repousar confortavelmente”.
Enfim, o discípulo André teve a sua morte decretada. O livro “Doze homens extraordinariamente comuns”, de John MacArthur, fala sobre isso: “Diz a tradição que ele levou o evangelho para o norte. Eusébio, o historiador da igreja na antiguidade, diz que André chegou até o leste europeu. (Por isso André é o santo padroeiro da Rússia. Também é o padroeiro da Escócia). Acabou sendo crucificado na Acaia, na região sul da Grécia, próximo a Atenas. Um relato diz que levou a Cristo a esposa de um governador provincial romano, enfurecendo o marido. Ele exigiu que sua esposa renunciasse sua devoção a Jesus Cristo e ela se recusou. O romano ordenou, então, que André fosse crucificado. De acordo com as ordens do governador, aqueles que crucificaram o apóstolo, amarraram-no à cruz em vez de pregá-lo, a fim de prolongar seu sofrimento. (Diz a tradição que se tratava de uma cruz em forma de X). Conforme a maioria dos relatos, ele ficou pendurado na cruz durante dois dias, exortando aqueles que passavam por ele a buscarem a salvação em Cristo”.
Não retenha para si os ensinamentos de Cristo. Transmita e replique as bênçãos de Deus. Jamais duvide do poder miraculoso de Jesus. Ajude e dê assistência aos necessitados. Não seja medíocre e não se fixe em olhar apenas para os seus problemas e necessidades.
Perguntas
1) Quais sentimentos lhe vêm ao coração quando ouve alguém lhe contar sobre Jesus, Suas histórias e Seus milagres?
2) De que maneira podemos ser como André foi, sem pensar em reter a maravilhosa informação sobre o Messias?
3) De que maneira podemos segui-lo sem desanimar nesta jornada desafiadora?
Dinâmica
Bombom na Cadeira
Material: caixa de bombom e 2 cadeiras.
Tempo estimado: 10 a 15 minutos
O mediador colocará as duas cadeiras de frente uma com a outra. Após, pergunta ao público quem gostaria de ganhar um bombom, mas precisa antes realizar alguns desafios com alta dificuldade (uma forma para identificar os corajosos) que serão conhecidos quando o indivíduo ficar atrás da cadeira. Muitos vão aceitar o convite, e outros não. Os que aceitaram, ficarão em fila indiana escolhendo uma das cadeiras. Terminado o momento de identificar quem vai participar da dinâmica, o mediador pedirá aos que foram à frente, sentar-se na cadeira, pegar um bombom e voltar ao seu lugar de origem, simplesmente assim.
Aplicação: As bênçãos de Deus são infinitamente de graça, basta apenas ter a coragem e saber como pedir.
Passagem bíblica: Salmos 23:6 e Deuteronômio 28:8.
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. http://www.francisney.com.br
OPINIÃO
Vigia Mais Agro amplia monitoramento nas estradas rurais de MT
Iniciativa do Governo de Mato Grosso reforça o monitoramento em rotas de acesso às propriedades e corredores de passagem
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) vai levar mais segurança ao campo por meio do Vigia Mais Agro, expansão do programa Vigia Mais MT. A iniciativa prevê ampliar a capacidade de monitoramento das áreas rurais, como regiões produtivas, comunidades, vias de acesso e locais de maior vulnerabilidade.
Por meio de uma parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e os Sindicatos Rurais, a tecnologia será utilizada para inibir e identificar situações relacionadas a furtos, roubos, invasões, vandalismo, danos ao patrimônio e demais ilícitos que afetem trabalhadores e produtores rurais.
Assim como no Vigia Mais MT, serão fornecidos gratuitamente os equipamentos de videomonitoramento, por meio de termo de cessão de uso. Os equipamentos incluem câmeras de alta resolução, como Bullet fixas, Speed Dome, com zoom de longo alcance, ou LPR, para leitura de placas de veículos, além de nobreaks e armários.
Em contrapartida, o ente cooperado assume a responsabilidade pela instalação e pela garantia da infraestrutura necessária para o funcionamento dos equipamentos.
No caso da parceria com as entidades rurais, a Sesp apresentou alternativas de infraestrutura para locais onde não há postes de energia elétrica. Uma das opções é a instalação de painéis solares com baterias e conexões de internet via satélite, dados móveis ou rádio.
A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Suzane Tamanho, explicou que o Vigia Mais Agro foi pensado especificamente para atender à realidade do campo.
“A intenção é ampliar para as propriedades rurais toda a segurança que o Vigia Mais MT tem no Estado de Mato Grosso. Somos o estado mais vigiado da América Latina e apresentamos aos produtores e sindicatos essa iniciativa para ampliar a segurança às propriedades rurais, até mesmo àquelas mais afastadas. Será uma integração da tecnologia com a força humana dos nossos policiais da Patrulha Rural, que já vêm fazendo um trabalho no campo, e a população só tem a ganhar com isso”, afirmou.
Vigia Mais MT
Lançado em 2023 para aliar tecnologia às ações de segurança pública, o programa previa, inicialmente, a entrega de 15 mil câmeras para os 142 municípios de Mato Grosso, além de outros entes públicos e privados que manifestassem interesse em se tornar parceiros do Estado no monitoramento de ruas, avenidas, praças e outros espaços de interesse coletivo.
Com a ampliação do programa para atender também escolas e secretarias, como a Seduc, que adquiriu e instalou 5.500 câmeras em unidades escolares estaduais, o número total de equipamentos disponibilizados passou para mais de 20 mil.
As imagens do programa Vigia Mais MT são integradas em tempo real ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
Em 2024, o programa foi reforçado com a tecnologia de reconhecimento facial em grandes eventos no Estado e em pontos estratégicos de Cuiabá. A ferramenta resulta na prisão de foragidos da Justiça, com mandados em aberto por diversos crimes.
Outra etapa do Vigia Mais MT é o Vigia Mais Motorista, primeiro sistema de segurança do país voltado a motoristas profissionais, com conexão direta entre os condutores e as centrais de atendimento das forças de segurança.
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