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Prova de automobilismo

Cuiabá recebe corrida noturna da etapa decisiva da NASCAR Brasil

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GERAL

Foto: Divulgação Nascar

Cuiabá será sede da quinta etapa da temporada 2026 da NASCAR Brasil no próximo 1º de agosto, quando pilotos e equipes voltam à pista para uma prova que pode alterar a classificação do campeonato. A corrida será disputada no anel externo do Autódromo de Cuiabá e contará com a tradicional Night Challenge, realizada no período da noite.

A etapa será a primeira da temporada disputada no anel externo do circuito mato-grossense. Até agora, as quatro rodadas anteriores ocorreram em circuitos mistos. Com a mudança de traçado, equipes precisarão adaptar os carros a um percurso que privilegia velocidade de reta, ajustes de suspensão e aerodinâmica.

A prova terá duração de 1 hora e 10 minutos e contará com pit stop obrigatório, fator que pode influenciar diretamente no resultado.

Além de integrar o calendário da temporada, a corrida em Cuiabá também amplia a lista de cidades que já receberam a Night Challenge. A prova noturna começou ainda na época da Sprint Race Brasil e já passou por Londrina (PR), Interlagos (SP) e Cascavel (PR).

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A programação noturna também reduz a influência das altas temperaturas registradas na Capital mato-grossense durante o dia, condição que costuma interferir no desempenho dos carros e no desgaste físico dos pilotos.

A quinta etapa abre a segunda metade da temporada e antecede as corridas em Londrina (PR), Curvelo (MG), Chapecó (SC) e a decisão do campeonato, prevista para Brasília (DF), em novembro.

Calendário da NASCAR Brasil Series 2026

• 12 de abril – Santa Cruz do Sul (RS)
• 03 de maio – Cascavel (PR)
• 31 de maio – Interlagos (SP)
• 28 de junho – Velocitta (SP)
• 01 de agosto – Cuiabá (MT)
• 23 de agosto – Londrina (PR)
• 20 de setembro – Curvelo (MG)
• 31 de outubro – Chapecó (SC)
• 29 de novembro – Grande Final – Brasília (DF)

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GERAL

CNJ cobra mudanças no transporte de presos em MT após policiais rodarem 115 mil km para audiências de custódia

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reformule, em até 60 dias, o fluxo de custódia e transporte de presos apresentados em audiências de custódia no estado.

A decisão de sexta-feira (17) atende parcialmente a um pedido do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT), que apontou que investigadores e delegados vêm assumindo atividades que são de responsabilidade da Polícia Penal, segundo a legislação.

No processo, o Sinpol-MT alegou que com a implantação do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, modelo de realização das audiências de custódia, policiais civis passaram a ficar responsáveis pela guarda de presos em fóruns e delegacias.

Além disso, estariam fazendo também o transporte dos custodiados entre unidades policiais, fóruns e estabelecimentos penais, provocando longos deslocamentos, interrupção do atendimento nas delegacias e atrasos nas investigações de competência da Polícia Civil.

Relatório apontou problemas em mais da metade das diligências

Durante o processo, a entidade ainda argumentou que relatório técnico da Polícia Judiciária Civil analisou 1.007 diligências entre 4 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026.

O levantamento registrou 523 ocorrências com algum tipo de problema, o equivalente a 51,94% dos casos analisados. Entre elas, foram identificadas:

  • 262 situações em que não havia responsável para receber o preso no fórum;
  • 58 retornos de custodiados às delegacias;
  • 183 conduções posteriores aos presídios realizadas pela Polícia Civil;
  • 20 fechamentos temporários de delegacias em razão da ausência das equipes.

Segundo o documento, os policiais percorreram mais de 115 mil quilômetros no período analisado, com média de 114,77 quilômetros e 3 horas e 23 minutos por diligência.

Nos casos em que foi necessário levar o preso ao sistema prisional, o tempo médio chegou a 5 horas e 2 minutos. A comissão estimou que essas atividades consumiram, em média, 42% da jornada diária dos investigadores envolvidos.

