INVESTIGAÇÃO
Três sucatas são fechadas e dono é preso por receptação de cobre furtado em Cuiabá
GERAL
Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram graves impactos ambientais e irregularidades decorrentes do descarte e processamento inadequado de cabos, fios e materiais metálicos em três estabelecimentos comerciais e industriais localizados no bairro Novo Colorado, em Cuiabá.
Os locais foram alvos da Operação Integrada Via do Cobre, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
A força-tarefa reuniu equipes de órgãos estaduais e municipais com o objetivo de combater os crimes de furtos, roubos e receptação de cabos, fios e metais, além de fiscalizar locais que atuam com compra, venda, armazenamento, reciclagem ou processamento desses materiais.
Durante as vistorias, os agentes aplicaram notificações e advertências aos responsáveis. Em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), os três estabelecimentos foram interditados.
Prisão e crimes constatados
Os proprietários dos locais foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. Um deles recebeu voz de prisão em flagrante por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.
Nos exames periciais, equipes técnicas encontraram o armazenamento de grandes volumes de cobre e alumínio sem comprovação de origem lícita, vestígios de queima de plástico para a extração do metal e pontos de desperdício e vazamento de óleo diretamente no solo, sem nenhuma impermeabilização.
Além dos danos ambientais e patrimoniais, as equipes identificaram ligações clandestinas de energia (“gatos”), funcionamento de atividades sem as licenças ambientais obrigatórias, placas de veículos que ainda circulam em outros estados e um motor automotivo desmontado sem documentação de procedência.
Laudos periciais
O coordenador de Perícias Externas da Politec, George de Lamônica, destacou que o trabalho técnico dará embasamento para os inquéritos conduzidos pela Polícia Civil (PJC).
“A Politec identificou infrações graves em três frentes distintas, sendo elas: crimes ambientais, contra o patrimônio e engenharia legal, durante fiscalização a um estabelecimento comercial/industrial, que irão contribuir para as investigações e responsabilização dos infratores, com respostas qualificadas aos crimes relacionados à cadeia ilícita do cobre“, completou.
GERAL
Justiça manda igreja barrar propaganda eleitoral após denúncia sobre culto em Tangará
A Justiça Eleitoral determinou a notificação do pastor presidente ou representante legal da igreja IBN Shalon, em Tangará da Serra, para que não realize nem permita propaganda eleitoral dentro do templo.
A medida decorre de uma denúncia apresentada pelo aplicativo Pardal. Segundo o relato, durante um culto realizado em 1º de outubro, o pastor teria feito referência favorável à candidatura do PL à Presidência da República a partir do púlpito.
A comunicação foi acompanhada de capturas de tela de uma rede social. A publicação judicial não identifica nominalmente o pastor.
O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da 19ª Zona Eleitoral, destacou que os templos religiosos são considerados bens de uso comum para fins eleitorais e estão sujeitos à proibição de propaganda em suas dependências.
A ordem determina que o responsável se abstenha de “realizar, autorizar, permitir ou ceder o espaço litúrgico/púlpito” para propaganda político-partidária. Também veda a distribuição de material de campanha dentro da instituição.
O magistrado registrou que o episódio denunciado já havia ocorrido e que não existiam elementos indicando propaganda física em exposição contínua que exigisse retirada imediata. Ainda assim, considerou necessária a notificação preventiva para evitar novas ocorrências.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, com prazo de 30 dias contado da comunicação, para avaliar as providências cabíveis.
A decisão não aplica multa nem condena a igreja ou seu representante por abuso de poder. Eventual responsabilização dependerá de apuração em procedimento próprio.
O templo fica na Rua 24, no Centro de Tangará da Serra, nas proximidades da Praça dos Pioneiros. A decisão foi publicada na última quinta-feira (8).
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