POLÍCIA
Ladrões de mounjaro atiram em criança de 11 anos durante assalto na farmácia Drogasil em Cuiabá
GERAL
Uma criança de 11 anos foi atingida por um disparo de arma de fogo durante um roubo a uma farmácia da rede Drogasil, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, na tarde desta quinta-feira (1º). Dois bandidos, de 20 e 37 anos, foram presos e autuados em flagrante por roubo majorado pelo concurso de pessoas e emprego de arma de fogo, em relação ao estabelecimento comercial, e tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), em relação à vítima atingida.
De acordo com a Polícia Civil, os ladrões tinham a intenção de roubar o estoque de Mounjaro do estabelecimento, mas não conseguiram.
Um deles está envolvido na execução direta do roubo, atuando na invasão do estabelecimento em posse de uma arma de fogo, e o outro seria o responsável por auxiliar na fuga da ação criminosa.
A prisão foi cumprida por policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
O crime ocorreu por volta das 17 horas, quando dois bandidos armados invadiram o estabelecimento e anunciaram o roubo. Um terceiro envolvido ficou do lado de fora, aguardando no veículo para auxiliar na fuga. Segundo informações, eles tinham a intenção de subtrair canetas emagrecedoras, porém não conseguiram.
Os dois deixaram o local após subtraírem valores em dinheiro e, antes da fuga, efetuaram um disparo que atingiu a vítima, de 11 anos, que estava no estabelecimento.
Assim que foram acionadas do fato, as equipes iniciaram as diligências e analisaram imagens de câmeras de segurança da farmácia e das proximidades, que registraram a ação criminosa e a fuga dos ladrões em um veículo de cor prata. A partir das imagens, os policiais conseguiram identificar o veículo, seguindo com as diligências até o bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde o carro foi localizado em posse de um dos bandidos.
Ao ser abordado pelos policiais, ele negou participação no crime. No entanto, os policiais encontraram no interior do veículo R$ 660 em dinheiro, além de uma camisa que teria sido utilizada por um dos bandidos durante o roubo. Diante das evidências, ele confessou participação e relatou que havia atuado como motorista para dar apoio à fuga.
O ladrão também indicou aos policiais o endereço onde estaria escondida a arma utilizada no crime. Na residência, localizada no bairro Cristo Rei, foi apreendido um revólver calibre .32, duas munições intactas do mesmo calibre, uma munição deflagrada calibre .32 e uma munição intacta calibre .40. Também foram apreendidos o veículo utilizado na fuga e um aparelho celular.
Segunda prisão
Na continuidade das diligências, os policiais da Derf Cuiabá, por meio de informações obtidas pelo serviço de inteligência e monitoramento, receberam a informação de que um segundo envolvido no roubo estaria se deslocando para a região do bairro Cristo Rei, onde pretendia se esconder.
Com base nas informações, as equipes realizaram um trabalho de monitoramento, conseguindo realizar a prisão do bandido no bairro Construmat, em Várzea Grande. Ele foi abordado no momento em que se preparava para entrar em uma residência. Questionado, ele confirmou participação no crime investigado.
O ladrão apresentava ainda um ferimento no dedo, provocado por um disparo efetuado durante a ação criminosa.
Após as prisões, os dois foram encaminhados à Derf de Cuiabá, onde, após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado e tentativa de latrocínio. As investigações continuam para identificar e localizar os demais envolvidos no roubo e esclarecer a participação de cada um na ação criminosa.
GERAL
Investigações indicam que professor desaparecido em VG pode ter sido assassinado
A Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, ocorrido em Várzea Grande, como um possível caso de homicídio. A investigação, que inicialmente estava sob responsabilidade do Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD), da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi transferida para o Cartório de Homicídio Consumado da unidade.
O caso agora é conduzido pelo delegado Bruno Abreu, que confirmou ao Repórter MT que há indícios que apontam para a possibilidade de homicídio. Questionado se, neste momento, a polícia já trabalha com essa hipótese, o delegado respondeu: “Indícios são esses”.
Breno está desaparecido desde sábado (26), quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, dizendo que voltaria em pouco tempo. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi até uma moto e deixou o local na garupa do veículo.
Conforme as imagens divulgadas pela Guarda Municipal, Breno aparece andando pela calçada com um celular e um capacete nas mãos. Minutos depois, ele conversa com uma pessoa em uma motoc, coloca o capacete e sobe na garupa. O piloto usava calça jeans azul e camisa preta, mas não foi possível identificar o modelo ou a placa da motocicleta.
Desde o desaparecimento familiares também relataram ter recebido mensagens consideradas estranhas pelo celular de Breno. A mãe chegou a receber uma mensagem informando que o filho estaria em um motel com outra pessoa, mas desconfiou da resposta porque ele costumava atender às ligações. A família também recebeu uma foto que, segundo o irmão, aparentava ter sido produzida ou alterada por inteligência artificial.
Reprodução

Breno na garupa da moto no dia do desaparecimento.
Caso em sigilo
O delegado Bruno Abreu afirmou que nenhuma possibilidade está descartada neste momento, incluindo a hipótese de Breno ter sido vítima do chamado “Tribunal do Crime” ou de o desaparecimento estar relacionado a uma motivação passional.
“Nada descartado. Tudo está sendo investigado. Mas estamos trabalhando duro e há uma linha de investigação que não posso relevar. Peguei o caso ontem”, afirmou.
O delegado explicou que a divulgação de detalhes poderia prejudicar o andamento das diligências. “Não posso falar senão atrapalha. Infelizmente. Já já a DHPP dará a resposta. Muito em breve”, disse.
Em nota divulgada nesta manhã, a Polícia Civil classificou o caso como de alta complexidade e informou que uma equipe conjunta da DHPP realiza diligências, oitivas, levantamentos e análise das informações obtidas.
A corporação também informou que uma pessoa considerada de interesse para a investigação foi identificada e é tratada, neste momento, como possível suspeito. A eventual participação dessa pessoa nos fatos ainda está sendo apurada.
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