CNJ determina mudanças nas audiências de custódia

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reformule, em até 60 dias, o fluxo de custódia e transporte de presos apresentados em audiências de custódia no estado.

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A decisão atende a uma provocação do Sinpol-MT, sindicato que alegou que policiais civis vêm exercendo funções que seriam de competência da Polícia Penal.

O pedido se baseou em um relatório da Polícia Civil que analisou 1.007 diligências realizadas entre 4 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026. O levantamento identificou intercorrências em 523 casos — o equivalente a 51,94% do total.

Entre os problemas apontados, 262 presos chegaram ao fórum sem que houvesse responsável para recebê-los, e 58 custodiados precisaram retornar às delegacias por falhas no fluxo de atendimento. Em 183 casos, a própria Polícia Civil precisou conduzir os presos até os estabelecimentos penais. Como consequência do deslocamento das equipes, 20 delegacias ficaram temporariamente sem atendimento.

O relatório também quantificou o desgaste operacional: os investigadores percorreram mais de 115 mil quilômetros no período, média de 114,77 km por diligência, com cada atendimento consumindo em média 3 horas e 23 minutos — tempo que sobe para 5h02 quando há condução ao presídio. A comissão estimou que essas atividades comprometeram cerca de 42% da jornada diária dos investigadores.

O CNJ quer definir responsabilidades para evitar que policiais civis permaneçam responsáveis pela custódia e transporte de presos além do previsto em lei.

TJMT e Sejus defenderam modelo

Em sua manifestação, o Tribunal de Justiça informou que o Núcleo de Justiça 4.0 foi implantado conforme determinação do próprio CNJ e atende as 79 comarcas de Mato Grosso por meio de sete polos regionais e dez gabinetes.

O tribunal afirmou ainda que, entre dezembro de 2025 e março de 2026, realizou 2.136 audiências de custódia e sustentou que eventuais dificuldades são pontuais e decorrentes do período de implantação do novo sistema.

Já a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) defendeu que a responsabilidade da Polícia Penal começa apenas após o ingresso formal do preso no sistema penitenciário, mas informou que já mantém apoio em algumas comarcas, com policiais penais atuando em fóruns e equipes responsáveis pelo recolhimento de presos em determinados municípios.

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TJMT terá de adotar medidas com prazo

Na decisão, o conselheiro Ulisses Rabaneda, destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu que a Polícia Civil pode manter a custódia apenas de forma excepcional e transitória, durante a prisão em flagrante ou o cumprimento de mandados.

A guarda ordinária de pessoas presas, contudo, não pode ser atribuída rotineiramente aos investigadores, sob pena de caracterizar desvio de função.

“A controvérsia ultrapassa interesse corporativo isolado. O modo de apresentação de pessoas presas repercute sobre a atividade investigativa, a segurança dos fóruns, o funcionamento das delegacias, a dignidade dos custodiados, a regularidade das audiências e a eficiência da prestação jurisdicional em todo o Estado. O requisito de interesse geral está, portanto, presente”, destacou.

Diante disso, o conselheiro determinou que o TJMT apresente, em até 60 dias, um plano estadual provisório de contingência para organizar o fluxo de custódia em todas as comarcas. O documento deverá definir, entre outros pontos:

  • o local de recebimento da pessoa presa em cada comarca;
  • o órgão responsável pela custódia;
  • horários e contatos permanentes;
  • confirmação do recebimento antes do deslocamento para audiência;
  • proibição do retorno do preso à delegacia por mera falta de logística;
  • registro formal de qualquer apoio prestado pela Polícia Civil.

Além disso, o Tribunal terá 120 dias para concluir um protocolo interinstitucional definitivo, elaborado em conjunto com Sejus, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Penal, Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB-MT e Sinpol-MT.

O objetivo é estabelecer uma matriz de responsabilidades para transporte, custódia, comunicação e monitoramento das pessoas presas durante as audiências de custódia em Mato Grosso.

O Primeira Página entrou em contato com o TJMT e a Sejus-MT e aguarda posicionamento.

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