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Em 12 cidades

UFMT oferece mil vagas para curso com aula semipresencial

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GERAL

Foto: Divulgação

Quem quer começar uma faculdade pública e gratuita tem uma nova oportunidade. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu mil vagas para o bacharelado em Ciência e Tecnologia, oferecido na modalidade semipresencial em 12 municípios do estado.

As pré-inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 13 deste mês, por meio do site de ingresso da Educação a Distância da UFMT. A taxa de inscrição é de R$ 90.

O curso é oferecido pela Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT), do Câmpus de Várzea Grande, em parceria com a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) e a Secretaria de Tecnologia Educacional (Setec).

Onde estão as mil vagas?

As oportunidades são distribuídas entre polos de diferentes regiões de Mato Grosso. O candidato deve indicar, durante a pré-inscrição, o polo e a modalidade de concorrência de preferência.

Confira as cidades com oferta:

  • Água Boa;
  • Chapada dos Guimarães;
  • Cuiabá;
  • Guarantã do Norte;
  • Lucas do Rio Verde;
  • Pontal do Araguaia;
  • Pontes e Lacerda;
  • Primavera do Leste;
  • Rondonópolis;
  • Sorriso;
  • Tangará da Serra;
  • Vila Rica.
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A UFMT informou que a relação dos polos com turmas confirmadas ou canceladas será divulgada em 22 de outubro.

Para que uma turma seja mantida, o polo precisa alcançar o mínimo de 30 pré-inscritos. Caso isso não ocorra, a oferta poderá ser cancelada e o candidato poderá escolher outro polo com turma confirmada, seguindo os procedimentos, a disponibilidade de vagas e os prazos definidos no cronograma.

Como funciona o curso?

O bacharelado em Ciência e Tecnologia é gratuito e tem duração de três anos. Apesar de grande parte das atividades poder ser realizada a distância, o curso também possui atividades presenciais.

A carga horária está dividida da seguinte forma:

  • 50% a distância, com atividades assíncronas e síncronas coletivas;
  • 30% em atividades presenciais;
  • 20% em atividades presenciais síncronas mediadas.

As aulas e avaliações presenciais realizadas no fim de semana ocorrem no período noturno, conforme informações divulgadas pela universidade.

Após a conclusão do bacharelado e observadas as regras institucionais, o estudante poderá ainda prosseguir para cursos de segundo ciclo, ampliando as possibilidades de formação acadêmica.

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Quem pode se inscrever?

Podem disputar as vagas estudantes que tenham concluído o Ensino Médio, além de candidatos com certificados equivalentes ou obtidos por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), conforme as regras previstas no edital.

A realização da pré-inscrição é obrigatória para quem pretende participar do processo seletivo específico da UFMT. É nessa etapa que o candidato informa o polo onde deseja estudar e a modalidade de concorrência, incluindo ampla concorrência ou ações afirmativas.

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Advogados tentam evitar a extinção de 3 varas

Diálogo com TJMT busca entendimento sobre reestruturação de unidades judiciárias

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Presidentes de Subseções, diretores, ex-presidentes e lideranças da região apresentaram ao corregedor-geral da Justiça as peculiaridades locais e defenderam a reanálise das medidas previstas para Campinápolis, Vila Rica e São Félix do Araguaia

A mobilização da advocacia da região do Araguaia abre um canal de interlocução com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sobre os impactos da reestruturação de unidades judiciárias no interior do Estado.

Na segunda-feira (5), presidentes e integrantes das diretorias das Subseções da OAB de Nova Xavantina e Vila Rica, ex-presidentes, representantes do poder público municipal e lideranças da advocacia participaram de reunião com o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote.

O encontro teve como pauta as situações de Campinápolis, Vila Rica e São Félix do Araguaia, inseridas no projeto mais amplo de reestruturação do Poder Judiciário estadual, que prevê a extinção de 13 unidades judiciárias em Mato Grosso. Na região do Araguaia, a deliberação atinge estruturas de Vila Rica e São Félix do Araguaia e, no caso de Campinápolis, por se tratar de comarca de vara única, a extinção da unidade judiciária implicaria o fechamento da própria comarca.

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A mobilização começou imediatamente após a divulgação da deliberação do Tribunal Pleno. Ainda na sexta-feira (2), tão logo tomaram conhecimento da decisão, as presidentes das Subseções de Vila Rica, Dra. Luana Lico, e de Nova Xavantina, Dra. Michele Freitas Pereira, buscaram a habilitação das entidades no procedimento administrativo e iniciaram articulação institucional para levar ao Tribunal as peculiaridades e os impactos das medidas sobre as respectivas regiões.

A interlocução com o TJMT foi construída por meio da advogada Xênia Guerra e do ex-presidente da OAB/MT Leonardo Campos, acionados pelas lideranças da região para auxiliar na abertura do diálogo e na apresentação das demandas diretamente à Corregedoria.

Durante a reunião, presidentes, diretores, ex-presidentes e demais representantes apresentaram informações sobre a realidade das localidades atingidas, destacando aspectos que, na avaliação da advocacia local, precisam integrar a análise do Tribunal antes da implantação das medidas.

 

Argumentos

O grupo apresentou ao corregedor dados sobre crescimento populacional e econômico, movimentação processual, extensão territorial, grandes distâncias entre municípios e comunidades, dificuldades de deslocamento, estrutura de servidores e oficiais de Justiça, presença de comunidades indígenas e assentamentos rurais, além das limitações de acesso à internet e a serviços públicos em diversas localidades.

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As manifestações também chamaram a atenção para uma característica histórica da região do Araguaia: o desafio permanente de garantir estrutura pública suficiente em municípios distantes dos grandes centros, marcados por extensas áreas territoriais, populações dispersas e diferentes situações de vulnerabilidade.

De acordo com o corregedor, a reestruturação do Judiciário busca reorganizar para ampliar a eficiência e direcionar recursos de acordo com as demandas identificadas pelo Tribunal. Lindote esclareceu ainda que as medidas não são irreversíveis e que a própria decisão prevê período anterior à efetiva implantação, o que permite a análise das situações específicas e das manifestações apresentadas pelas entidades antes da consolidação das mudanças.

As Subseções formalizarão nos procedimentos administrativos os dados, fundamentos e pedidos apresentados durante a reunião, que passarão pela análise do Tribunal.

Para a advocacia do Araguaia, a mobilização representa a continuidade de uma atuação histórica em defesa de maior estrutura para uma região que, durante décadas, enfrenta desafios decorrentes das distâncias, do crescimento e da necessidade de ampliar a presença das instituições públicas.

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