Dados do anuário
MT tem uma das maiores quedas de mortes por ação policial
GERAL
Enquanto o Brasil registrou alta de 5,4% nas mortes por intervenção policial em 2025, Mato Grosso seguiu na contramão da tendência nacional e reduziu em 34,6% o número desse tipo de ocorrência em relação ao ano anterior. O desempenho coloca o estado entre os que mais diminuíram a letalidade policial no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado na última semana.
A redução mato-grossense é a quarta maior do Brasil, atrás apenas de Roraima (-58,4%), Rio Grande do Sul (-48,3%) e Tocantins (-48,3%). Em sentido oposto, Rondônia liderou o aumento nacional, com crescimento de 485,6%, seguida por Maranhão (84%), Alagoas (54,6%) e Rio Grande do Norte (50,2%).
Além da queda percentual, Mato Grosso encerrou 2025 com taxa de 3,6 mortes por intervenção policial a cada 100 mil habitantes, acima da média nacional de 3,1, ocupando a nona posição entre os estados brasileiros nesse indicador. Ainda assim, a expressiva redução demonstra avanço em relação ao cenário registrado em 2024.
Em âmbito nacional, o cenário foi de agravamento da letalidade policial. O Brasil contabilizou 6.602 mortes decorrentes de intervenções das polícias Civil e Militar, o maior número absoluto da série histórica iniciada em 2016. O total representa aumento de 5,4% em relação a 2024 e corresponde a 16,2% de todas as Mortes Violentas Intencionais (MVI) registradas no país no ano passado.
O Anuário destaca que, enquanto homicídios e outras modalidades de mortes violentas apresentaram redução, as mortes provocadas por agentes do Estado seguiram crescendo. Entre 2016 e 2025, o número de pessoas mortas em intervenções policiais aumentou 55,7%, passando de 4.240 para 6.602 casos.
Operação no Rio marcou panorama nacional
O levantamento aponta que um dos episódios mais emblemáticos de 2025 foi a Operação Contenção, realizada no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. A ação terminou com 122 mortos, incluindo cinco policiais, sendo considerada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a mais letal já registrada no país, superando o Massacre do Carandiru, de 1992. Sozinha, a operação respondeu por cerca de 15% das mortes provocadas pelas polícias fluminenses e aproximadamente 2% de toda a letalidade policial brasileira em 2025.
Perfil das vítimas definido
Por fim, o Anuário reforça que o controle do uso da força, o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e o investimento em ações de inteligência seguem entre os principais desafios da segurança pública brasileira. O levantamento também mostra que o perfil das vítimas permanece praticamente inalterado: 97% são homens, com maior concentração entre jovens de 20 a 29 anos, faixa etária que responde por 46% das mortes decorrentes de intervenção policial. O recorte racial também evidencia desigualdade, já que a taxa de letalidade entre pessoas negras é de 3,5 mortes por 100 mil habitantes, índice 3,5 vezes superior ao registrado entre pessoas brancas, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao aprimoramento da atuação policial.
GERAL
Bebê achado na lixeira de condomínio morreu logo após o parto
A perícia preliminar realizada no corpo da recém-nascida encontrada morta dentro de uma lixeira de um condomínio, na última quinta-feira (23), em Várzea Grande, apontou que a criança nasceu com vida e morreu logo após o parto.
Apesar da conclusão inicial, o laudo não está finalizado e os exames periciais ainda estão em andamento e deverão esclarecer as circunstâncias da morte, além de indicar se houve alguma ação que contribuiu.
A recém-nascida foi encontrada por trabalhadores da coleta de lixo, dentro de uma caixa de papelão envolta em um saco plástico. Ela ainda estava com o cordão umbilical quando foi localizada.
O Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Civil foram acionados, mas a morte foi constatada no local.
Na análise inicial, a equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que a bebê apresentava uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. Segundo os investigadores, a deformidade pode ter sido causada durante o parto, hipótese que será confirmada ou descartada pela perícia.
As investigações apontam que a criança teria aproximadamente 35 semanas de gestação. Como a lixeira fica na parte interna do condomínio, a principal linha de investigação é de que o corpo tenha sido descartado por um morador ou por alguém que teve acesso ao residencial.
A DHPP segue com as diligências para esclarecer o caso. Investigadores continuam ouvindo testemunhas e analisando imagens das câmeras de segurança do condomínio para identificar quem abandonou a recém-nascida.
Até o momento, não há informações sobre a identidade da mãe ou do pai da criança. A investigação permanece em andamento e a tipificação do crime dependerá da conclusão dos laudos periciais e dos demais elementos reunidos durante o inquérito.
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